UMA VISÃO CRIACIONISTA DA EDUCAÇÃO

Ruy Carlos de Camargo Vieira
(Engenheiro Mecânico e Eletricista, Professor Emérito da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo, ex-Conselheiro do Conselho Federal de Educação, e Fundador e Presidente da Sociedade Criacionista Brasileira)
1. INTRODUÇÃO
A motivação para escrever este artigo foi a palestra efetuada há treze anos em um Encontro de Professores da Associação Planalto Central da Igreja Adventista do Sétimo Dia realizado em Brasília, ocasião em que pude apresentar alguns dados que havia coletado sobre o início da Educação Adventista nos Estados Unidos da América, cuja divulgação julguei oportuna em nosso meio. (1)
Esses dados incluíam interessantes observações que haviam sido apreciadas pela Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia realizada em 1903, em Oakland, Califórnia, tanto em Relatório sobre a Educação Adventista (2), apresentado em 7 de abril, pelo Pastor Edward Alexander Sutherland (então Departamental de Educação da Associação Geral) (3), como também em “Sermão sobre a Educação Cristã” (4) proferido em 10 de abril pelo Pastor Alonzo T. Jones (na época Presidente da Associação da Califórnia da Igreja Adventista do Sétimo Dia).
(5) Dentre tais observações, puderam ser destacados alguns importantes aspectos ligados à propugnação da Educação Cristã desde os tempos da pregação de Guilherme Miller, posteriormente trazidos à Igreja Adventista por Ellen White, “tendo então Deus posto perante o Seu povo as bases de um sistema de educação cristã”. 
Puderam, também, ser destacadas naquelas observações, algumas preocupações expostas pelo Pastor Sutherland referentes à educação adventista e ao panorama geral da educação secular nos E.U.A. no início do século vinte. Naquela época, conforme o Relatório do Pastor Sutherland, havia cerca de 35.000 crianças e jovens na denominação, dos quais apenas 5.000 estudavam nas escolas denominacionais. Lamentava o Pastor Sutherland que então cerca de 30.000 crianças e jovens estivessem sendo educados em instituições que nada tinham a ver com as peculiaridades dos processos e objetivos da educação visados pela denominação. E trazia ele àconsideração um impressionante dado: o número dos filhos dos que tinham sido adventistas desde cinquenta anos atrás, e que haviam deixado a Igreja, era maior do que o número de membros então existentes ao escrever ele o seu Relatório! Dentro desse quadro, comentou ele a importância do sistema educacional para a formação e o fortalecimento dos quadros da Igreja, e terminou o seu Relatório com a advertência de que a Igreja, então, de posse de tão grande luz sobre a educação cristã, não viesse a incidir nos mesmos erros cometidos no decorrer do século dezanove pelas denominações evangélicas nos E.U.A., que passaram a confiar mais na educação secular do que nos princípios bíblicos que indicam os verdadeiros caminhos que levam à vida eterna!
Ressaltou, ainda, o Pastor Sutherland em seu Relatório, que preocupação análoga era manifesta externamente à Igreja, como verificado em pronunciamento de um dos mais conceituados educadores americanos, Charles William Eliot, Presidente da Harvard University, que, falando em uma reunião de professores em New Haven, na Nova Inglaterra, em 17 de outubro de 1902, havia destacado as necessidades a serem satisfeitas pela educação, em face das deficiências do processo educacional então vigente. [A hoje famosa Harvard University (bem como Yale) nada mais eram, no início, do que Escolas Bíblicas cujo objetivo era formar ministros que levassem o
Evangelho para o mundo. Entretanto, em pouco tempo Yale e Harvard perderam de vista sua perspectiva cristã e se tornaram escolas seculares, meramente “clássicas”, despojadas da visão cristã da educação.]
Conforme as próprias palavras do Presidente da Harvard University, citadas pelo Pastor Sutherland, a ineficácia da educação secular americana podia ser comprovada pelas seguintes oito grandes frustrações encontradas então no seio da sociedade americana, e cuja atualidade, praticamente um século depois, não deixa de ser impressionante tanto no âmbito dos próprios E. U. A. quanto também em nosso país:
“1. Alcoolismo (hoje abrangendo também o uso e abuso de entorpecentes);
2. Jogos de azar (hoje incluindo loterias e similares, patrocinados pelo próprio poder público);
3. Má gestão da coisa pública (hoje incluindo corrupção generalizada nos órgãos públicos);
4. Crime, violência e insegurança (hoje abrangendo estupros, seqüestros, e terrorismo);
5. Publicações degradantes (hoje se estendendo a todos os modernos meios de comunicação);
6. Espetáculos teatrais populares (hoje invadindo os lares mediante programações imorais da Televisão);
7. Charlatanismo médico (hoje adicionado à propaganda enganosa de tratamentos miraculosos e medicamentos ineficazes e prejudiciais);
8. Greves trabalhistas (hoje abrangendo a violência de outros movimentos sociais reivindicatórios).” (6)
E tentando procurar as raízes dessas mazelas sociais, o Presidente da Harvard destacou como uma das principais causas desse panorama o fato de que, desde a Guerra Civil Americana (terminada em 1865), a influência das igrejas havia sensivelmente diminuído nos E. U. A.:  “Seu controle sobre a educação diminuiu distintamente. Algumas denominações parecem ater-se a uma metafísica arcaica e a um imaginário poético mórbido [isto é, à chamada “alta crítica”].
Outras, aparentemente, tendem a refugiar-se nas cerimónias, pompa, tradições e observâncias.” (7)
Complementando a visão histórica apresentada pelo Pastor Sutherland, reforçada pelo Presidente da Harvard University, o Pastor Jones destacou em seu sermão as legítimas aspirações que o mundo secular apresentava, e mostrou que somente a educação cristã seria capaz de atendê-las. Após várias considerações, é surpreendente que ele tenha se concentrado no tema da necessidade de uma  reforma educacional centrada no criacionismo bíblico, em contraposição à avalanche evolucionista surgida após 1859 com a publicação de “A Origem das Espécies”  e que (segundo ele, e com nossa total concordância) em grande parte estava sendo a responsável pelos fracassos e frustrações da educação secular nos Estados Unidos: “Então o que se torna necessário? É necessário um movimento de reavivamento, de reforma, hoje, como nos dias de Lutero. E uma reforma baseada nos mesmos princípios defendidos então por Lutero. Princípios que repudiaram o método secular, com suas raízes na Grécia clássica. ... (e puseram) a Bíblia em seu verdadeiro lugar, como fonte de toda educação. ... (Lutero) concitou o povo a não mandar seus filhos para escolas que não se baseassem predominantemente na Bíblia. E é esta a mensagem que necessitamos hoje, a mensagem que os Adventistas do Sétimo Dia têm a obrigação de pregar hoje ao mundo. A esta pregação sucederá uma reforma. ... A educação será concebida em termos do criacionismo; a Igreja que ministrará esta educação para o mundo será uma igreja criacionista, em contraposição ao evolucionismo. ... E quem poderá proceder desta forma senão o povo que guarda em sua vida o memorial da criação? Por que Deus nos deu o Sábado? Uma das maiores razões pelas quais ele nos deu o Sábado é para que fôssemos guardiões da Criação nestes dias em que o evolucionismo está arrastando o mundo para longe de Deus. ... A Igreja estabelecerá um sistema educacional que verdadeiramente educará todos os que por ele passarem ... e a educação por ela provida será verdadeira educação para hoje e para a eternidade.” (8)
Em face deste quadro, que não deixa de ser bastante atual tanto nos E. U. A. como em nosso país, apesar de decorrido praticamente um século, qual deveria ser a nossa mensagem precípua hoje para o mundo? Sem dúvida é a mensagem criacionista centrada na educação cristã! Daí a motivação para escrever este artigo sobre “Uma Visão Criacionista da Educação”, com a esperança de que ele possa também despertar educadores cristãos a perseverar em sua missão.
2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE EDUCAÇÃO
2.1. BREVES OBSERVAÇÕES ETIMOLÓGICAS E SEMÂNTICAS SOBRE EDUCAÇÃO
Para discernirmos melhor uma visão criacionista da Educação, certamente convém procurarmos não só a etimologia desse termo, como também explorarmos alguns aspectos semânticos pertinentes.
Educação provém do Latim, reportando-se à raiz do verbo duco, ducere, cujo significado básico é conduzir.
Deste verbo procedem dois outros, com significados bastante próximos – educo, educare, e educo, educere. O primeiro significa nutrir, amamentar; educar, instruir, ensinar, amestrar. O segundo,  criar, nutrir, manter, sustentar. Derivados destes verbos são educator, a pessoa que cria, educatus, a pessoa criada, e educatio, a ação de criar.
(9)
 Uma peculiaridade da língua portuguesa é o termo criança, para designar a pessoa que está sendo criada, o educando por excelência! Em outras línguas criança deriva de raízes distintas, mais ligadas à acepção de filho, como exemplificado, por exemplo, em Espanhol niño, em Francês enfant, e em Inglês child.
A educação, semanticamente, é portanto um processo. Nele, o educando vai sendo conduzido por um determinado caminho para atingir os objetivos visados. A criança (ou educando) vai sendo nutrida, instruída, mantida e sustentada – nos aspectos físico e mental. 
Ressalta neste processo, evidentemente, a importância que assume o papel do educador. É dele que, fundamentalmente, depende o processo educativo. A secularização da educação, hoje generalizada, deve-se precipuamente a educadores de mente secularizada, e da mesma forma a educação criacionista só pode se tornar uma realidade mediante a atuação de educadores criacionistas devidamente capacitados, conscientes da verdadeira natureza da controvérsia entre as estruturas conceituais criacionista e evolucionista.
2.2. O PROCESSO EDUCATIVO
Dentre os parâmetros que influem na condução do processo educativo, de maneira geral, situam-se as definições a serem dadas aos fatores que nela intervêm, como por exemplo:
1. o caminho a ser percorrido, 
2. os objetivos a serem visados, 
3. a competência do educador para a execução de sua tarefa.
Em função das distintas estruturas conceituais adotadas aprioristicamente para a definição do processoeducativo, poderemos ter dois extremos excludentes – a educação cristã, de cunho criacionista, e a educação secular, de cunho evolucionista.
• Sob o ponto de vista da educação cristã, deve-se seguir o caminho preconizado para os israelitas ao saírem do Egito, com o objetivo de prepará-los para serem um povo peculiar, com a missão de levar ao mundo o conhecimento do verdadeiro Deus. 
Em Deuteronómio, capítulo 6, versículos 4 a 7, fica claro o processo que deveria ser seguido nesse caso – “estas palavras ... tu [os pais] as inculcarás a teus filhos”. 
Dão os dicionaristas para o verbo inculcar o sentido de “apontar, citar, recomendar, propor, indicar, aconselhar”. É este um caminho no qual o educador respeita a personalidade do educando em seus aspectos físico, mental e espiritual! 
• Na educação secular, por outro lado, tem sido adoptado um caminho com fundamento no racionalismo, no agnosticismo, no materialismo e no ateísmo, que tem imposto conceitos preconcebidos e estabelecido paradigmas axiomáticos apresentados como verdades incontestes, frontalmente contrárias aos ensinamentos bíblicos.
É este o caminho que, lamentavelmente, em termos de sociedade, em seu extremo sabidamente leva ao autoritarismo e ao totalitarismo, com todas as suas funestas consequências, como tem sido demonstrado pela própria história. Haja vista o surgimento de “condutores” (seriam educadores?) como, por exemplo, o Ducce na Itália fascista e o  Führer na Alemanha nazista, com todos os conhecidos desdobramentos a que os respectivos processos de uma chamada “educação das massas” acabaram levando. De forma semelhante ao ocorrido nos tempos da intolerância medieval, lamentavelmente hoje também têm sido impostos por educadores ateístas, materialistas e evolucionistas, dogmas supostamente científicos, que não toleram sequer o exame da viabilidade de alternativas que considerem o elemento sobrenatural, no processo educativo, em manifesto desrespeito à personalidade do educando em seus aspectos físico, mental e espiritual. Nesse contexto, vale lembrar que uma das mais notáveis definições do processo educativo é a que se encontra no livro “Educação”, como sendo “o desenvolvimento harmónico das faculdades físicas, intelectuais e espirituais” (10)
No contexto secular atual, em que predominam os conceitos de evolução em todas as áreas do conhecimento humano, talvez pudesse surgir alguma dúvida quanto ao verdadeiro sentido da palavra desenvolvimento aí utilizada.
De fato, o conceito de evolução como apresentado modernamente, está intimamente ligado ao conceito de desenvolvimento, e poder-se-ia ser levado a considerar erroneamente o processo educacional como integrado a um suposto processo evolutivo que tudo permeasse.  
No entanto, o processo de desenvolvimento educacional, implícito naquela definição apresentada para a educação, corresponde àquilo que o texto bíblico relata quanto ao que ocorria com o desenvolvimento de Cristo em sua infância e juventude:
• “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele” (S.
Lucas 2:40). Eis aí um processo de crescimento, nutrição ou desenvolvimento, harmónico – fortalecimento físico, sabedoria intelectual, e graça espiritual.
• Em S. Lucas 2:52 é reiterado o processo educativo pelo qual passava Jesus: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens”.
Voltando aos citados dois extremos excludentes do processo educativo, levado ao nível da educação formal, verifica-se que o conflito entre elas já havia transparecido nos tempos apostólicos, em particular quando o apóstolo Paulo teve a oportunidade de discutir no Areópago com os filósofos de duas correntes antagónicas – os epicuristas e
os estóicos. Epicuristas eram adeptos da estrutura conceitual evolucionista introduzida por Epicuro desde o século quarto a. C., enquanto os estóicos, embora não sendo cristãos, eram adeptos da estrutura conceitual criacionista, mantendo-se fieis às raízes tradicionais da religião grega. (11)
Conforme o relato bíblico, naqueles tempos apostólicos havia no mundo três grandes centros educacionais – Corinto, Éfeso e Atenas – nos quais o cristianismo foi pregado especialmente pelo apóstolo Paulo, tendo então ficado evidente o confronto entre as concepções distintas da educação pagã (evolucionista) e cristã (criacionista).

Nova Faculdade de Medicina Adventista no Peru é a quinta da denominação

Estudantes da faculdade de Medicina fazem fila na
plataforma para aperto de mão com administradores
durante a inauguração de hoje, da Faculdade
de Medicina Humana da Universidade da
União Peruana, em Lima. [Fotos por Rosmery Sanchez]

A Igreja Adventista do Sétimo Dia inaugurou hoje uma faculdade de Medicina no Peru, sendo a primeira faculdade adventista de Medicina na região noroeste da América do Sul.

 Os líderes da Igreja disseram que a Faculdade de Medicina Humana da Universidade da União Peruana, em Lima, expande a capacidade da Igreja para o ministério de saúde no Peru e países de língua espanhola próximos, uma área com grande demanda por médicos adventistas.

Na cerimónia de inauguração hoje, oficiais da Igreja elogiaram a visão de líderes locais e expatriados peruanos que retornaram nos últimos anos para ajudar a estabelecer a instituição.

"Uma faculdade de Medicina sempre foi uma necessidade, no Peru, e hoje esse sonho tornou-se realidade porque a Universidade da União Peruana sonhou com isso", declarou na cerimónia desta manhã o Pr. Erton Kohler, presidente da Divisão Sul-Americana, da denominação adventista.

O reitor fundador, Dr. Carlos Alfonso Balarezo, é um cidadão peruano que atuou como chefe de cirurgia no Centro Médico Regional do Condado de Riverside, em Riverside, Califórnia, EUA, e como um professor-associado de Cirurgia da Escola de Medicina da Universidade Loma Linda, que fica próxima. Ele também detém o título de Mestre em Cirurgia peruana, uma distinção atribuída pela Sociedade Cirúrgica Peruana com apenas três pessoas tendo tal distinção.

Balarezo disse que deixou os Estados Unidos há cinco anos para integrar a equipe que criou a escola. "É uma tremenda oportunidade para ajudar a moldar esses alunos", Balarezo disse numa entrevista. "Como na [Universidade] Loma Linda, queremos dar muita ênfase no cuidado preventivo. Isso vai nos diferenciar de outras escolas médicas daqui".

Executivos da instituição homenageiam
o Dr. Carlos Alfonso Balarezo,
à esquerda, reitor-fundador da faculdade.
Desde a direita, Walter Dávila,
diretor de serviços estudantis, Dra. Maximina Contreras,
vice-presidente, e Dr. Juan Choque Fernandez,
presidente da Universidade.
O currículo da escola é de sete anos, num programa de pós-secundário. As aulas realmente começaram no mês passado com 80 alunos. Os funcionários da escola afirmam que o programa continuará com cerca de 60 alunos cada ano.

O Peru é mal servido por médicos em comparação com o resto do mundo. O país tem nove médicos por 10.000 pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde. A média mundial é de 14.

No campus nesta manhã, a estudante Flor Cari disse: "É maravilhoso ter agora este programa, que irá nos preparar para servir aqueles que têm precisado de nós por tanto tempo".

Os líderes da Igreja disseram que a escola tem uma forte base adventista, no Peru, um país com uma das maiores proporções de membros da Igreja Adventista. Há mais de 410 mil membros da Igreja no país, que tem uma população de aproximadamente 17 milhões. Cerca de 60 escolas adventistas secundárias têm matrícula total de cerca de 10.000 estudantes.

Autoridades disseram que a nova faculdade também atrairá estudantes de países vizinhos, como Bolívia, Colômbia, Equador e Brasil.

O Dr. Allan Handysides, diretor de Ministérios de Saúde da Igreja Adventista a nível mundial, disse que espera que a escola prospere em vista do extenso planeamento por oficiais da instituição ao longo dos cinco anos anteriores. "Creio que vai ser um grande sucesso, porque foram extremamente focado em seguir em cada pormenor as recomendações do departamento de Educação [da Igreja Adventista a nível mundial]", declarou Handysides.
Estudantes de Medicina enfileiram-se à frente
do auditório, enquanto uma oração é oferecida
por Erton Kohler, presidente da Divisão
Sul-Americana da Igreja Adventista.


A nova escola é a quinta faculdade médica da Igreja Adventista a nível mundial. A inauguração de hoje ocorre três meses após ter sido inaugurada a Escola de Medicina S. Benjamin Carson Sr., ligada à Universidade Babcock, na Nigéria, também administrada pela denominação.

A Igreja Adventista também opera escolas de medicina em universidades adventistas em Montemorelos, México, Entre Rios, Argentina, sendo o seu carro-chefe a faculdade em Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos.

Dirigentes educacionais adventistas informam que uma sexta Faculdade de Medicina está sendo desenvolvida nas Filipinas.

Vários oficiais adventistas têm elogiado os líderes no Peru por sua colaboração com outras instituições denominacionais para ajudar a construir a escola ao longo dos últimos cinco anos. Lisa Beardsley-Hardy, diretora de Educação Adventista, a nível mundial, disse que os administradores e oficiais da IASD coordenaram esforços com instituições adventistas de saúde e hospitais da comunidade para estabelecer a capacidade de treinamento da nova instituição.

"Há um enorme espírito de equipe de apoio à faculdade de Medicina", comentou Beardsley-Hardy. "Isso significa muito para o ministério da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Peru".

-- Reportagem adicional de por Angela Brown
Set. 20, 2012 Silver Spring, Maryland, United States
Ansel Oliver/ANN

A LEI LABORAL EM PORTUGAL E O SÁBADO


A notícia recente de que a Troika propôs ao Governo da Grécia a passagem da semana de trabalho de cinco para seis dias, deduzindo-se que o domingo passaria a dia obrigatório de descanso, gerou, como é natural, apreensão entre os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Portugal.

No nosso país, segundo o acordo de concertação social materializado na lei laboral revista em Agosto último, já é possível aos empregadores requererem aos seus funcionários que trabalhem alguns Sábados por ano, sem descanso semanal compensatório, o que contradiz a Lei da Liberdade Religiosa, que dispõe que as horas de descanso semanal de Sábado sejam compensadas num dia de folga.

Prevendo esta situação, desde a assinatura do acordo de concertação social no início deste ano a Igreja Adventista do Sétimo Dia em Portugal tem vindo a desenvolver contactos junto das autoridades competentes, no sentido de sensibilizar para as dificuldades que a presente lei laboral provoca, acrescidas às já de si críticas procura e manutenção de emprego na situação actual. Essa tentativa tem vindo a ser realizada, para além do apelo à compreensão para a especificidade do dia de guarda dos adventistas do sétimo dia, através do recurso aos documentos internacionais sobre direitos humanos e à legislação comunitária e portuguesa, que protegem o direito a um dia semanal de descanso por motivos religiosos e ao princípio da não discriminação por motivos de crença. Por outro lado, não deixamos de manifestar sempre vontade e disponibilidade para continuar a exercer o nosso trabalho, seja ele qual for, com os máximos zelo e dedicação, ajudando o país a enfrentar as dificuldades com que se depara e que nos afectam a todos.

Apesar de o número e o grau de dificuldade de casos de irmãos que pedem apoio e aconselhamento à UPASD para lidar com este tipo de questão estarem a aumentar, a maior parte das entidades e instituições, especialmente as de direito público, têm vindo a ser sensíveis ao encontrar de soluções que permitam a estes irmãos prosseguir a sua vida profissional ou académica, sem violar a sua consciência, nomeadamente com o direito à observância do Sábado como dia de descanso.

Prestada esta informação, gostaríamos de incentivar a Igreja a unir-se em oração por este assunto, com a 'reverente confiança' com que nos devemos sempre aproximar de Deus.

Paulo Sérgio Macedo Departamento de Liberdade Religiosa e Assuntos Públicos UPASD

A Posição da Igreja Adventista Quanto aos Jogos de Azar


O jogo de azar afeta cada vez mais e mais pessoas ao redor do mundo. A ideia de ganhar às custas dos outros tem se tornado uma maldição moderna. A sociedade paga o preço pelos crimes associados a ele, pelo amparo à vítima e pelo colapso familiar, o que diminui a qualidade de vida. Os adventistas se opõem grandemente a esse tipo de jogo, uma vez que é incompatível com os princípios cristãos. Não é uma forma apropriada de lazer ou um meio legítimo de levantamento de fundos.

O jogo de azar viola os princípios cristãos de mordomia. Deus identifica o trabalho como o meio apropriado para adquirir benefícios materiais; não o jogo de azar, que nos faz sonhar com o ganho à custa da perda de outrem.

O jogo de azar tem um grande impacto sobre a sociedade. Os custos financeiros resultam de crimes cometidos para saldar uma dívida de jogo, aumento do policiamento e despesas legais, bem como crimes envolvendo drogas e prostituição.

O jogo de azar não gera renda; antes, toma daqueles que não têm condições e dá a uma minoria, sendo o maior ganhador, obviamente, o operador. A ideia de que o jogo pode ter um benefício económico positivo é ilusão. Além disso, jogar viola o senso de responsabilidade cristã pela família, os vizinhos, os pobres e a Igreja.

Jogar cria falsas esperanças. O sonho de ganhar muito dinheiro substitui a verdadeira esperança por um sonho falso de uma possibilidade estatisticamente improvável de vencer. Os cristãos não devem colocar as suas esperanças em riquezas. A esperança cristã de um futuro glorioso prometido por Deus é certa — diferente e oposta ao sonho do jogador. O grande lucro que a Bíblia nos aponta é “piedade com o contentamento”.2

O jogo é um vício. Isso é claramente incompatível com o modo de vida cristão. A igreja procura ajudar, não culpar, aqueles que sofrem pelo vício do jogo ou de outros vícios. Os cristãos reconhecem que são responsáveis perante Deus pelos seus recursos e estilo de vida.3

A organização da Igreja Adventista não aceita rifas ou loterias para arrecadar fundos e insta os membros a não participarem em tais atividades, mesmo que bem intencionadas. Tão pouco vê com bons olhos os jogos de azar patrocinados pelo Estado. A Igreja Adventista convida todas as autoridades a prevenir a crescente disponibilidade dos jogos com os seus efeitos prejudiciais para os indivíduos e a sociedade.

A Igreja Adventista rejeita os jogos de azar e não solicitará nem aceitará fundos que sejam claramente provenientes deles.

1. I Tess. 4:11; Gén. 3:19; Mat. 19:21; Atos 9:36; II Cor. 9:8e9.
2. I Tim.6:17;Heb. 11:1;I Tim.6:6.
3. 1 Cor. 6:19 e 20.

Esta declaração foi votada pela Comissão Administrativa da Associação Geral para divulgação durante a assembleia da Associação Geral realizada em Toronto, Canadá, de 29 de junho a 9 de julho de 2000.

A Posição da Igreja Adventista quanto à Dependência Química

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, organizada oficialmente em 1863, tratou no início de sua história do uso de fumo e bebidas alcoólicas.

A igreja condenou o uso de ambos como destrutivos à vida, à família e à espiritualidade. Adoptou, na prática, uma definição de temperança que enfatizava “total abstinência do que é prejudicial, e uso cuidadoso e judicioso daquilo que é bom”.

A posição da igreja com respeito ao uso do álcool e do fumo não mudou. Em décadas recentes, ela tem promovido ativamente a educação antiálcool e antidrogas dentro da igreja, e, em união com outras agências, tem educado a comunidade mais ampla na prevenção do alcoolismo e dependência de drogas.

A igreja criou um “Programa para Deixar de Fumar” no início da década de 1960 que teve um alcance mundial e tem ajudado dezenas de milhares de Fumantes a se libertarem do vício. Originalmente conhecido como “Plano para Deixar de Fumar em Cinco Dias”, pode ser considerado o mais bem-sucedido de todos os programas antitabágicos.

A criação em laboratórios de centenas de novas drogas e a redescoberta e popularização de antigas substâncias químicas naturais como a maconha e a cocaína agravou um problema outrora simples e apresenta um crescente desafio à igreja e à sociedade. Em uma sociedade que tolera e mesmo promove o uso de drogas, o vício é uma crescente ameaça.

Redobrando seus esforços no campo da prevenção da dependência, a igreja está desenvolvendo novos currículos para suas escolas e programas de apoio para ajudar os jovens a permanecer abstinentes.

A igreja está também procurando ser uma voz influente em chamar a atenção da mídia, das autoridades públicas e dos legisladores para o dano que a sociedade está sofrendo com a contínua promoção e distribuição do álcool e do fumo.

A igreja continua crendo que a instrução de Paulo em I Coríntios 6:19 e 20 é aplicável ainda hoje: “o nosso corpo é o santuário do Espírito Santo”; devemos glorificar a Deus em nosso corpo. Pertencemos a Deus e somos testemunhas de Sua graça. Devemos esforçar-nos para estar na melhor forma, física e mental, a fim de que possamos desfrutar Sua comunhão e glorificar o Seu nome.

Esta declaração foi liberada pelo então presidente da Associação Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os 16 vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista, em 5 de julho de 1990, durante a assembleia da Associação Geral realizada em Indianápolis, Indiana.

Fonte: Declarações da Igreja

Wintley Phipps Leva Esperança a Prisão Eslovena

Wintley Phipps, pastor e cantor adventista do sétimo dia, visitou uma penitenciária em Dob, Eslovénia. Convidado por Lojze Peterle, parlamentar da União Europeia (EU), Phipps cantou para os prisioneiros, familiares, funcionários da prisão e convidados do cenário político e eclesiástico.
Phipps começou o programa com uma versão do “Pai Nosso”, seguido de várias canções evangélicas conhecidas e Negro spirituals, concluindo magistralmente com “Preciosa Graça”. Por meio das mensagens das canções e de pequenas falas entre elas, Wintley verdadeiramente “trouxe esperança a todos nós”, disse Joze Podrzaj, director do presídio, no seu discurso de despedida. Os presos agradeceram Phipps com um aplauso caloroso e o presentearam com o painel de uma colmeia, feito à mão (souvenir tradicional da Eslovénia). “Foi uma visita realmente inspiradora de uma pessoa especial que dedica a sua vida a incentivar os que mais necessitam ser incentivados”, declarou Peterle à AdventPress.
Phipps chegou à Eslovénia com a sua esposa Linda, vindos de Bruxelas onde cantou no Café da Manhã de Oração, evento anual para os membros do parlamento da EU. Durante a sua curta visita, também se encontrou com Robert Friskovec, coordenador do ministério de capelania das prisões da Eslovénia e Zmago Godina, presidente da Associação Eslovena da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
- reportagem da TEDNews, Adventist World.

A Posição da Igreja Adventista Quanto ao Controle de Natalidade

As tecnologias científicas de hoje permitem um maior controlo da fertilidade e da reprodução humana do que no passado. Essas tecnologias tornam possível a relação sexual com uma expectativa muito reduzida de gravidez e de nascimentos.

O casal cristão tem o potencial de controlar a fertilidade, o que tem levado a muitos questionamentos com uma ampla gama de implicações religiosas, médicas, sociais e políticas. As novas técnicas oferecem oportunidades e benefícios, mas também apresentam desafios e desvantagens.

Várias questões morais devem ser consideradas. Os cristãos, que têm a palavra final na sua escolha pessoal quanto a essas questões, devem ser instruídos a fim de que possam tomar decisões sólidas baseadas em princípios bíblicos.

Entre as questões a serem consideradas, está o debate quanto a se é ou não apropriada a intervenção humana no processo biológico natural de reprodução humana. Se qualquer intervenção for apropriada, então devem ser tratadas as questões adicionais quanto ao que, quando e como. Outras preocupações relacionadas incluem:

- A probabilidade do aumento da imoralidade sexual com a disponibilidade e o uso que os métodos contraceptivos podem promover.
- O domínio de um dos sexos quanto aos privilégios e prerrogativas sexuais tanto do homem quanto o da mulher.
- O debate sobre o direito de uma sociedade limitar a liberdade pessoal no interesse da coletividade, e a discussão sobre o apoio económico e educacional para os que estão em desvantagens.
- Aspectos relacionados com o crescimento populacional e o uso dos recursos naturais.

Entendemos que uma declaração com considerações morais sobre o controlo da natalidade deve ser vista dentro de um contexto mais amplo dos ensinamentos bíblicos sobre a sexualidade, o casamento, a paternidade e o valor dos filhos, e que deve haver uma compreensão da inter-relação dessas questões.

Cientes da diversidade de opiniões na igreja, os seguintes princípios bíblicos são estabelecidos para instruir e pautar a tomada de decisões.

1. Mordomia responsável. Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem, homem e mulher, com a faculdade de pensar e de tomar decisões (Isa. 1:18; Jos. 24:15; Deut. 30:15-20). Deus deu aos seres humanos o domínio sobre a Terra (Gén. 1:26 e 28). Esse domínio requer a supervisão e o cuidado da natureza.

A mordomia cristã também requer que se assuma a responsabilidade pela procriação humana. A sexualidade, como um dos aspectos da natureza humana sobre o qual o indivíduo exerce mordomia, deve ser expressa em harmonia com a vontade de Deus (Êxo. 20:14; Gén. 39:9; Lev. 20:10-21; 1 Cor. 6:12-20).

2. Propósito da reprodução. A perpetuação da família humana é um dos propósitos de Deus para a sexualidade humana (Gén. 1:28). Embora, de forma geral, possamos inferir que o casamento destina-se a produzir descendentes, a Escritura nunca apresenta a procriação como uma obrigação do casal a fim de agradar a Deus.

Contudo, a Revelação divina confere um elevado valor aos filhos e expressa a alegria encontrada na paternidade (Mat. 19:14; Sal. 127:3). Ter e educar filhos ajuda os pais a entenderem a Deus e a desenvolverem compaixão, solicitude, humildade e abnegação (Sal. 103:13; Luc. 11:13).

3. Propósito unificador. A sexualidade tem um propósito unificador no casamento, ordenado por Deus, e diferente do propósito reprodutivo (Gén. 2:24). A sexualidade no casamento destina-se a incluir alegria, prazer e deleite (Ecl. 9:9; Prov. 5:18 e 19; Can. 4:16-5:1). E propósito de Deus que os casais mantenham comunhão sexual além da procriação (1 Cor. 7:3-5), uma comunhão que estabeleça laços fortes e que proteja os cônjuges de um relacionamento impróprio com outra pessoa (Prov. 5:15-20; Cant. 8:6 e 7). No propósito de Deus, a intimidade sexual não se destina apenas à concepção. A Escritura não proíbe o casal de desfrutar das delícias da relação conjugal, enquanto tomam medidas contraceptivas.

4. Liberdade de escolha. Na criação — e novamente pela redenção provida por Cristo — Deus deu ao ser humano a liberdade de escolha, e pede que a empreguem com responsabilidade (Gál. 5:1 e 13).

No plano divino, marido e mulher constituem uma unidade familiar única, tendo ambos a liberdade e a responsabilidade de tomarem decisões sobre sua família (Gên. 2:24). Os cônjuges devem levar um ao outro em conta ao tomarem decisões sobre o controle da natalidade, estando dispostos a considerar as necessidades do outro e também as suas próprias (Fil. 2:4).

Para o casal que decide ter filhos, a escolha da procriação deve ter limites. Vários fatores devem nortear sua escolha, incluindo a capacidade de atender as necessidades dos filhos (1 Tim. 5:8); a saúde física, emocional e espiritual da mãe (III João 2; 1 Cor. 6:19; Fil. 2:4; Efés. 5:25); as circunstâncias sociais e políticas nas quais os filhos nascerão (Mat. 24:19); e a qualidade de vida e os recursos globais disponíveis. Somos mordomos da criação de Deus e, portanto, devemos ir além de nossa própria felicidade e desejos e considerar as necessidades dos outros (Fil. 2:4).

5. Métodos contraceptivos apropriados. A decisão moral sobre a escolha do uso dos diferentes métodos contraceptivos deve provir da compreensão de seus prováveis efeitos sobre a saúde física e emocional, a forma pela qual atuam e os gastos financeiros envolvidos. Há uma diversidade de métodos para o controle da natalidade - incluindo métodos de barreira, espermicidas e esterilização - que impedem a concepção e que são moralmente aceitáveis.

Outros métodos contraceptivos (1) podem impedir a união do óvulo com o espermatozóide (fertilização) ou podem impedir a fixação do óvulo já fertilizado (implantação). Devido à incerteza sobre como eles funcionarão em uma determinada situação, podem ser moralmente questionáveis para aqueles que crêem que a proteção da vida humana inicia na fecundação.

Contudo, considerando que a maioria dos óvulos fecundados não chega a se implantar ou se perde após a implantação, mesmo quando os métodos contraceptivos não são usados, os métodos hormonais de controlo de natalidade e os DIUs, que representam um processo similar, podem ser vistos como moralmente aceitos. O aborto, isto é, a interrupção proposital de uma gravidez estabelecida, não é moralmente aceito no que diz respeito ao controle de natalidade.

6. Mau uso do controlo da natalidade. Embora a crescente capacidade de lidar com fertilidade e de se proteger de doenças sexualmente transmissíveis possa ser útil a muitos casais, o controlo da natalidade pode ser mal empregue. Por exemplo, aqueles que se engajam em relações sexuais pré-nupciais ou extraconjugais podem mais prontamente ser indulgentes com tais comportamentos devido à disponibilidade dos métodos contraceptivos.
O uso desses métodos para proteger a relação sexual fora do casamento pode reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis e/ou gravidez. No entanto, o sexo fora do casamento é prejudicial e imoral, tenham ou não, esses riscos sido diminuídos.

7. Uma abordagem redentora. A disponibilidade dos métodos de controlo da natalidade torna a educação sobre a sexualidade e a moralidade ainda mais imperativa. Menos esforço deve ser gasto na condenação e mais na educação e nas abordagens redentoras que buscam permitir a cada indivíduo ser persuadido pelos apelos profundos do Espírito Santo.

(1) Alguns exemplos atuais desses métodos incluem aparelhos intra-uterinos (DIU), pílulas de hormônio (incluindo a pílula do “dia seguinte»), injeções ou implantes. As perguntas sobre esses métodos devem ser encaminhadas a um médico.

Esta declaração foi votada em 29 de setembro de 1999, durante o Concílio Anual da Comissão Executiva da Associação Geral realizado em Silver Spring, Maryland.

A Posição da Igreja Adventista em Relação às Outras Igrejas Cristãs

A fim de evitar males-entendidos ou atritos nas nossas relações com outras igrejas e organizações religiosas cristãs, apresentamos as seguintes directrizes:

1. Reconhecemos aquelas agências que exaltam a Cristo diante das pessoas como parte do plano divino para a evangelização do mundo e temos em alta estima os homens e mulheres cristãos de outras denominações que estão empenhados em ganhar almas para Cristo.

2. Quando a obra fora da nossa divisão nos põe em contacto com outras sociedades e organismos religiosos cristãos, o espírito de cortesia cristã, franqueza e justiça deve prevalecer em todas as ocasiões.

3. Reconhecemos que a verdadeira religião se baseia na consciência e na convicção. Portanto, deve ser nosso constante propósito que nenhum interesse egoísta ou vantagem temporal atraia qualquer pessoa para a nossa comunhão e que nenhum vínculo retenha qualquer membro a não ser a convicção de que deste modo é encontrada a verdadeira comunhão com Cristo.

Se a mudança de convicção levar um membro da nossa igreja a não se sentir mais em harmonia com a fé e a prática adventistas, reconhecemos não somente o seu direito mas também a sua responsabilidade de mudar, sem opróbrio, de filiação religiosa, conforme as suas crenças. Esperamos que outros organismos religiosos atuem no mesmo espírito de liberdade religiosa.

4. Antes de admitir membros de outras organizações religiosas como membros da nossa igreja, deve ser exercido cuidado para verificar se os candidatos são movidos a mudar de filiação religiosa por convicção religiosa em consideração à sua relação pessoal com Deus.

5. Uma pessoa sob censura de outra organização religiosa por transgressão claramente confirmada dos princípios morais ou do carácter cristão não será considerada candidata aceitável para ser membro da Igreja Adventista até que haja evidência de arrependimento e reforma.

6. A Igreja Adventista não pode limitar a sua missão a áreas geográficas restritas, devido à sua compreensão do mandato da comissão evangélica. Na providência de Deus e no desenvolvimento da Sua obra em prol da humanidade, organismos denominacionais e movimentos religiosos têm surgido de vez em quando para dar ênfase especial a diferentes fases da verdade do evangelho.

Na origem e surgimento do povo adventista, foi posta sobre nós a responsabilidade de enfatizar o evangelho da segunda vinda de Cristo como um acontecimento iminente. Isso requer a proclamação das verdades bíblicas no contexto da mensagem especial de preparação conforme descrita na profecia bíblica, principalmente em Apocalipse 14:6-14.

Esta mensagem comissiona a pregação do “evangelho eterno a toda nação e tribo e língua e povo”, chamando para ela a atenção de todas as pessoas, em toda parte. Qualquer restrição que limite o testemunho a áreas geográficas específicas se torna, portanto, uma redução da comissão evangélica. A Igreja Adventista também reconhece o direito de outras crenças religiosas a operarem sem restrições geográficas.

Este é o texto do regulamento no 75 do Livro de Regulamentos da Associação Geral.

MILHÕES DE PESSOAS CONTINUAM A RECEBER ESPERANÇA GRAÇAS A CAMPANHA DE DISTRIBUIÇÃO DE LITERATURA

Os líderes mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia iniciaram há dois anos uma campanha de distribuição de literatura, que superou largamente qualquer projeto realizado até à data. O objetivo era distribuir mundialmente mais de 100 milhões de cópias de "A Grande Esperança".


Escrito por Ellen G. White, cofundadora da Igreja Adventista, a versão resumida do livro exibe uma linguagem atualizada e inclui 11 capítulos do livro "O Grande Conflito", originalmente escrito em 1888 e revisto em 1911.


Já foram distribuídas dezenas de milhões de exemplares do livro de bolso em mais de 80 idiomas e em várias partes do mundo, e quase o mesmo número de cópias eletrónicas foram descarregadas da Internet. A maioria das regiões mundiais da Igreja ainda se encontra na fase inicial da sua distribuição.


Recentemente surgiram rumores em algumas regiões do mundo que afirmam que existe um litígio que envolve o projeto "A Grande Esperança". Esses rumores são falsos. "Verificamos que as ferramentas como o correio eletrónico, as redes sociais e as mensagens de texto SMS podem ser utilizadas para o bem ou para o mal", referiu o diretor de Relações Públicas da Igreja mundial, Garrett Caldwell.


?Se a Igreja estivesse a fazer face a uma ação legal contra uma iniciativa tão importante, seria amplamente divulgada através dos seus canais oficiais de notícias, como a Adventist News Network, afirmou Caldwell.


O projeto de distribuição continuará até 2013 e espera-se distribuir mais de 170 milhões de exemplares. Para mais informações, consulte o sítio do projeto em greatcontroversyproject.adventist.org.

Fonte: Adventist News Network

A Posição da Igreja Adventista Sobre a Homossexualidade

A Igreja Adventista reconhece que cada ser humano é precioso à vista de Deus. Por isso, buscamos ministrar a todos os homens e mulheres no espírito de Jesus. Cremos também que, pela graça de Deus e com o apoio da comunidade da fé, uma pessoa pode viver em harmonia com os princípios da Palavra de Deus.

Os adventistas crêem que a intimidade sexual é apropriada unicamente no relacionamento conjugal entre homem e mulher. Esse foi o desígnio estabelecido por Deus na criação. As Escrituras declaram: “Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gén. 2:24). Esse padrão heterossexual é confirmado em todas as Escrituras.

A Bíblia não faz ajustes para incluir atividades ou relacionamentos homossexuais. Os atos sexuais praticados fora do círculo do casamento heterossexual estão proibidos (Lev. 20:7-21; Rom. 1:24- 27; 1 Cor. 6:9-11).

Jesus Cristo reafirmou o propósito da criação divina quando disse: “Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se uma só carne? Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mat. 19:4-6). Por esse motivo, os adventistas opõem-se às práticas e relacionamentos homossexuais.

Os adventistas empenham-se por seguir a instrução e o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a mão compassivamente a todas as pessoas e famílias que sofriam a consequência do pecado. Desenvolveu um ministério solícito e proferiu palavras de conforto às pessoas que enfrentavam dificuldades. Mas fez distinção entre Seu amor pelos pecadores e Seus claros ensinos sobre as práticas pecaminosas.

Esta declaração foi votada em 3 de outubro de 1999, durante o Concílio Anual da Comissão Executiva da Associação Geral realizado em Silver Spring, Maryland.

Atleta renuncia às Olimpíadas devido a guarda do sábado

San José, Costa Rica...[ASN] “Absolutamente, isto é algo no qual não faço concessões”, foi a resposta dada à imprensa de seu país ao ser questionada se estava arrependida de sua decisão. Tracy Joseph, atleta costa-riquenha, preferiu guardar o sábado, como o dia de repouso, a participar nos Jogos Olímpicos de Londres, na prova dos 200 metros, representando seu país, a Costa Rica.

Ela tomou conhecimento do inesperado adiamento na data e hora da prova, levando-a a renunciar ao que seria a última oportunidade de buscar o seu ingresso na pista do estádio dos Jogos Olímpicos em Londres. A prova da Tracy estava prevista para o domingo de manhã, mas inesperadamente a competição foi adiada para o sábado.

Diante dessa decisão, seu treinador, Emanuel Chanto comentou: “Uma determinação dessa natureza não deixa de ser frustrante porque se trabalha para isso. Porém, o fato de ela não competir nos sábados é algo que já havíamos conversado. Trata-se de assunto íntimo no qual não posso intervir.”

Tracy deveria baixar em 48 centésimos, seu melhor tempo de 23 segundos e 78 centésimos, para atingir a marca mínima exigida de 23 segundos e 30 centésimos.

Inicialmente, ela buscaria essa marca no Grand Prix Sul-Americano, por ocasião da celebração dos dias 30 de junho e 1 de julho, em Bogotá, Colômbia. “A informação da mudança da data e do horário foi dada no domingo de manhã, quando eu estava em Cali, Colômbia. É óbvio que essa mudança me desiludiu, visto que queria alcançar a marca exigida. Não obstante, essa não é a primeira vez que não participo de uma competição no sábado e, a despeito disso, Deus me abençoou fazendo-me chegar até aqui. Estou certa de que Ele me preparou para coisas melhores”, comentou a jovem de 24 anos.

Devido à sua renúncia, vários meios de comunicação deram cobertura à notícia que rodou o mundo, através da Internet, ressaltando o sábado como o dia de repouso guardado pelos adventistas do sétimo dia. Sem dúvida, um testemunho que fortalecerá a espiritualidade de muitos. [Equipo ASN, Cárolyn Azo]

ESTÁ A IGREJA CATÓLICA CONTRA A DISTRIBUIÇÃO DO LIVRO “GRANDE CONFLITO”?

Catholic Church is taking SDA General Conference to court over the worldwide circulation of the book 'Great Controversy'. The church has launched this project-to circulate around the world, with some pictures
added about the work of the papacy, pagan worship, etc. The Catholic's
are not happy with it.6 out of the 9 supreme court judges in the US are Catholics!
We have to PRAY. Prophecy is being fulfilled. Send this to all SDA people you know. We are living in very interesting times! GOD Save His
people!

Resumindo a noticia acima: 
A Igreja Catáolica leva a Conferencia Geral dos Adventistas do Sétimo Dia a Tribunal pela circulação do livro “O Grande Conflito”. E isto por este livro trazer algumas fotografias sobre os papas, e afirmar que o culto desta igreja é fundamentado no culto pagão, isso entristece a Igreja Católica.

Tanto quanto se sabe esta notícia da Igreja Católica ter feito algumas démarches no sentido de proibir ou impedir a continuidade da distribuição do livro, tem algum fundamento, no entanto, e segundo o advogado da Igreja Adventista este rumor de uma acção legal e infundado.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem um grande alcance a nível mundial, excedendo, com sucesso, todas as expectativas.

“A mensagem do Grande Conflito está a ser espalhada e, tocando e mudando a vida de muitas pessoas”, refere o líder da Conferência Geral.

O objetivo do Projeto “O Grande Conflito” e “Esperança para cada Lar”, é facultar aos milhões de pessoas no mundo uma cópia completa do livro “O Grande Conflito”, escrito pela co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen G. White, ou uma versão resumida intitulada “A Grande Esperança”, aprovada pelo Estado Ellen G. White. O objetivo declarado é apelar os Adventistas de todo o mundo para ler ou distribuir, pessoalmente, cópias desses livros na comunidade em que estão inseridos. O plano inicial de distribuição de 50 milhões de cópias foi há muito ultrapassado pela notícia de que 175 milhões de cópias iriam ser impressas e distribuídas no final do ano 2013.

Este “Projeto está a receber o apoio mundial e o seu progresso é encorajador”, afirma Delbert Baker, o vice-presidente geral da Igreja Mundial“. "Tem-se desenvolvido melhor do que o previsto e estamos a receber um fluxo constante de testemunhos do impacto positivo que este Projeto está a realizar na vida das pessoas", salienta Baker. "Até à data, todas as divisões iniciaram os seus programas. As pessoas estão a distribuir, ativamente, o livro e os leitores estão a responder positivamente".

Com o volume original com cerca de 700 páginas, em Inglês, a brochura "A Grande Esperança" é impresso em linguagem actual, de modo a que todos os leitores a entendam. “No entanto”, refere Baker, “a essência da mensagem do livro mantém-se intacta.

"A versão abreviada possui uma boa amostragem do que se encontra na versão clássica. Para além disso, na brochura “A Grande Esperança ", convidamos os leitores para visitar um site onde poderá baixar a versão completa do livro clássico ou fazer inscrever-se para realizar estudos bíblicos online. Os leitores também são convidados a visitar as Igrejas Adventistas do Sétimo Dia da sua cidade, "para saber mais sobre a mensagem que o livro contém e sobre os Adventistas”, acrescentou.

No entanto, à medida que o projeto maciço se desenvolve, no entanto, circulam rumores de que as ações legais para impedir a distribuição do livro foram arquivadas. O Procurador Karnik Doukmetzian, Conselheiro Geral da Igreja Mundial, questionou a veracidade desses relatórios e acredita que sejam apenas rumores infundados.

“A Conferência Geral desconhece que quaisquer ações legais ou judiciais tenham ameaçado ou sido arquivadas em qualquer Tribunal. Quaisquer reivindicações deste tipo seriam frívolas e sem fundamento. A fonte de tais rumores é ainda desconhecida”, afirma Doukmetzian.

Baker observou que, embora muitas possam ter diferentes perspetivas sobre os vários aspectos do Programa de distribuição de livros e brochuras, a maior necessidade deste Projeto é que os membros distribuam a versão da escolha da Conferência Geral e orem pelo sucesso do mesmo.

Para mais informações acerca do “Projeto ‘O Grande Conflito’: Esperança para cada Lar”, pode obtê-lo através do site http://greatcontroversyproject.adventist.org/.

Relatado por Mark A. Kellner, editor de notícias da Revista Adventista(Adventist Review).
http://www.adventistreview.com/article/5515/archives/issue-2012-1519/29-cn-book-distribution-response-exceed-early-goals

Recebido do Departamento de Comunicações da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia.

A Posição da Igreja Adventista quanto às Mudanças Climáticas

Os cientistas advertem que o gradual aquecimento da atmosfera como resultado da atividade humana trará sérias consequências ambientais. O clima irá se alterar, resultando em mais tempestades, mais inundações e mais secas.

A fim de manter a alteração climática dentro de limites suportáveis as emissões de gases de estufa, principalmente dióxido de carbono (CO2), precisam ser reduzidas significativamente.

Os países industrializados são a principal fonte dessas emissões, ao passo que as primeiras vítimas são os pequenos estados insulares e os países litorâneos não muito acima do nível do mar. A despeito dos riscos evidentes, os governos parecem lentos em agir.

Os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em todo o mundo solicitam que os governos envolvidos tomem medidas necessárias para evitar o perigo. Os governos devem:
1. Cumprir o acordo assinado no Rio de Janeiro (Convenção de 1992 sobre Mudanças Climáticas), a fim de estabilizar as emissões de dióxido de carbono por volta do ano 2000 a níveis de 1990.

2. Estabelecer planos para maiores reduções das emissões de dióxido de carbono após o ano 2000.

3. Iniciar debates públicos mais eficazes sobre os riscos das mudanças climáticas.

Assinando esta declaração, os adventistas declaram sua defesa de um estilo de vida simples e saudável, em que as pessoas não entram na rotina do consumismo desenfreado e da produção de desperdícios. Eles pedem respeito à Natureza, moderação no uso dos recursos mundiais e reavaliação de nossas necessidades como indivíduos.

Esta declaração foi aprovada e votada pela Comissão Administrativa da Associação Geral, em 19 de dezembro de 1995.

Fonte: Declarações da Igreja

Nota: Esta declaração, assim como muitas outras sobre meio ambiente e outras questões fundamentais, reafirmam a preocupação da Igreja Adventista do Sétimo Dia com o bem-estar integral do ser humano e, desta forma, uma cobrança sistemática junto aos governantes de leis e mecanismos que garantam esta boa qualidade de vida com a devida proteção a todos os seres vivos. Isso, também, sinaliza a posição de vanguarda desta Igreja nestas questões; muito antes destes temas estarem na ordem do dia em termos de discussão mundial, a Igreja Adventista já os abordava – pregando e orientando os seus fiéis quanto ao devido respeito à Natureza como um dos “compêndios” que nos leva guia ao Criador.
Publicado em 14/03/2008 por Blog Sétimo Dia

A Posição da Igreja Adventista Quanto ao Cigarro

O cigarro é a maior causa evitável de morte no mundo. É um conceito ético universal de que a prevenção é melhor do que a cura. No que concerne ao fumo, muitos países defrontam-se com um paradoxo ético: conquanto muitas décadas de pesquisa tenham apresentado incontestável evidência dos danos causados à saúde pelo cigarro, a indústria do fumo ainda floresce, frequentemente com o apoio tácito ou aberto dos governos. A ética do fumar torna-se ainda mais séria pelas alarmantes revelações acerca dos óbitos e riscos à saúde causados pelo fumar indiretamente ou “de segunda mão”. Uma questão séria de ética internacional é a exportação de cigarros para os países em desenvolvimento, principalmente cigarros com mais elevados teores de elementos letais do que o admissível em qualquer outro lugar.

Por mais de um século, a Igreja Adventista tem advertido os seus jovens e o público em geral quanto à natureza viciante e destruidora da saúde que é própria do cigarro. Os cigarros constituem um risco mundial à saúde por causa da combinação do hábito associado à ganância económica da indústria do fumo e de outros segmentos do mercado.

Os adventistas crêem que a ética da prevenção requer planos públicos de ação que reduzam o fumo, tais como:

1. Proibição uniforme de toda propaganda de cigarro.

2. Leis protegendo as crianças e os jovens que são alvo da indústria do fumo.

3. Leis mais estritas proibindo fumar em lugares públicos.

4. Uso mais agressivo e sistemático da média a fim de educar os jovens quanto aos riscos do cigarro.


5. Impostos substancialmente mais altos sobre cigarros.

6. Regulamentos exigindo que a indústria do fumo pague pelos custos do cuidado da saúde associados ao uso dos seus produtos. Iniciativas como estas salvariam milhões de vidas por ano.

Esta declaração foi aprovada e votada pela Comissão Administrativa da Associação Geral para ser divulgada pelo gabinete do então presidente Robert S. Folkenberg durante o Concílio Anual em São José, Costa Rica, de 1 a 10 de outubro de 1996.

A Posição da Igreja Adventista Sobre o Racismo

Um dos males mais odiosos dos nossos dias e o racismo, a crença ou prática que vê ou trata certos grupos étnicos como inferiores e, portanto, objetos de dominação, discriminação e segregação.

Embora o pecado do racismo seja um fenómeno antiquíssimo baseado na ignorância, no medo, na alienação e no falso orgulho, algumas das suas mais hediondas manifestações têm ocorrido em nosso tempo O racismo e os preconceitos irracionais operam num círculo vicioso.

O racismo está entre os piores dos arraigados preconceitos que caracterizam seres humanos pecaminosos. Suas consequências são geralmente devastadoras, porque o racismo facilmente torna-se permanentemente institucionalizado e legalizado. Em suas manifestações extremas, ele pode levar à perseguição sistemática e mesmo ao genocídio.

A Igreja Adventista condena todas as formas de racismo, inclusive a atuação política do apartheid, com sua segregação forçada e discriminação legalizada.

Os adventistas querem ser fiéis ao ministério reconciliador designado à igreja cristã. Como uma comunidade mundial de fé, a Igreja Adventista deseja testemunhar e exibir em suas próprias fileiras a unidade e o amor que transcendem as diferenças raciais e sobrepujam a alienação do passado entre os povos.

As Escrituras ensinam claramente que todas as pessoas foram criadas à imagem de Deus, que “de um só fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da Terra” (Atos 17:26). A discriminação racial é uma ofensa contra seres humanos iguais, que foram criados à imagem de Deus. Em Cristo, “não há judeu nem grego”(Gál. 3:28). Portanto, o racismo é realmente uma heresia e em essência uma forma de idolatria, pois limita a paternidade de Deus, negando a irmandade de toda a espécie humana e exaltando a superioridade racial de alguém.

A norma para os adventistas está reconhecida na Crença Fundamental no 13 da Igreja, “Unidade no Corpo de Cristo”, baseada na Bíblia. Ali é salientado: “Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres, não devem ser motivo de dissensões entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição.”

Qualquer outra abordagem destrói o âmago do evangelho cristão.

Esta declaração foi apresentada por Neal C. Wilson, então presidente da Associação Geral, após consulta com os 16 vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista, em 27 de junho de 1985, durante a assembleia da Associação Geral realizada em Nova Orleans, Louisiana.

EX-PRESIDENTE DA IGREJA ADVENTISTA MUNDIAL RECEBE CONDECORAÇÃO

Fotografia de Arquivo da ANN, de Robert East
A Noruega, o país natal de Jan Paulsen, ex-presidente da Igreja Adventista mundial, reconheceu o veterano administrador da Igreja pelo seu "serviço para o bem da humanidade".

Paulsen foi recentemente agraciado com o título de Comandante da Real Ordem de Mérito Norueguesa, uma das mais altas honras civis do país. O Palácio Real da Noruega afirmou em comunicado que o rei Harald V condecorou Paulsen pelo seu "meritório? trabalho humanitário.

Paulsen referiu que esta distinção honrosa o apanhou de surpresa. "Alegra-me que o prémio surja como corolário de um reconhecimento do 'serviço para o bem da humanidade', pois é disso que se trata a vida de serviço cristão", sublinhou.

Paulsen receberá a insígnia da ordem numa cerimónia de apresentação programada para este ano, disseram representantes do governo.

A Real Ordem de Mérito Norueguesa foi criada pelo rei Olav V em 1985 e é atribuída a cidadãos noruegueses e estrangeiros como uma recompensa pelo "serviço excelente em prol da Noruega".

"É uma grande honra para a Igreja Adventista do Sétimo Dia na Noruega que o trabalho à escala mundial do Dr. Paulsen seja reconhecido desta forma", afirmou Reidar Kvinge, presidente da Igreja Adventista na Noruega.

Paulsen exerceu o cargo de presidente da Igreja Adventista mundial de 1999 a 2010. Iniciou o seu trabalho ministerial em 1953, na Noruega, e ocupou posteriormente funções educativas e de liderança no Gana e na Nigéria. De 1976 a 1980, Paulsen desempenhou o cargo de diretor da Universidade de Newbold, uma instituição adventista na Inglaterra, que aloja a principal faculdade de teologia da Divisão Trans-Europeia. Durante doze anos, Paulsen liderou essa Divisão, cuja sede se encontra em St. Albans, Inglaterra.

Ao longo da sua carreira, Paulsen deu prioridade ao avanço do ensino superior em África e teve um papel determinante na coordenação da resposta humanitária da Igreja Adventista à pandemia da SIDA.

Fonte: Adventist News Network

PASTOR EDWIN LUDESCHER FALECEU AOS 84 ANOS


O pastor austríaco Edwin Ludescher aguarda a ressurreição depois de um ministério de mais de 60 anos.

Na passada segunda-feira 11 de Junho de 2012, aos 84 anos, faleceu Edwin Ludescher, pastor da Igreja Adventista, após doença prolongada.

O ministério do Pr. Ludescher teve início em 1948 como pastor de jovens na Áustria e em 1950 foi chamado para ser reitor do Seminário Teológico de Collonges, França. Mais tarde, em 1975, foi eleito presidente da Divisão Euro-Africana onde liderou com grande sabedoria até 1994.

O Pr. Edwin Ludescher e a sua esposa tiveram dois filhos, Jurgen e Gerd.

O ex-tesoureiro da Divisão Euro-Africana, Erich Amelung lamentou a perda de uma pessoa que arriscou a sua vida pela causa de Deus. "A sua confiança na liderança de Deus e a crença no retorno iminente de Jesus Cristo continuará a ser um grande marco para todos nós ".

O ex-presidente da divisão, Ulrich Frikart também não esqueceu "um grande homem, no mais nobre sentido da palavra, pois marcou as vidas de milhares de pessoas na Europa e em África. Por meio dos seus talentos administrativos, o seu amor e visão para a igreja e especialmente sua profunda fé e equilibrada, Edwin Ludescher deixa vestígios duradouros. Mesmo nos momentos de intenso sofrimento no final da sua vida, a sua força e o seu compromisso com o Senhor, fizeram dele um homem firme."
Bruno Vertallier, atual presidente da divisão euro-africana destaca que "Edwin Ludescher inspirou muitas pessoas, como pastor, missionário e presidente. A Igreja honra este homem de Deus ".

O funeral está agendado para sexta-feira 29 de junho de 2012, às 14:00, na Igreja Adventista de Berna, na Suíça.

Aos filhos e respectivas famílias bem como a todos os amigos, queremos, nesta hora de pesar, enviar as nossas sinceras condolências relembrando a promessa que a Bíblia nos dá de que, "se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele". [1 Tessalonicenses 4:14]

ADRA - ANGOLA

ADRA comemorou em 2010, o vigésimo ano da sua criação. Foi um longo percurso, desde que um grupo de cidadãos se uniu, motivados pela necessidade de uma maior participação da sociedade civil na vida pública, económica, social e cultural do país. Foi uma iniciativa de pessoas estimuladas a contribuir para que as comunidades rurais tenham cada vez, maior protagonismo no processo de desenvolvimento integral e sustentável.
Ao longo desses anos a ADRA passou por ciclos e momentos próprios de vida de uma organização que inclui forças e fragilidades, altos e baixos. Contudo, tem sabido adaptar-se de modo a atender às novas demandas internas e externas e a aprender com os seus próprios erros.
ADRA está segura que a sua razão de ser, permanece válida. Trata-se de uma organização que procura contribuir para o desenvolvimento rural democrático e sustentável, social e ambientalmente justo, e para o processo de reconciliação nacional e a paz em Angola.

Como Guardar o Sábado

Se o Sábado é o Dia do Senhor, deve estar a pensar: Como vou guardar este dia? A resposta está na própria Bíblia, leia estes versos:

“E havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia, de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o Santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera.” Gén. 2:2,3

Deus havia completado a obra da criação no sexto dia. Tudo estava feito, os animais, as plantas, o homem e tudo mais. A santa Palavra diz então que Deus descansou no sétimo dia de toda a obra que havia feito.

Eu pergunto: Será que Deus se cansa? Será que precisava de um dia inteiro para recuperar a Sua energia? Precisava de férias?

É lógico que não.

Deus somente quis nos dar um exemplo de como deveria funcionar nossas semanas. Como deveríamos agir para descansarmos dos 6 dias de trabalho.

Não se esqueça:
“O Sábado foi feito por causado homem. Não o homem por causa do Sábado.” Marcos 2:27

Deus quis mostrar ao homem que depois de seis dias de trabalho, a correr de um lado para o outro, deveria tirar tempo para descansar. Deve “separar um dia para o repouso e recuperação das suas energias.

O Sábado é o dia da semana no qual devemos deixar de lado todos os nossos problemas, as nossas dívidas, as nossas preocupações e utilizar este dia para descanso da mente e do corpo.

A Bíblia diz que Deus abençoou o Sábado. Diz também que Ele santificou este dia. Ora, santificar quer dizer separar, pôr de lado. Deus tornou o Sábado um dia de descanso.

“Lembra-te do dia do Sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nele nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus a terra, o mar e tudo o que neles há, e, no sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de Sábado e o santificou”. Êxodo 20: 8-11

Deus nos manda lembrar de santificar o Sábado (separar). E aconselha a que ninguém trabalhe neste dia. Nem você, nem seu cônjuge, nem seus filhos ou empregados. Deus pede que este seja um dia especial para a família em geral e explica porque:

Ele quer que nós nos lembremos sempre que somos criaturas Suas e que é Seu poder que nos mantém vivos. Ele sabia que o homem ficaria correndo de um lado para o outro preocupado com suas próprias coisas, e que teríamos muito pouco tempo para meditar sobre Ele e suas obras.

Por isto Ele estabeleceu este dia. Para que parássemos. Lembre-se que quando Deus fala em parar de trabalhar, Ele está falando não só do pai com seu trabalho diário, mais também da mãe com sua correria doméstica, dos filhos com seus estudos e de nosso empregados e funcionários que nos ajudam nas labutas do dia a dia. Todos devem parar e devem fazer deste dia um dia especial.

“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao Sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.” Is. 58:13-14

Aqui a forma de guardar o Sábado é melhor explicada.

Como posso parar de profanar Sábado?
Não falando as minhas próprias palavras. Não tendo conversas vãs neste dia. Não andando nos meus próprios caminhos. Não fazendo as coisas que são do meu interesse. Devo dedicar as atividades que beneficiem aos outros. Levar a palavra de Deus a outras pessoas. Visitar pessoas doentes ou necessitadas. Fazer ações que beneficiem a outros.

Devemos guardar o Sábado tendo na nossa mente que este dia, não nos pertence. Ele não é nosso. É um tempo reservado e santificado por Deus. Devemos neste dia abster-nos de fazer qualquer coisa que poderemos fazer em outros dias, outras horas. Devemos devolver estas horas para o Senhor em forma de agradecimento pela semana toda e oferecer-Lhe e ao nosso próximo a nossa atenção e serviços, sempre tendo em mente honrar o Criador.

Existem regras para guardar o Sábado?

Não existem regras para guardar o Sábado. Se fizermos isto estaremos correndo o risco de agirmos como os fariseus no tempo de Jesus que tornaram o Sábado um fardo.

Porém, como seguidores da Bíblia, nós procuramos guardar o Sábado da mesma forma como ele era guardado na antiguidade, especialmente guarda-lo como Jesus guardou.

Como Adventistas do Sétimo dia, nós desenvolvemos certos costumes, não regras para a guarda do Sábado. Isto nos tem ajudado a melhor dedicar este dia.
Veja algumas delas:
“Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é licito, nos sábados, fazer o bem.” Mateus 12:12

Jesus fazia o bem no Sábado e isto devemos fazer também.

Não só no Sábado, mais “especialmente” no Sábado. Faça visitas aos doentes e aos necessitados. Torne o seu Sábado um dia especial de ajuda aos outros.

“…De uma tarde a outra celebrareis o vosso Sábado.” Lev. 23:32

A convenção que o dia muda a meia-noite é recente. Até pouco tempo atrás, como a Bíblia ensina, o dia começava com a noite e terminava com o pôr-do-sol.
Vinte e quatro horas exatas, independente do horário de verão e outras invenções humanas. Portanto, nós que acreditamos no Sábado temos o costume bíblico de começar o dia no pôr-do-sol de Sexta-feira e termina-lo no pôr-do-sol de Sábado.

Fazendo isto, temos também vantagem extra. Quando o Sábado se inicia e se encerra estamos acordados e preparados para recebê-lo. É muito comum fazermos um culto doméstico com nossa família, cantando hinos, citando passagens bíblicas e orando pedindo que Deus abençoe este dia. Se o Sábado começar a meia noite, provavelmente estaríamos dormindo e não haveria como recebê-lo adequadamente. Outra vantagem é que, independente do lugar em que se esteja, com relógio ou não, sabemos quando começa e onde termina o Sábado.

“E, chegada a tarde, porquanto era dia de preparação, isto é, a véspera do Sábado,” Marcos 15:42

Os judeus chamam a Sexta-feira de dia da preparação, pois é neste dia que todos os preparativos para o Sábado são realizados. É na Sexta que se prepara a roupa a ser usada na igreja, as refeições que serão consumidas naquele dia, as ofertas e outras coisas. As lojas e comércios são fechadas mias cedo, para que os pais possam estar em casa no pôr-do-sol.

A um ar de ansiedade e expectativa, como os preparativos para uma grande festa, ou a chegada de um parente distante. Apesar de sempre presente, neste dia fazemos um convite especial para que Jesus venha habitar conosco nestas próximas 24 horas. Ele é o convidado especial.

Na Sexta-feira procuramos deixar a casa em ordem e deixamos a refeição principal do sábado já pronta. Porquê? Porque tanto a mulher como o homem tem direito e o dever de descansar neste dia. Nada de ficar horas na cozinha, limpando casa, cuidando da louça.

Este é um dia especial. É muito melhor gastar alguns poucos minutos esquentando uma refeição do que passar duas ou três horas preparando-a.

Normalmente no Sábado nós nos abstemos de diversas coisas que desviam nossa atenção deste dia especial e roubam nosso tempo para estudar a sua palavra e meditar sobre a sua criação. Por isto é costume não assistir televisão (programas não evangelísticos), escutar rádio ou ir a festas.

Fica difícil pensar em Jesus ouvindo no Jornal Nacional que o governo adoptou tal medida económica, que morreram 5 em um acidente de carro ou conversando com os amigos sobre o jogo de futebol.

O Sábado é especial. Eu pessoalmente passo a sexta à noite com a minha família, lendo, escutando música sacra ou vendo algum filme sobre Jesus. Um noite agradável em família.

“Alegrei-me quando me disseram: Vamos a casa do Senhor!” Salmos 122:1

Jesus tinha o costume de ir à igreja aos Sábados. Então devemos imitá-l´O.

Devemos nos congregar, aprender mais sobre sua palavra, ensinar os novos na fé, enfim, nos reunirmos com nosso irmão e repartirmos com eles as bênçãos sabáticas.

Durante o Sábado, ensine os seus filhos sobre a razão deste dia. Passeie com eles pela natureza e ensine de que tudo foi feito por Deus.
Ensine a acreditar na criação.
Ensine a ser grato a Deus por tudo.
Ensine a amar o nosso Pai como Ele nos amou.

Não há regra para guardar o Sábado, há princípios. Deus Santificou e abençoou o Sábado.

O Sábado é para nosso refrigério, convívio familiar e louvor a Deus. Na dúvida, ore e pergunte a Jesus se Ele faria esta ou aquela coisa se estivesse no seu lugar.
Esta é a melhor regra a ser seguida.

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Peter P. Goldschmid, Sábado, o Selo de Deus, Capítulo 10.