Os Adventistas do Sétimo Dia e o Seguro de Vida


Histórico sobre o Assunto


Desde seus primeiros anos, os adventistas do sétimo dia têm discutido sobre a participação ou não de membros da igreja em planos de seguro contra perda, com atenção dada ao seguro de vida.
Apesar de a igreja como um todo não ter tomado uma posição, muito menos fez disso um teste de disciplina, muitos membros creram que a igreja desencorajou ou não aprovou o fato de ter seguro de vida como sendo incompatível com o tipo de confiança na providência que marca o cristão dedicado. Ministros têm incluído frequentemente em suas apresentações públicas testemunhos contra seguros e têm encorajado os crentes, tanto antigos com novos, a abandonarem seguros já existentes.
Muitos pioneiros adventistas, apesar de saberem que a Bíblia não aborda diretamente o assunto de seguros, pediu que nenhum tipo de seguro fosse feito por cristãos. Por exemplo, em 1860 Roswell F. Cottrell, autor e líder proeminente, citou esses textos da Bíblia como apoio para a sua posição:
“Quem fica por fiador de outrem sofrerá males” (Pv 11:15). “Não toqueis em coisas impuras” (2 Co 6:17). “Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação” (Sl 146:3). “O Senhor os ajuda e os livra dos ímpios e os salva, porque nele buscam refúgio” (Salmos 37:39, 40). “Feliz o homem que em ti confia” (Sl 84: 12).
Apesar de concordar com a posição geral de Cottrell, James White tinha reservas sobre a aplicação do texto e expressa sua preocupação quanto às consequências através das seguintes palavras:
Quanto ao seguro, dizemos [no vol. XV no 23], ‘Com respeito ao seguro não temos nada a declarar no momento. Até agora não asseguramos nossos próprios prédios e se a igreja concordar em não assegurar os bens da igreja, seremos processados.’ Por isso as fortes razões do Irmão RFC são um lado da principal questão em debate. Mas esperamos que todos considerarão cuidadosamente suas evidências e conexões, para que vejam por si mesmos a quantidade de testemunhos diretamente contra o seguro. A verdade prevalecerá.” – Ibid
Enquanto a discussão anterior entre os líderes adventistas tratava de seguro de todos os tipos, os riscos envolvidos os levaram posteriormente a aceitar o princípio do seguro de bens contra fogo, tempestade e roubo. A mudança de atitude surgiu por volta de 1860, quando a igreja estava consentindo na incorporação legal a fim de manter os bens da igreja. Naquela época o risco de incêndio era muito ameaçador, porque o aquecimento era produzido por fogões à carvão ou à lenha e a luz era de lâmpadas à óleo.
A aceitação de Ellen White com respeito ao seguro de proteção aos bens é ilustrado em suas cartas. Em 1880 ela escreveu ao seu filho, W. C. White, “Quero que você providencie para que a casa em Healdsburg seja assegurada. Fale com Lucinda sobre isso. Estou preocupada com isso” (Carta 17, 1880). Quatro anos mais tarde ela escreveu, “Irmão Palmer diz que escreveu-lhe sobre o seguro. Se a casa não está no seguro isso deve ser feito imediatamente” (Carta 53, 1884).
Este conselho estava em harmonia com suas repetidas instruções de que todos os passos deveriam ser tomados para salvaguardar as propriedades. Enquanto ela ainda estava viva, seu filho, W. C. White, respondeu a uma inquirição com respeito a seguro contra fogo:
Não encontramos nos escritos da Mamãe nenhuma condenação da prática do seguro em nossas propriedades contra fogo. Mamãe sempre considerou isso muito diferente de seguro de vida. Ela mantém seus imóveis corretamente assegurados, e tem encorajado algumas de nossas instituições a fazer o mesmo. – Carta de W. C. White em 5 de agosto de 1912.
Ellen G. White e o Seguro de Vida
No entanto, o seguro de vida foi visto sob uma luz diferente. De um modo geral, os que assumiram uma posição contra o seguro de vida, o fizeram como uma resposta às declarações de Ellen White, iniciando com o seu artigo de duas páginas, “Seguro de Vida,” publicado primeiramente em 1867 em Testimony no 12. Por ser sua mais antiga e mais extensa discussão sobre o assunto, é reproduzida de maneira completa aqui:
Foi me mostrado que os adventistas observadores do sábado não devem meter-se em seguros de vida. Isto é um comércio com o mundo, que o Senhor não aprova. Os que participam nesses empreendimentos estão se unindo ao mundo, enquanto Deus chama Seu povo para sair dele e ser separado. O anjo disse, ‘Cristo lhe comprou através do sacrifício de Sua vida. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora pois glorificai a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, que é de Deus.’ ‘Porque estais mortos, e suas vidas estão escondidas com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é sua vida, aparecer, então vós também aparecereis com Ele em glória.’ Aqui está o único seguro de vida que o céu aprova.
O seguro de vida é uma praxe mundana que leva nossos irmãos a se envolverem e abandonarem a simplicidade e pureza do evangelho. Cada um desses desvios enfraquece a nossa fé e diminui nossa espiritualidade. Disse o anjo: ‘Mas vocês são uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo peculiar; Que ele mostrasse os louvores a Ele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.’ Como povo pertencemos ao Senhor de maneira especial. Cristo nos comprou.
Anjos de extremo poder estão ao nosso redor. Nem um pardal cai sem que o nosso Pai celestial note. Até mesmo os cabelos da nossa cabeça estão contados. Deus tem feito provisões para Seu povo. Ele cuida do Seu povo de maneira especial, e estes não deveriam desconfiar de Sua providência, participando de empreendimentos do mundo. Deus tem a intenção de que preservemos a nossa simplicidade e santidade peculiar como um povo. Os que se envolvem nessas praxes mundanas, investem meios que pertencem ao Senhor, que Ele nos confiou para usar em Sua causa. Porém poucos receberão algum retorno do seguro de vida, e sem as bênçãos de Deus mesmo estes terão prejuízo em vez de benefício.
Satanás está constantemente apresentando tentações ao povo escolhido de Deus para atrair suas mentes do solene trabalho de preparação para as cenas do futuro. Ele é no sentido mais profundo da palavra um enganador, um habilidoso charmoso. Ele encobre seus planos e com coberturas de luzes emprestadas do céu. Ele tentou a Eva a comer do fruto proibido, fazendo-a crer que teria muitas vantagens por causa disso.
Satanás leva seus agentes a introduzir varadas invenções e direitos de patentes e outros empreendimentos, para que os guardadores adventistas do sábado que têm pressa de ficar ricos, caiam em tentação, tornem-se seduzidos, e embrenhando-se em muitas tristezas. Ele está bem alerta, empenhado diligentemente em levar o mundo ao cativeiro. Através da força do mundanismo, ele mantém um alegre estímulo para atrair os imprudentes que professam crer na verdade de unir-se aos mundanos. A lascívia no olhar, o desejo de emoção e diversão por prazer, é uma tentação e uma armadilha ao povo de Deus.
Satanás tem muitas tramas subtis e redes perigosas, que aparentam inocência, mas com as quais está se preparando habilidosamente para enfeitiçar o povo de Deus. Há shows alegres, diversões, leituras frenológicas e uma variedade interminável de empreendimentos que surgem constantemente, planejados para levar o povo de Deus a amar ao mundo e as coisas que há no mundo.
Através da união com o mundo, a fé se enfraquece, e recursos que poderiam ser investidos na causa da presente verdade são transferidos para as fileiras do inimigo. Através desses diferentes canais Satanás está habilidosamente desperdiçando as posses do povo de Deus, e por causa disso a indignação do Senhor esta sobre eles.” – Testimonies, vol. 1, pp.549-551.
Uma leitura cuidadosa nos habilita a ver as cinco razões dadas por Ellen White para opor-se ao seguro de vida:
1. Sobrecarrega excessivamente os crentes com o mundo.
2. Encoraja um espírito mundano e secular contrários à simplicidade e sinceridade do serviço cristão.
3. Diminui o senso da providência de Deus.
4. Representa uma negação à verdadeira mordomia para com Deus por desviar seus fundos em aventuras arriscadas na esperança de ganho.
5. Manifesta ganância como a especulação em direitos de patentes e invenções.
Baseado numa análise de Ellen White é óbvio que ela considera a participação em seguro de vida tanto uma ameaça à experiência espiritual como deficiente porque é uma aventura especulativa.
Após seu artigo inicial de 1867, Ellen White fez somente referências ocasionais ao seguro de vida em seus escritos. Sua mais recente declaração principal foi dirigida a N. D. Faulkhead, um proeminente trabalhador na Austrália, que além do seu profundo envolvimento com a Maçonaria, fez um seguro no valor de 200 libras. Ellen White, ao instar-lhe a romper sua conexão com a Maçonaria, também o aconselhou a cancelar seu seguro de vida. Respondendo ao seu apelo, Faulkhead escreveu: “Também vi sabedoria em seu testemunho concernente ao seguro de vida. Eu tinha um seguro em um dos escritórios da cidade, e com a ajuda de Deus eu o descontinuei também.” – N. D. Faulkhead para Ellen G. White, 18 de setembro de 1893.
A irmã White escreveu-lhe em resposta dizendo:
“Sua carta foi recebida e lida com profundo interesse. Estou muito agradecida ao nosso bondoso Pai celestial que deu-lhe força através de Sua graça para se libertar da Maçonaria….Alegro-me também que você se desfez do seguro de vida….
A certeza do céu é o melhor seguro de vida que você pode ter. O Senhor prometeu Sua guarda neste mundo, e no mundo porvir Ele prometeu nos dar a vida imortal.” – Carta 21, 1893.
As várias subsequentes referências de Ellen White sobre o seguro de vida não refletem nenhuma explanação filosófica adicional, mas há vários usos metafóricos do termo “seguro de vida,” frequentemente relacionado à convicção encontrada em 2 Pedro 1:10, 11. Ela escreveu por exemplo:
“Ninguém precisa perder o sono devido a documentos de seguro de vida. Seu direito como herdeiro de Deus, e co-herdeiro com Jesus Cristo é de uma herança incorruptível, imaculada e que não se desvanecerá.” – Ms 63, 1899.
Uma revisão das declarações de Ellen White leva-nos à conclusão de que o seguro de vida como era praticado na sua época, era contrário aos princípios cristãos, tanto do ponto de vista espiritual como administrativo sobre os bens do Senhor.
Práticas de Seguro no Final do Século 19
O período após a Guerra Civil foi uma fase de rápida expansão e inovações tecnológicas nos Estados Unidos. Essa época foi descrita corretamente como um período de oportunismo crescente e especulação completamente não regulada pelo governo. Práticas de monopolização e a industrialização se concentravam no acúmulo de vastas fortunas pessoais, quase que sem imposto. O esquema para enriquecer rapidamente era muito comum, geralmente resultando na perda do investimento. Foi um tempo bem caracterizado pela famosa sátira de P. T. Barnum, “Os trouxas nunca acabarão.”
A inexperiente indústria de seguros estava totalmente envolvida no espírito da época, um espírito imergido na essência do alto risco. Embora grupos de ações de seguro subcapitalizações prometessem rápido enriquecimento, faliam frequentemente sem aviso prévio, deixando suas apólices sem valor. Ao as companhias tratarem com seus clientes, eram frequentemente injustas e muitas vezes cometiam fraude. Seguros de vida feitos sob o nome de pessoas totalmente estranhas eram impostas ao público, que era encorajado a investir na esperança de lucrar da morte do assegurado.
Os abusos de tal sistema levou o público a exigir regulamentos do governo. No início de 1906, leis reguladoras federais e estaduais foram designadas para limitar fraudes e exigir das companhias de seguro o cumprimento de práticas corretas.
As companhias de seguros atuais, reguladas intensamente pela lei e agencias governamentais, diferem em aspectos importantes daquelas do final do século 19. O conselho de Ellen White contra investimentos em seguros de vida deve ser entendido no contexto e nas práticas de sua época, para compreendermos propriamente o significado de suas palavras.
Provisão para o Tempo de Necessidade
Ambas, as Escrituras e os escritos de Ellen White eleva a um mandato divino a responsabilidade cristã de proteger e prover para os seus entes queridos. Em ambas, fé e prática, a Bíblia atribui uma responsabilidade primária a tal cuidado de parentes próximos. Baseado na autoridade do quinto mandamento “Honra teu pai e tua mãe…,” o apóstolo Paulo salienta a importância deste princípio de maneira enfática. Ele escreveu:
“Mas se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus…. Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel” (1 Tim. 5:4, 8).
Jesus reforçou o mesmo princípio, referindo-se a isto como o “mandamento de Deus” (Mat.15:6).
Repetidamente Ellen White enfatizou a importância de planejar para as necessidades futuras. Exemplos de tal conselho incluem o seguinte:
“Poderias ter hoje capital para usar em caso de emergência e ajudar a causa de Deus, se tivesse economizado como devias. Cada semana uma parte de teu salário deve ser reservado e de maneira alguma tocado, salvo no caso de real necessidade para devolver ao Doador como oferta a Deus. …
Os recursos que tens conseguido não têm sábia e economicamente gastos, de maneira a deixar margem para, no caso de vires a ficar doente, não ficar tua família privada dos meios para o seu sustento.” – O Lar Adventista, pp. 395, 396.
“Se você e sua esposa tivessem entendido ser um dever que Deus lhe deu negar seus gostos e desejos, e fazer provisões para o futuro, em vez de meramente viver o presente, ….sua família poderia ter tido conforto na vida.” – Testimonies, vol. 2, p. 432.
Através de sua vida Ellen White promoveu como deveres cristãos práticas como diligência, trabalho honesto, exercício da previdência, auto-negação e generosa benevolência para a causa do Senhor. Ela encorajou a aquisição de posses de qualidade e o cuidado delas. Falou
 em favor de compra de casas onde isto é possível e aprovou o acúmulo de reservas razoáveis para uso em necessidades. Ela considerava que tais reservas estivessem disponíveis não somente para necessidades pessoais, mas também para expandir a obra de Deus e atender àqueles fora da família que estivessem em dificuldades. Ela via favoravelmente a aquisição de uma casa modesta, mas confortável, para a aposentadoria, e falou do respeito próprio que resultaria de se haver planejado para o futuro. (Ver Testimonies, vol. 7, pp. 291, 292.)
Conclusão:
Procurando entender os ensinamentos das Escrituras e os escritos de Ellen White sobre o seguro de vida, muitos adventistas têm-se concentrado nos seus avisos contra o seguro, negligenciando seus testemunhos que visam também fazer provisões para tempos de necessidade. O efeito tem sido privar os membros de benefícios dessa natureza que um planeamento prudente pode suprir.
Sob as atuais condições, a perguntas fundamentais são: As apólices de seguro oferecem um método para suprir as necessidades de emergência que são compatíveis com os princípios cristãos? Podem elas ajudar a resolver as crises surgidas pela deficiência ou morte do provedor sem enfraquecer a fé ou o comprometimento da confiança na providência de Deus? Podem elas auxiliar a cumprir a responsabilidade dada por Deus de proteger os sobreviventes inocentes de tragédias deste perigosos mundo? Podem elas preencher a lacuna criada pelos reduzidos laços familiares deste mundo moderno à medida em que o individualismo aumenta e os programas governamentais desfazem os antigos vínculos?
Uma comissão de estudo da Associação Geral e o Ellen G. White Estate conduziram uma detalhada pesquisa do seguro de vida, resumida em um relatório de 50 páginas publicado em 1957. Suas proposições, baseadas em cuidadosa investigação, provêem uma sólida interpretação dos princípios envolvidos, e devem ser levados em consideração para se chegar à uma conclusão. Estes princípios incluem o seguinte:
1. O Espírito de Profecia aconselha sem hesitação e ensina decididamente que o cristão deve fazer provisões para os “maus dias”. Devemos reconhecer que virá o tempo onde o salário será reduzido ou cessado; e olhando para o futuro, devemos se possível, ter uma quantidade razoável de propriedade e dinheiro em reserva para suprir tais necessidade a fim de que “a caridade dos outros não venha sobre nós.”
2. É apropriado ter a segurança de um modesto lar próprio e um investimento financeiro moderado – dinheiro no banco, investido na obra do Senhor, ou em outro investimento seguro.
3. É adequado nos beneficiarmos da proteção oferecida pelo seguro de incêndio e de automóveis.
4. Em qualquer provisão que fizer para o futuro, o cristão tem de estar sempre ciente do cuidado especial e amoroso de Deus sobre seus filhos, e não se esquecer das necessidades da obra de Deus.
5. A família e a igreja têm responsabilidade para com os membros em tempo de necessidade e de luto. O cristão deve partilhar o fardo do seu próximo para que ninguém sofra.
6. A extensão da provisão que deve ser feita para os dias de necessidade e como isso deve ser efetuado fica a critério do indivíduo para resolver cuidadosamente e com oração, com o coração entregue a Deus, e com a determinação que o cumprimento dessas responsabilidades, cada passo será dado em harmonia com a vontade de Deus.
7. Os conselhos dados sobre o seguro de vida pelo Espírito de Profecia na década de 1860 foram dados num período em que seguro de vida era descontrolado, e muitas vezes lidado por interesses de “caloteiros”, como um jogo desonesto num esquema de rápido enriquecimento.
8. Apesar dos conselhos do Espírito de Profecia entre os anos de 1867 e 1909 terem continuado a ser consistentes em desencorajar seguro de vida, deve ser reconhecido que nos Estados Unidos tal seguro ficou sob o controle de leis bancárias estaduais somente a partir de 1906. Até 1910 algumas companhias ainda estavam envolvidas em práticas duvidosas e frequentemente desonestas. Entretanto, após 1909, não houve declarações de Ellen White sobre seguros de vida.
9. Vários planos de poupança e seguro que hoje são definidos como “seguro de vida”, protegidos por leis estaduais decretadas cuidadosamente, e sujeitas à inspeção rigorosa de autoridades estaduais, são geralmente consideradas seguros investimentos e mais sólidas do que muitos outros investimentos.
10. Na maioria dos assim chamados planos de seguro, como são escritos hoje, o princípio de reservar algo para dias de necessidade e também de partilhar o fardo com o próximo está sendo executado. O círculo atinge além da família ou igreja, um grande número de pessoas, equilibrando assim as responsabilidades e minimizando as despesas.
11. Seguro de saúde é também outra maneira de nivelar o que pode ser altas despesas. Nesse caso também um grande número de pessoas dividem as responsabilidades uns dos outros.
12. Seguro para funerais provê um meio onde os gastos agora relacionados com a morte é provido de maneira certa e segura através do pagamento adiantado por um período de anos.
13. Institutos funerários, no qual um grande número de pessoas participam seja por dívida ou taxa por ocasião da morte de um membro são uma maneira de dividir sistematicamente os gastos de tal maneira que levamos as cargas uns dos outros. Através de um plano bem organizado fazemos a provisão apropriada para uma despesa que tem de ser paga.
14. O INSS é reconhecido pela igreja como um plano onde o empregador e o empregado se unem em economizar sistematicamente que estará à disposição em tempo de necessidade, seja na aposentadoria ou morte.
15. Esses diferentes planos proporcionam exatamente para os membros leigos o que a denominação (IAJA) – introduzido pelo Espírito de Profecia – tem fornecido por muitos anos para ministros e outros funcionários da denominação. Esse é um plano, no qual uma percentagem regular da folha de pagamento de várias organizações de trabalho é acumulada num fundo centralizado que é para ser desembolsado em pagamentos mensais ao aposentado ou ao trabalhador incapacitado ou suas viúvas, em situações de dificuldade, para gastos extras com médico e funeral.
16. Apesar de oficialmente não encorajar nem desencorajar seus membros quanto a diferentes tipos de seguro, a igreja adventista do sétimo dia através de votos da Comissão da Conferência Geral em Concílio Anual aprovou formalmente planos de seguridade social e de benefício para sobreviventes.
17. Na escolha do método empregado para prover “um capital para usar em caso de emergência” (O Lar Adventista, p. 395), seja qual for o método, um cuidado especial deve ser tomado em buscar e seguir os conselhos dos mais experientes em quem se pode confiar para obter uma direção segura.
18. Independente da reserva que o provedor faça em preparo para o dia de adversidade financeira ou renda reduzida, ele deve guardar-se cautelosamente contra atitudes que podem leva-lo ao amor ao dinheiro, ou a colocar sua confiança naquilo que ele criou com suas próprias mãos, prejudicando assim, uma íntima comunhão com seu Criador e Redentor.
19. O Senhor, através dos conselhos do Espírito de Profecia, nos deu muitos conselhos e directrizes sobre a nossa responsabilidade financeira de mordomia, deixando claro nossas obrigações para com Deus, com nossa família, nossos irmãos da igreja e nosso próximo. Esses conselhos devem ser cuidadosamente estudados, reestudados e absorvidos, para que acumulemos tesouro no céu, e não sejamos seduzidos pelos enganos de Satanás.
Recomendado:
1. Advertir todos os crentes, especialmente aqueles que tem a responsabilidade financeira da família, efetuar uma reserva bem planejada para situações de emergência que podem afetar eles próprios e suas famílias.
2. Assegurar-se de que os seguros de vida não têm nenhum conflito com os princípios cristãos como meios legítimos de prover para tempos de necessidade.
3. Ponderar que as decisões quanto à extensão de como o seguro será usado para contribuir para o planeamento financeiro da família é uma questão de consciência pessoal, e que a igreja não deve tomar qualquer posição oficial nesse aspecto.
4. Aconselhar que o ato de economizar para o futuro não dá qualquer direto ao exercício da ganância.
5. Recomendar àqueles que planejam assegurar o futuro, evitarem que motivos egocêntricos venham a ser parte de seu planeamento.
6. Educar os membros da igreja através do ministério da mordomia referente a sólidos princípios em planeamento financeiro familiar.
7. Não tomar qualquer medida como igreja quanto a estabelecer ou promover qualquer forma de seguro de vida em comum para os membros.
Aprovado pelos oficiais da Conferência Geral, 1985.
 

A Igreja Adventista Ordena Primeiros Pastores Judeus em Israel

 


 
Missionários têm estado compartilhado a mensagem adventista de esperança em Israel desde 1898, mas nenhum deles nativo do país. Mas em 16 de junho, os primeiros pastores de descendência israelita foram ordenados para continuarem compartilhando o evangelho numa região bem volátil.

Oleg Elkine e Valentine Novgorodsky agora se unem a quatro outros pastores para ministrarem a cerca de 800 membros da Igreja Adventista em Israel. Conquanto nenhum dos pastores tenha nascido em Israel, qualquer um que seja judeu e cujos pais ou avós são judeus podem obter cidadania israelense automaticamente, bem como os cônjuges, segundo a Lei do Retorno de Israel.

Novgorodsky, originalmente da Ucrânia, disse que se recorda de ter orado 15 anos atrás para ter uma chance de vir ministrar em Israel. "Agora, após oito anos de viver em Israel e com esta ordenação sinto como sendo um sinal de que minhas orações foram respondidas", declarou ele.

Richard Elofer, presidente da Igreja Adventista em Israel, declarou que as ordenações foram "históricas" e um importante passo avante para a Igreja. "Até cerca de 10 anos atrás a liderança da Igreja em Israel era completamente estrangeira", disse Elofer. "Hoje a Igreja tem seus próprios pastores israelenses, o que reduz as barreiras culturais. Parece também que a Igreja obterá maior legitimidade em Israel e certamente o pastor terá maior impacto sobre a população". Elofer também lembrou que dificuldades com visto serão minimizados com pastores israelenses.

Há aproximadamente 800 adventistas em Israel que se reúnem em 15 igrejas, acima dos 300 membros em cinco igrejas de 10 anos atrás. Ambos os pastores recém-ordenados obtiveram seus graus de bacharelado na Universidade Adventista Zaoksky na Rússia e estão agora trabalhando para obter os seus graus de mestrado.

Fonte: Advir News

A Posição da Igreja Adventista Sobre o Racismo

Um dos males mais odiosos dos nossos dias e o racismo, a crença ou prática que vê ou trata certos grupos étnicos como inferiores e, portanto, objetos de dominação, discriminação e segregação.

Embora o pecado do racismo seja um fenómeno antiquíssimo baseado na ignorância, no medo, na alienação e no falso orgulho, algumas das suas mais hediondas manifestações têm ocorrido em nosso tempo O racismo e os preconceitos irracionais operam em um circulo vicioso.
O racismo está entre os piores dos arraigados preconceitos que caracterizam seres humanos pecaminosos. Suas consequências são geralmente devastadoras, porque o racismo facilmente torna-se permanentemente institucionalizado e legalizado. Em suas manifestações extremas, ele pode levar à perseguição sistemática e mesmo ao genocídio.
A Igreja Adventista condena todas as formas de racismo, inclusive a atuação política do apartheid, com sua segregação forçada e discriminação legalizada.
 
Os adventistas querem ser fiéis ao ministério reconciliador designado à igreja cristã. Como uma comunidade mundial de fé, a Igreja Adventista deseja testemunhar e exibir em suas próprias fileiras a unidade e o amor que transcendem as diferenças raciais e sobrepujam a alienação do passado entre os povos.
As Escrituras ensinam claramente que todas as pessoas foram criadas à imagem de Deus, que “de um só fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da Terra” (Atos 17:26). A discriminação racial é uma ofensa contra seres humanos iguais, que foram criados à imagem de Deus. Em Cristo, “não há judeu nem grego”(Gál. 3:28). Portanto, o racismo é realmente uma heresia e em essência uma forma de idolatria, pois limita a paternidade de Deus, negando a irmandade de toda a espécie humana e exaltando a superioridade racial de alguém.
A norma para os adventistas está reconhecida na Crença Fundamental no 13 da Igreja, “Unidade no Corpo de Cristo”, baseada na Bíblia. Ali é salientado: “Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres, não devem ser motivo de dissensões entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição.”
Qualquer outra abordagem destrói o âmago do evangelho cristão.
Esta declaração foi liberada por Neal C. Wilson, então presidente da Associação Geral, após consulta com os 16 vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista, em 27 de junho de 1985, durante a assembleia da Associação Geral realizada em Nova Orleans, Louisiana.

UMA VISÃO CRIACIONISTA DA EDUCAÇÃO

Ruy Carlos de Camargo Vieira
(Engenheiro Mecânico e Eletricista, Professor Emérito da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo, ex-Conselheiro do Conselho Federal de Educação, e Fundador e Presidente da Sociedade Criacionista Brasileira)
1. INTRODUÇÃO
A motivação para escrever este artigo foi a palestra efetuada há treze anos em um Encontro de Professores da Associação Planalto Central da Igreja Adventista do Sétimo Dia realizado em Brasília, ocasião em que pude apresentar alguns dados que havia coletado sobre o início da Educação Adventista nos Estados Unidos da América, cuja divulgação julguei oportuna em nosso meio. (1)
Esses dados incluíam interessantes observações que haviam sido apreciadas pela Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia realizada em 1903, em Oakland, Califórnia, tanto em Relatório sobre a Educação Adventista (2), apresentado em 7 de abril, pelo Pastor Edward Alexander Sutherland (então Departamental de Educação da Associação Geral) (3), como também em “Sermão sobre a Educação Cristã” (4) proferido em 10 de abril pelo Pastor Alonzo T. Jones (na época Presidente da Associação da Califórnia da Igreja Adventista do Sétimo Dia).
(5) Dentre tais observações, puderam ser destacados alguns importantes aspectos ligados à propugnação da Educação Cristã desde os tempos da pregação de Guilherme Miller, posteriormente trazidos à Igreja Adventista por Ellen White, “tendo então Deus posto perante o Seu povo as bases de um sistema de educação cristã”. 
Puderam, também, ser destacadas naquelas observações, algumas preocupações expostas pelo Pastor Sutherland referentes à educação adventista e ao panorama geral da educação secular nos E.U.A. no início do século vinte. Naquela época, conforme o Relatório do Pastor Sutherland, havia cerca de 35.000 crianças e jovens na denominação, dos quais apenas 5.000 estudavam nas escolas denominacionais. Lamentava o Pastor Sutherland que então cerca de 30.000 crianças e jovens estivessem sendo educados em instituições que nada tinham a ver com as peculiaridades dos processos e objetivos da educação visados pela denominação. E trazia ele àconsideração um impressionante dado: o número dos filhos dos que tinham sido adventistas desde cinquenta anos atrás, e que haviam deixado a Igreja, era maior do que o número de membros então existentes ao escrever ele o seu Relatório! Dentro desse quadro, comentou ele a importância do sistema educacional para a formação e o fortalecimento dos quadros da Igreja, e terminou o seu Relatório com a advertência de que a Igreja, então, de posse de tão grande luz sobre a educação cristã, não viesse a incidir nos mesmos erros cometidos no decorrer do século dezanove pelas denominações evangélicas nos E.U.A., que passaram a confiar mais na educação secular do que nos princípios bíblicos que indicam os verdadeiros caminhos que levam à vida eterna!
Ressaltou, ainda, o Pastor Sutherland em seu Relatório, que preocupação análoga era manifesta externamente à Igreja, como verificado em pronunciamento de um dos mais conceituados educadores americanos, Charles William Eliot, Presidente da Harvard University, que, falando em uma reunião de professores em New Haven, na Nova Inglaterra, em 17 de outubro de 1902, havia destacado as necessidades a serem satisfeitas pela educação, em face das deficiências do processo educacional então vigente. [A hoje famosa Harvard University (bem como Yale) nada mais eram, no início, do que Escolas Bíblicas cujo objetivo era formar ministros que levassem o
Evangelho para o mundo. Entretanto, em pouco tempo Yale e Harvard perderam de vista sua perspectiva cristã e se tornaram escolas seculares, meramente “clássicas”, despojadas da visão cristã da educação.]
Conforme as próprias palavras do Presidente da Harvard University, citadas pelo Pastor Sutherland, a ineficácia da educação secular americana podia ser comprovada pelas seguintes oito grandes frustrações encontradas então no seio da sociedade americana, e cuja atualidade, praticamente um século depois, não deixa de ser impressionante tanto no âmbito dos próprios E. U. A. quanto também em nosso país:
“1. Alcoolismo (hoje abrangendo também o uso e abuso de entorpecentes);
2. Jogos de azar (hoje incluindo loterias e similares, patrocinados pelo próprio poder público);
3. Má gestão da coisa pública (hoje incluindo corrupção generalizada nos órgãos públicos);
4. Crime, violência e insegurança (hoje abrangendo estupros, seqüestros, e terrorismo);
5. Publicações degradantes (hoje se estendendo a todos os modernos meios de comunicação);
6. Espetáculos teatrais populares (hoje invadindo os lares mediante programações imorais da Televisão);
7. Charlatanismo médico (hoje adicionado à propaganda enganosa de tratamentos miraculosos e medicamentos ineficazes e prejudiciais);
8. Greves trabalhistas (hoje abrangendo a violência de outros movimentos sociais reivindicatórios).” (6)
E tentando procurar as raízes dessas mazelas sociais, o Presidente da Harvard destacou como uma das principais causas desse panorama o fato de que, desde a Guerra Civil Americana (terminada em 1865), a influência das igrejas havia sensivelmente diminuído nos E. U. A.:  “Seu controle sobre a educação diminuiu distintamente. Algumas denominações parecem ater-se a uma metafísica arcaica e a um imaginário poético mórbido [isto é, à chamada “alta crítica”].
Outras, aparentemente, tendem a refugiar-se nas cerimónias, pompa, tradições e observâncias.” (7)
Complementando a visão histórica apresentada pelo Pastor Sutherland, reforçada pelo Presidente da Harvard University, o Pastor Jones destacou em seu sermão as legítimas aspirações que o mundo secular apresentava, e mostrou que somente a educação cristã seria capaz de atendê-las. Após várias considerações, é surpreendente que ele tenha se concentrado no tema da necessidade de uma  reforma educacional centrada no criacionismo bíblico, em contraposição à avalanche evolucionista surgida após 1859 com a publicação de “A Origem das Espécies”  e que (segundo ele, e com nossa total concordância) em grande parte estava sendo a responsável pelos fracassos e frustrações da educação secular nos Estados Unidos: “Então o que se torna necessário? É necessário um movimento de reavivamento, de reforma, hoje, como nos dias de Lutero. E uma reforma baseada nos mesmos princípios defendidos então por Lutero. Princípios que repudiaram o método secular, com suas raízes na Grécia clássica. ... (e puseram) a Bíblia em seu verdadeiro lugar, como fonte de toda educação. ... (Lutero) concitou o povo a não mandar seus filhos para escolas que não se baseassem predominantemente na Bíblia. E é esta a mensagem que necessitamos hoje, a mensagem que os Adventistas do Sétimo Dia têm a obrigação de pregar hoje ao mundo. A esta pregação sucederá uma reforma. ... A educação será concebida em termos do criacionismo; a Igreja que ministrará esta educação para o mundo será uma igreja criacionista, em contraposição ao evolucionismo. ... E quem poderá proceder desta forma senão o povo que guarda em sua vida o memorial da criação? Por que Deus nos deu o Sábado? Uma das maiores razões pelas quais ele nos deu o Sábado é para que fôssemos guardiões da Criação nestes dias em que o evolucionismo está arrastando o mundo para longe de Deus. ... A Igreja estabelecerá um sistema educacional que verdadeiramente educará todos os que por ele passarem ... e a educação por ela provida será verdadeira educação para hoje e para a eternidade.” (8)
Em face deste quadro, que não deixa de ser bastante atual tanto nos E. U. A. como em nosso país, apesar de decorrido praticamente um século, qual deveria ser a nossa mensagem precípua hoje para o mundo? Sem dúvida é a mensagem criacionista centrada na educação cristã! Daí a motivação para escrever este artigo sobre “Uma Visão Criacionista da Educação”, com a esperança de que ele possa também despertar educadores cristãos a perseverar em sua missão.
2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE EDUCAÇÃO
2.1. BREVES OBSERVAÇÕES ETIMOLÓGICAS E SEMÂNTICAS SOBRE EDUCAÇÃO
Para discernirmos melhor uma visão criacionista da Educação, certamente convém procurarmos não só a etimologia desse termo, como também explorarmos alguns aspectos semânticos pertinentes.
Educação provém do Latim, reportando-se à raiz do verbo duco, ducere, cujo significado básico é conduzir.
Deste verbo procedem dois outros, com significados bastante próximos – educo, educare, e educo, educere. O primeiro significa nutrir, amamentar; educar, instruir, ensinar, amestrar. O segundo,  criar, nutrir, manter, sustentar. Derivados destes verbos são educator, a pessoa que cria, educatus, a pessoa criada, e educatio, a ação de criar.
(9)
 Uma peculiaridade da língua portuguesa é o termo criança, para designar a pessoa que está sendo criada, o educando por excelência! Em outras línguas criança deriva de raízes distintas, mais ligadas à acepção de filho, como exemplificado, por exemplo, em Espanhol niño, em Francês enfant, e em Inglês child.
A educação, semanticamente, é portanto um processo. Nele, o educando vai sendo conduzido por um determinado caminho para atingir os objetivos visados. A criança (ou educando) vai sendo nutrida, instruída, mantida e sustentada – nos aspectos físico e mental. 
Ressalta neste processo, evidentemente, a importância que assume o papel do educador. É dele que, fundamentalmente, depende o processo educativo. A secularização da educação, hoje generalizada, deve-se precipuamente a educadores de mente secularizada, e da mesma forma a educação criacionista só pode se tornar uma realidade mediante a atuação de educadores criacionistas devidamente capacitados, conscientes da verdadeira natureza da controvérsia entre as estruturas conceituais criacionista e evolucionista.
2.2. O PROCESSO EDUCATIVO
Dentre os parâmetros que influem na condução do processo educativo, de maneira geral, situam-se as definições a serem dadas aos fatores que nela intervêm, como por exemplo:
1. o caminho a ser percorrido, 
2. os objetivos a serem visados, 
3. a competência do educador para a execução de sua tarefa.
Em função das distintas estruturas conceituais adotadas aprioristicamente para a definição do processoeducativo, poderemos ter dois extremos excludentes – a educação cristã, de cunho criacionista, e a educação secular, de cunho evolucionista.
• Sob o ponto de vista da educação cristã, deve-se seguir o caminho preconizado para os israelitas ao saírem do Egito, com o objetivo de prepará-los para serem um povo peculiar, com a missão de levar ao mundo o conhecimento do verdadeiro Deus. 
Em Deuteronómio, capítulo 6, versículos 4 a 7, fica claro o processo que deveria ser seguido nesse caso – “estas palavras ... tu [os pais] as inculcarás a teus filhos”. 
Dão os dicionaristas para o verbo inculcar o sentido de “apontar, citar, recomendar, propor, indicar, aconselhar”. É este um caminho no qual o educador respeita a personalidade do educando em seus aspectos físico, mental e espiritual! 
• Na educação secular, por outro lado, tem sido adoptado um caminho com fundamento no racionalismo, no agnosticismo, no materialismo e no ateísmo, que tem imposto conceitos preconcebidos e estabelecido paradigmas axiomáticos apresentados como verdades incontestes, frontalmente contrárias aos ensinamentos bíblicos.
É este o caminho que, lamentavelmente, em termos de sociedade, em seu extremo sabidamente leva ao autoritarismo e ao totalitarismo, com todas as suas funestas consequências, como tem sido demonstrado pela própria história. Haja vista o surgimento de “condutores” (seriam educadores?) como, por exemplo, o Ducce na Itália fascista e o  Führer na Alemanha nazista, com todos os conhecidos desdobramentos a que os respectivos processos de uma chamada “educação das massas” acabaram levando. De forma semelhante ao ocorrido nos tempos da intolerância medieval, lamentavelmente hoje também têm sido impostos por educadores ateístas, materialistas e evolucionistas, dogmas supostamente científicos, que não toleram sequer o exame da viabilidade de alternativas que considerem o elemento sobrenatural, no processo educativo, em manifesto desrespeito à personalidade do educando em seus aspectos físico, mental e espiritual. Nesse contexto, vale lembrar que uma das mais notáveis definições do processo educativo é a que se encontra no livro “Educação”, como sendo “o desenvolvimento harmónico das faculdades físicas, intelectuais e espirituais” (10)
No contexto secular atual, em que predominam os conceitos de evolução em todas as áreas do conhecimento humano, talvez pudesse surgir alguma dúvida quanto ao verdadeiro sentido da palavra desenvolvimento aí utilizada.
De fato, o conceito de evolução como apresentado modernamente, está intimamente ligado ao conceito de desenvolvimento, e poder-se-ia ser levado a considerar erroneamente o processo educacional como integrado a um suposto processo evolutivo que tudo permeasse.  
No entanto, o processo de desenvolvimento educacional, implícito naquela definição apresentada para a educação, corresponde àquilo que o texto bíblico relata quanto ao que ocorria com o desenvolvimento de Cristo em sua infância e juventude:
• “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele” (S.
Lucas 2:40). Eis aí um processo de crescimento, nutrição ou desenvolvimento, harmónico – fortalecimento físico, sabedoria intelectual, e graça espiritual.
• Em S. Lucas 2:52 é reiterado o processo educativo pelo qual passava Jesus: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens”.
Voltando aos citados dois extremos excludentes do processo educativo, levado ao nível da educação formal, verifica-se que o conflito entre elas já havia transparecido nos tempos apostólicos, em particular quando o apóstolo Paulo teve a oportunidade de discutir no Areópago com os filósofos de duas correntes antagónicas – os epicuristas e
os estóicos. Epicuristas eram adeptos da estrutura conceitual evolucionista introduzida por Epicuro desde o século quarto a. C., enquanto os estóicos, embora não sendo cristãos, eram adeptos da estrutura conceitual criacionista, mantendo-se fieis às raízes tradicionais da religião grega. (11)
Conforme o relato bíblico, naqueles tempos apostólicos havia no mundo três grandes centros educacionais – Corinto, Éfeso e Atenas – nos quais o cristianismo foi pregado especialmente pelo apóstolo Paulo, tendo então ficado evidente o confronto entre as concepções distintas da educação pagã (evolucionista) e cristã (criacionista).

Nova Faculdade de Medicina Adventista no Peru é a quinta da denominação

Estudantes da faculdade de Medicina fazem fila na
plataforma para aperto de mão com administradores
durante a inauguração de hoje, da Faculdade
de Medicina Humana da Universidade da
União Peruana, em Lima. [Fotos por Rosmery Sanchez]

A Igreja Adventista do Sétimo Dia inaugurou hoje uma faculdade de Medicina no Peru, sendo a primeira faculdade adventista de Medicina na região noroeste da América do Sul.

 Os líderes da Igreja disseram que a Faculdade de Medicina Humana da Universidade da União Peruana, em Lima, expande a capacidade da Igreja para o ministério de saúde no Peru e países de língua espanhola próximos, uma área com grande demanda por médicos adventistas.

Na cerimónia de inauguração hoje, oficiais da Igreja elogiaram a visão de líderes locais e expatriados peruanos que retornaram nos últimos anos para ajudar a estabelecer a instituição.

"Uma faculdade de Medicina sempre foi uma necessidade, no Peru, e hoje esse sonho tornou-se realidade porque a Universidade da União Peruana sonhou com isso", declarou na cerimónia desta manhã o Pr. Erton Kohler, presidente da Divisão Sul-Americana, da denominação adventista.

O reitor fundador, Dr. Carlos Alfonso Balarezo, é um cidadão peruano que atuou como chefe de cirurgia no Centro Médico Regional do Condado de Riverside, em Riverside, Califórnia, EUA, e como um professor-associado de Cirurgia da Escola de Medicina da Universidade Loma Linda, que fica próxima. Ele também detém o título de Mestre em Cirurgia peruana, uma distinção atribuída pela Sociedade Cirúrgica Peruana com apenas três pessoas tendo tal distinção.

Balarezo disse que deixou os Estados Unidos há cinco anos para integrar a equipe que criou a escola. "É uma tremenda oportunidade para ajudar a moldar esses alunos", Balarezo disse numa entrevista. "Como na [Universidade] Loma Linda, queremos dar muita ênfase no cuidado preventivo. Isso vai nos diferenciar de outras escolas médicas daqui".

Executivos da instituição homenageiam
o Dr. Carlos Alfonso Balarezo,
à esquerda, reitor-fundador da faculdade.
Desde a direita, Walter Dávila,
diretor de serviços estudantis, Dra. Maximina Contreras,
vice-presidente, e Dr. Juan Choque Fernandez,
presidente da Universidade.
O currículo da escola é de sete anos, num programa de pós-secundário. As aulas realmente começaram no mês passado com 80 alunos. Os funcionários da escola afirmam que o programa continuará com cerca de 60 alunos cada ano.

O Peru é mal servido por médicos em comparação com o resto do mundo. O país tem nove médicos por 10.000 pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde. A média mundial é de 14.

No campus nesta manhã, a estudante Flor Cari disse: "É maravilhoso ter agora este programa, que irá nos preparar para servir aqueles que têm precisado de nós por tanto tempo".

Os líderes da Igreja disseram que a escola tem uma forte base adventista, no Peru, um país com uma das maiores proporções de membros da Igreja Adventista. Há mais de 410 mil membros da Igreja no país, que tem uma população de aproximadamente 17 milhões. Cerca de 60 escolas adventistas secundárias têm matrícula total de cerca de 10.000 estudantes.

Autoridades disseram que a nova faculdade também atrairá estudantes de países vizinhos, como Bolívia, Colômbia, Equador e Brasil.

O Dr. Allan Handysides, diretor de Ministérios de Saúde da Igreja Adventista a nível mundial, disse que espera que a escola prospere em vista do extenso planeamento por oficiais da instituição ao longo dos cinco anos anteriores. "Creio que vai ser um grande sucesso, porque foram extremamente focado em seguir em cada pormenor as recomendações do departamento de Educação [da Igreja Adventista a nível mundial]", declarou Handysides.
Estudantes de Medicina enfileiram-se à frente
do auditório, enquanto uma oração é oferecida
por Erton Kohler, presidente da Divisão
Sul-Americana da Igreja Adventista.


A nova escola é a quinta faculdade médica da Igreja Adventista a nível mundial. A inauguração de hoje ocorre três meses após ter sido inaugurada a Escola de Medicina S. Benjamin Carson Sr., ligada à Universidade Babcock, na Nigéria, também administrada pela denominação.

A Igreja Adventista também opera escolas de medicina em universidades adventistas em Montemorelos, México, Entre Rios, Argentina, sendo o seu carro-chefe a faculdade em Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos.

Dirigentes educacionais adventistas informam que uma sexta Faculdade de Medicina está sendo desenvolvida nas Filipinas.

Vários oficiais adventistas têm elogiado os líderes no Peru por sua colaboração com outras instituições denominacionais para ajudar a construir a escola ao longo dos últimos cinco anos. Lisa Beardsley-Hardy, diretora de Educação Adventista, a nível mundial, disse que os administradores e oficiais da IASD coordenaram esforços com instituições adventistas de saúde e hospitais da comunidade para estabelecer a capacidade de treinamento da nova instituição.

"Há um enorme espírito de equipe de apoio à faculdade de Medicina", comentou Beardsley-Hardy. "Isso significa muito para o ministério da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Peru".

-- Reportagem adicional de por Angela Brown
Set. 20, 2012 Silver Spring, Maryland, United States
Ansel Oliver/ANN

A LEI LABORAL EM PORTUGAL E O SÁBADO


A notícia recente de que a Troika propôs ao Governo da Grécia a passagem da semana de trabalho de cinco para seis dias, deduzindo-se que o domingo passaria a dia obrigatório de descanso, gerou, como é natural, apreensão entre os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Portugal.

No nosso país, segundo o acordo de concertação social materializado na lei laboral revista em Agosto último, já é possível aos empregadores requererem aos seus funcionários que trabalhem alguns Sábados por ano, sem descanso semanal compensatório, o que contradiz a Lei da Liberdade Religiosa, que dispõe que as horas de descanso semanal de Sábado sejam compensadas num dia de folga.

Prevendo esta situação, desde a assinatura do acordo de concertação social no início deste ano a Igreja Adventista do Sétimo Dia em Portugal tem vindo a desenvolver contactos junto das autoridades competentes, no sentido de sensibilizar para as dificuldades que a presente lei laboral provoca, acrescidas às já de si críticas procura e manutenção de emprego na situação actual. Essa tentativa tem vindo a ser realizada, para além do apelo à compreensão para a especificidade do dia de guarda dos adventistas do sétimo dia, através do recurso aos documentos internacionais sobre direitos humanos e à legislação comunitária e portuguesa, que protegem o direito a um dia semanal de descanso por motivos religiosos e ao princípio da não discriminação por motivos de crença. Por outro lado, não deixamos de manifestar sempre vontade e disponibilidade para continuar a exercer o nosso trabalho, seja ele qual for, com os máximos zelo e dedicação, ajudando o país a enfrentar as dificuldades com que se depara e que nos afectam a todos.

Apesar de o número e o grau de dificuldade de casos de irmãos que pedem apoio e aconselhamento à UPASD para lidar com este tipo de questão estarem a aumentar, a maior parte das entidades e instituições, especialmente as de direito público, têm vindo a ser sensíveis ao encontrar de soluções que permitam a estes irmãos prosseguir a sua vida profissional ou académica, sem violar a sua consciência, nomeadamente com o direito à observância do Sábado como dia de descanso.

Prestada esta informação, gostaríamos de incentivar a Igreja a unir-se em oração por este assunto, com a 'reverente confiança' com que nos devemos sempre aproximar de Deus.

Paulo Sérgio Macedo Departamento de Liberdade Religiosa e Assuntos Públicos UPASD

A Posição da Igreja Adventista Quanto aos Jogos de Azar


O jogo de azar afeta cada vez mais e mais pessoas ao redor do mundo. A ideia de ganhar às custas dos outros tem se tornado uma maldição moderna. A sociedade paga o preço pelos crimes associados a ele, pelo amparo à vítima e pelo colapso familiar, o que diminui a qualidade de vida. Os adventistas se opõem grandemente a esse tipo de jogo, uma vez que é incompatível com os princípios cristãos. Não é uma forma apropriada de lazer ou um meio legítimo de levantamento de fundos.

O jogo de azar viola os princípios cristãos de mordomia. Deus identifica o trabalho como o meio apropriado para adquirir benefícios materiais; não o jogo de azar, que nos faz sonhar com o ganho à custa da perda de outrem.

O jogo de azar tem um grande impacto sobre a sociedade. Os custos financeiros resultam de crimes cometidos para saldar uma dívida de jogo, aumento do policiamento e despesas legais, bem como crimes envolvendo drogas e prostituição.

O jogo de azar não gera renda; antes, toma daqueles que não têm condições e dá a uma minoria, sendo o maior ganhador, obviamente, o operador. A ideia de que o jogo pode ter um benefício económico positivo é ilusão. Além disso, jogar viola o senso de responsabilidade cristã pela família, os vizinhos, os pobres e a Igreja.

Jogar cria falsas esperanças. O sonho de ganhar muito dinheiro substitui a verdadeira esperança por um sonho falso de uma possibilidade estatisticamente improvável de vencer. Os cristãos não devem colocar as suas esperanças em riquezas. A esperança cristã de um futuro glorioso prometido por Deus é certa — diferente e oposta ao sonho do jogador. O grande lucro que a Bíblia nos aponta é “piedade com o contentamento”.2

O jogo é um vício. Isso é claramente incompatível com o modo de vida cristão. A igreja procura ajudar, não culpar, aqueles que sofrem pelo vício do jogo ou de outros vícios. Os cristãos reconhecem que são responsáveis perante Deus pelos seus recursos e estilo de vida.3

A organização da Igreja Adventista não aceita rifas ou loterias para arrecadar fundos e insta os membros a não participarem em tais atividades, mesmo que bem intencionadas. Tão pouco vê com bons olhos os jogos de azar patrocinados pelo Estado. A Igreja Adventista convida todas as autoridades a prevenir a crescente disponibilidade dos jogos com os seus efeitos prejudiciais para os indivíduos e a sociedade.

A Igreja Adventista rejeita os jogos de azar e não solicitará nem aceitará fundos que sejam claramente provenientes deles.

1. I Tess. 4:11; Gén. 3:19; Mat. 19:21; Atos 9:36; II Cor. 9:8e9.
2. I Tim.6:17;Heb. 11:1;I Tim.6:6.
3. 1 Cor. 6:19 e 20.

Esta declaração foi votada pela Comissão Administrativa da Associação Geral para divulgação durante a assembleia da Associação Geral realizada em Toronto, Canadá, de 29 de junho a 9 de julho de 2000.

A Posição da Igreja Adventista quanto à Dependência Química

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, organizada oficialmente em 1863, tratou no início de sua história do uso de fumo e bebidas alcoólicas.

A igreja condenou o uso de ambos como destrutivos à vida, à família e à espiritualidade. Adoptou, na prática, uma definição de temperança que enfatizava “total abstinência do que é prejudicial, e uso cuidadoso e judicioso daquilo que é bom”.

A posição da igreja com respeito ao uso do álcool e do fumo não mudou. Em décadas recentes, ela tem promovido ativamente a educação antiálcool e antidrogas dentro da igreja, e, em união com outras agências, tem educado a comunidade mais ampla na prevenção do alcoolismo e dependência de drogas.

A igreja criou um “Programa para Deixar de Fumar” no início da década de 1960 que teve um alcance mundial e tem ajudado dezenas de milhares de Fumantes a se libertarem do vício. Originalmente conhecido como “Plano para Deixar de Fumar em Cinco Dias”, pode ser considerado o mais bem-sucedido de todos os programas antitabágicos.

A criação em laboratórios de centenas de novas drogas e a redescoberta e popularização de antigas substâncias químicas naturais como a maconha e a cocaína agravou um problema outrora simples e apresenta um crescente desafio à igreja e à sociedade. Em uma sociedade que tolera e mesmo promove o uso de drogas, o vício é uma crescente ameaça.

Redobrando seus esforços no campo da prevenção da dependência, a igreja está desenvolvendo novos currículos para suas escolas e programas de apoio para ajudar os jovens a permanecer abstinentes.

A igreja está também procurando ser uma voz influente em chamar a atenção da mídia, das autoridades públicas e dos legisladores para o dano que a sociedade está sofrendo com a contínua promoção e distribuição do álcool e do fumo.

A igreja continua crendo que a instrução de Paulo em I Coríntios 6:19 e 20 é aplicável ainda hoje: “o nosso corpo é o santuário do Espírito Santo”; devemos glorificar a Deus em nosso corpo. Pertencemos a Deus e somos testemunhas de Sua graça. Devemos esforçar-nos para estar na melhor forma, física e mental, a fim de que possamos desfrutar Sua comunhão e glorificar o Seu nome.

Esta declaração foi liberada pelo então presidente da Associação Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os 16 vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista, em 5 de julho de 1990, durante a assembleia da Associação Geral realizada em Indianápolis, Indiana.

Fonte: Declarações da Igreja

Wintley Phipps Leva Esperança a Prisão Eslovena

Wintley Phipps, pastor e cantor adventista do sétimo dia, visitou uma penitenciária em Dob, Eslovénia. Convidado por Lojze Peterle, parlamentar da União Europeia (EU), Phipps cantou para os prisioneiros, familiares, funcionários da prisão e convidados do cenário político e eclesiástico.
Phipps começou o programa com uma versão do “Pai Nosso”, seguido de várias canções evangélicas conhecidas e Negro spirituals, concluindo magistralmente com “Preciosa Graça”. Por meio das mensagens das canções e de pequenas falas entre elas, Wintley verdadeiramente “trouxe esperança a todos nós”, disse Joze Podrzaj, director do presídio, no seu discurso de despedida. Os presos agradeceram Phipps com um aplauso caloroso e o presentearam com o painel de uma colmeia, feito à mão (souvenir tradicional da Eslovénia). “Foi uma visita realmente inspiradora de uma pessoa especial que dedica a sua vida a incentivar os que mais necessitam ser incentivados”, declarou Peterle à AdventPress.
Phipps chegou à Eslovénia com a sua esposa Linda, vindos de Bruxelas onde cantou no Café da Manhã de Oração, evento anual para os membros do parlamento da EU. Durante a sua curta visita, também se encontrou com Robert Friskovec, coordenador do ministério de capelania das prisões da Eslovénia e Zmago Godina, presidente da Associação Eslovena da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
- reportagem da TEDNews, Adventist World.

A Posição da Igreja Adventista Quanto ao Controle de Natalidade

As tecnologias científicas de hoje permitem um maior controlo da fertilidade e da reprodução humana do que no passado. Essas tecnologias tornam possível a relação sexual com uma expectativa muito reduzida de gravidez e de nascimentos.

O casal cristão tem o potencial de controlar a fertilidade, o que tem levado a muitos questionamentos com uma ampla gama de implicações religiosas, médicas, sociais e políticas. As novas técnicas oferecem oportunidades e benefícios, mas também apresentam desafios e desvantagens.

Várias questões morais devem ser consideradas. Os cristãos, que têm a palavra final na sua escolha pessoal quanto a essas questões, devem ser instruídos a fim de que possam tomar decisões sólidas baseadas em princípios bíblicos.

Entre as questões a serem consideradas, está o debate quanto a se é ou não apropriada a intervenção humana no processo biológico natural de reprodução humana. Se qualquer intervenção for apropriada, então devem ser tratadas as questões adicionais quanto ao que, quando e como. Outras preocupações relacionadas incluem:

- A probabilidade do aumento da imoralidade sexual com a disponibilidade e o uso que os métodos contraceptivos podem promover.
- O domínio de um dos sexos quanto aos privilégios e prerrogativas sexuais tanto do homem quanto o da mulher.
- O debate sobre o direito de uma sociedade limitar a liberdade pessoal no interesse da coletividade, e a discussão sobre o apoio económico e educacional para os que estão em desvantagens.
- Aspectos relacionados com o crescimento populacional e o uso dos recursos naturais.

Entendemos que uma declaração com considerações morais sobre o controlo da natalidade deve ser vista dentro de um contexto mais amplo dos ensinamentos bíblicos sobre a sexualidade, o casamento, a paternidade e o valor dos filhos, e que deve haver uma compreensão da inter-relação dessas questões.

Cientes da diversidade de opiniões na igreja, os seguintes princípios bíblicos são estabelecidos para instruir e pautar a tomada de decisões.

1. Mordomia responsável. Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem, homem e mulher, com a faculdade de pensar e de tomar decisões (Isa. 1:18; Jos. 24:15; Deut. 30:15-20). Deus deu aos seres humanos o domínio sobre a Terra (Gén. 1:26 e 28). Esse domínio requer a supervisão e o cuidado da natureza.

A mordomia cristã também requer que se assuma a responsabilidade pela procriação humana. A sexualidade, como um dos aspectos da natureza humana sobre o qual o indivíduo exerce mordomia, deve ser expressa em harmonia com a vontade de Deus (Êxo. 20:14; Gén. 39:9; Lev. 20:10-21; 1 Cor. 6:12-20).

2. Propósito da reprodução. A perpetuação da família humana é um dos propósitos de Deus para a sexualidade humana (Gén. 1:28). Embora, de forma geral, possamos inferir que o casamento destina-se a produzir descendentes, a Escritura nunca apresenta a procriação como uma obrigação do casal a fim de agradar a Deus.

Contudo, a Revelação divina confere um elevado valor aos filhos e expressa a alegria encontrada na paternidade (Mat. 19:14; Sal. 127:3). Ter e educar filhos ajuda os pais a entenderem a Deus e a desenvolverem compaixão, solicitude, humildade e abnegação (Sal. 103:13; Luc. 11:13).

3. Propósito unificador. A sexualidade tem um propósito unificador no casamento, ordenado por Deus, e diferente do propósito reprodutivo (Gén. 2:24). A sexualidade no casamento destina-se a incluir alegria, prazer e deleite (Ecl. 9:9; Prov. 5:18 e 19; Can. 4:16-5:1). E propósito de Deus que os casais mantenham comunhão sexual além da procriação (1 Cor. 7:3-5), uma comunhão que estabeleça laços fortes e que proteja os cônjuges de um relacionamento impróprio com outra pessoa (Prov. 5:15-20; Cant. 8:6 e 7). No propósito de Deus, a intimidade sexual não se destina apenas à concepção. A Escritura não proíbe o casal de desfrutar das delícias da relação conjugal, enquanto tomam medidas contraceptivas.

4. Liberdade de escolha. Na criação — e novamente pela redenção provida por Cristo — Deus deu ao ser humano a liberdade de escolha, e pede que a empreguem com responsabilidade (Gál. 5:1 e 13).

No plano divino, marido e mulher constituem uma unidade familiar única, tendo ambos a liberdade e a responsabilidade de tomarem decisões sobre sua família (Gên. 2:24). Os cônjuges devem levar um ao outro em conta ao tomarem decisões sobre o controle da natalidade, estando dispostos a considerar as necessidades do outro e também as suas próprias (Fil. 2:4).

Para o casal que decide ter filhos, a escolha da procriação deve ter limites. Vários fatores devem nortear sua escolha, incluindo a capacidade de atender as necessidades dos filhos (1 Tim. 5:8); a saúde física, emocional e espiritual da mãe (III João 2; 1 Cor. 6:19; Fil. 2:4; Efés. 5:25); as circunstâncias sociais e políticas nas quais os filhos nascerão (Mat. 24:19); e a qualidade de vida e os recursos globais disponíveis. Somos mordomos da criação de Deus e, portanto, devemos ir além de nossa própria felicidade e desejos e considerar as necessidades dos outros (Fil. 2:4).

5. Métodos contraceptivos apropriados. A decisão moral sobre a escolha do uso dos diferentes métodos contraceptivos deve provir da compreensão de seus prováveis efeitos sobre a saúde física e emocional, a forma pela qual atuam e os gastos financeiros envolvidos. Há uma diversidade de métodos para o controle da natalidade - incluindo métodos de barreira, espermicidas e esterilização - que impedem a concepção e que são moralmente aceitáveis.

Outros métodos contraceptivos (1) podem impedir a união do óvulo com o espermatozóide (fertilização) ou podem impedir a fixação do óvulo já fertilizado (implantação). Devido à incerteza sobre como eles funcionarão em uma determinada situação, podem ser moralmente questionáveis para aqueles que crêem que a proteção da vida humana inicia na fecundação.

Contudo, considerando que a maioria dos óvulos fecundados não chega a se implantar ou se perde após a implantação, mesmo quando os métodos contraceptivos não são usados, os métodos hormonais de controlo de natalidade e os DIUs, que representam um processo similar, podem ser vistos como moralmente aceitos. O aborto, isto é, a interrupção proposital de uma gravidez estabelecida, não é moralmente aceito no que diz respeito ao controle de natalidade.

6. Mau uso do controlo da natalidade. Embora a crescente capacidade de lidar com fertilidade e de se proteger de doenças sexualmente transmissíveis possa ser útil a muitos casais, o controlo da natalidade pode ser mal empregue. Por exemplo, aqueles que se engajam em relações sexuais pré-nupciais ou extraconjugais podem mais prontamente ser indulgentes com tais comportamentos devido à disponibilidade dos métodos contraceptivos.
O uso desses métodos para proteger a relação sexual fora do casamento pode reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis e/ou gravidez. No entanto, o sexo fora do casamento é prejudicial e imoral, tenham ou não, esses riscos sido diminuídos.

7. Uma abordagem redentora. A disponibilidade dos métodos de controlo da natalidade torna a educação sobre a sexualidade e a moralidade ainda mais imperativa. Menos esforço deve ser gasto na condenação e mais na educação e nas abordagens redentoras que buscam permitir a cada indivíduo ser persuadido pelos apelos profundos do Espírito Santo.

(1) Alguns exemplos atuais desses métodos incluem aparelhos intra-uterinos (DIU), pílulas de hormônio (incluindo a pílula do “dia seguinte»), injeções ou implantes. As perguntas sobre esses métodos devem ser encaminhadas a um médico.

Esta declaração foi votada em 29 de setembro de 1999, durante o Concílio Anual da Comissão Executiva da Associação Geral realizado em Silver Spring, Maryland.

A Posição da Igreja Adventista em Relação às Outras Igrejas Cristãs

A fim de evitar males-entendidos ou atritos nas nossas relações com outras igrejas e organizações religiosas cristãs, apresentamos as seguintes directrizes:

1. Reconhecemos aquelas agências que exaltam a Cristo diante das pessoas como parte do plano divino para a evangelização do mundo e temos em alta estima os homens e mulheres cristãos de outras denominações que estão empenhados em ganhar almas para Cristo.

2. Quando a obra fora da nossa divisão nos põe em contacto com outras sociedades e organismos religiosos cristãos, o espírito de cortesia cristã, franqueza e justiça deve prevalecer em todas as ocasiões.

3. Reconhecemos que a verdadeira religião se baseia na consciência e na convicção. Portanto, deve ser nosso constante propósito que nenhum interesse egoísta ou vantagem temporal atraia qualquer pessoa para a nossa comunhão e que nenhum vínculo retenha qualquer membro a não ser a convicção de que deste modo é encontrada a verdadeira comunhão com Cristo.

Se a mudança de convicção levar um membro da nossa igreja a não se sentir mais em harmonia com a fé e a prática adventistas, reconhecemos não somente o seu direito mas também a sua responsabilidade de mudar, sem opróbrio, de filiação religiosa, conforme as suas crenças. Esperamos que outros organismos religiosos atuem no mesmo espírito de liberdade religiosa.

4. Antes de admitir membros de outras organizações religiosas como membros da nossa igreja, deve ser exercido cuidado para verificar se os candidatos são movidos a mudar de filiação religiosa por convicção religiosa em consideração à sua relação pessoal com Deus.

5. Uma pessoa sob censura de outra organização religiosa por transgressão claramente confirmada dos princípios morais ou do carácter cristão não será considerada candidata aceitável para ser membro da Igreja Adventista até que haja evidência de arrependimento e reforma.

6. A Igreja Adventista não pode limitar a sua missão a áreas geográficas restritas, devido à sua compreensão do mandato da comissão evangélica. Na providência de Deus e no desenvolvimento da Sua obra em prol da humanidade, organismos denominacionais e movimentos religiosos têm surgido de vez em quando para dar ênfase especial a diferentes fases da verdade do evangelho.

Na origem e surgimento do povo adventista, foi posta sobre nós a responsabilidade de enfatizar o evangelho da segunda vinda de Cristo como um acontecimento iminente. Isso requer a proclamação das verdades bíblicas no contexto da mensagem especial de preparação conforme descrita na profecia bíblica, principalmente em Apocalipse 14:6-14.

Esta mensagem comissiona a pregação do “evangelho eterno a toda nação e tribo e língua e povo”, chamando para ela a atenção de todas as pessoas, em toda parte. Qualquer restrição que limite o testemunho a áreas geográficas específicas se torna, portanto, uma redução da comissão evangélica. A Igreja Adventista também reconhece o direito de outras crenças religiosas a operarem sem restrições geográficas.

Este é o texto do regulamento no 75 do Livro de Regulamentos da Associação Geral.

MILHÕES DE PESSOAS CONTINUAM A RECEBER ESPERANÇA GRAÇAS A CAMPANHA DE DISTRIBUIÇÃO DE LITERATURA

Os líderes mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia iniciaram há dois anos uma campanha de distribuição de literatura, que superou largamente qualquer projeto realizado até à data. O objetivo era distribuir mundialmente mais de 100 milhões de cópias de "A Grande Esperança".


Escrito por Ellen G. White, cofundadora da Igreja Adventista, a versão resumida do livro exibe uma linguagem atualizada e inclui 11 capítulos do livro "O Grande Conflito", originalmente escrito em 1888 e revisto em 1911.


Já foram distribuídas dezenas de milhões de exemplares do livro de bolso em mais de 80 idiomas e em várias partes do mundo, e quase o mesmo número de cópias eletrónicas foram descarregadas da Internet. A maioria das regiões mundiais da Igreja ainda se encontra na fase inicial da sua distribuição.


Recentemente surgiram rumores em algumas regiões do mundo que afirmam que existe um litígio que envolve o projeto "A Grande Esperança". Esses rumores são falsos. "Verificamos que as ferramentas como o correio eletrónico, as redes sociais e as mensagens de texto SMS podem ser utilizadas para o bem ou para o mal", referiu o diretor de Relações Públicas da Igreja mundial, Garrett Caldwell.


?Se a Igreja estivesse a fazer face a uma ação legal contra uma iniciativa tão importante, seria amplamente divulgada através dos seus canais oficiais de notícias, como a Adventist News Network, afirmou Caldwell.


O projeto de distribuição continuará até 2013 e espera-se distribuir mais de 170 milhões de exemplares. Para mais informações, consulte o sítio do projeto em greatcontroversyproject.adventist.org.

Fonte: Adventist News Network