TOUR VIRTUAL - CENTRO E.G.WHITE
A Posição da Igreja Adventista Quanto ao Cigarro
O cigarro é a maior causa evitável de morte no mundo. É um
conceito ético universal de que a prevenção é melhor do que a cura. No que
concerne ao fumo, muitos países defrontam-se com um paradoxo ético: conquanto
muitas décadas de pesquisa tenham apresentado incontestável evidência dos danos
causados à saúde pelo cigarro, a indústria do fumo ainda floresce, frequentemente
com apoio tácito ou aberto do governo. A ética do fumar torna-se ainda mais
séria pelas alarmantes revelações acerca dos óbitos e riscos à saúde causados
pelo fumar indirectamente ou “de segunda mão”. Uma questão séria de ética
internacional é a exportação de cigarros para os países em desenvolvimento,
principalmente cigarros com mais elevados teores de elementos letais do que o
admissível em qualquer outro lugar.
Por mais de um século, a Igreja Adventista tem advertido os seus
jovens e o público em geral quanto à natureza viciante e destruidora da saúde
que é própria do cigarro. Os cigarros constituem um risco mundial à saúde por
causa da combinação do hábito associado à ganância económica da indústria do
fumo e de outros segmentos do mercado.
Os adventistas crêem que a ética da prevenção requer planos
públicos de acção que reduzam o fumo, tais como:
1. Proibição uniforme de toda propaganda de cigarro.
2. Leis protegendo as crianças e os jovens que estão sendo
alvo da indústria do fumo.
3. Leis mais estritas proibindo fumar em lugares públicos.
4. Uso mais agressivo e sistemático dos meios de comunicação
a fim de educar os jovens quanto aos riscos do cigarro.
5. Impostos substancialmente mais altos sobre cigarros.
6. Regulamentos exigindo que a indústria do fumo pague pelos
custos do cuidado da saúde associados ao uso de seus produtos. Iniciativas como
estas salvariam milhões de vidas por ano.
Esta declaração foi aprovada e votada pela Comissão
Administrativa da Associação Geral para ser divulgada pelo gabinete do então
presidente Robert S. Folkenberg durante o Concílio Anual em São José, Costa
Rica, de 1o a 10 de Outubro de 1996.
Os Adventistas do Sétimo Dia e o Seguro de Vida
Histórico sobre o
Assunto
Desde seus primeiros anos, os adventistas do sétimo dia têm
discutido sobre a participação ou não de membros da igreja em planos de seguro
contra perda, com atenção dada ao seguro de vida.
Apesar de a igreja como um todo não ter tomado uma posição,
muito menos fez disso um teste de disciplina, muitos membros creram que a
igreja desencorajou ou não aprovou o fato de ter seguro de vida como sendo
incompatível com o tipo de confiança na providência que marca o cristão
dedicado. Ministros têm incluído frequentemente em suas apresentações públicas
testemunhos contra seguros e têm encorajado os crentes, tanto antigos com
novos, a abandonarem seguros já existentes.
Muitos pioneiros adventistas, apesar de saberem que a Bíblia
não aborda diretamente o assunto de seguros, pediu que nenhum tipo de seguro
fosse feito por cristãos. Por exemplo, em 1860 Roswell F. Cottrell, autor e
líder proeminente, citou esses textos da Bíblia como apoio para a sua posição:
“Quem fica por fiador de outrem sofrerá males” (Pv 11:15).
“Não toqueis em coisas impuras” (2 Co 6:17). “Não confieis em príncipes, nem
nos filhos dos homens, em quem não há salvação” (Sl 146:3). “O Senhor os ajuda
e os livra dos ímpios e os salva, porque nele buscam refúgio” (Salmos 37:39,
40). “Feliz o homem que em ti confia” (Sl 84: 12).
Apesar de concordar com a posição geral de Cottrell, James
White tinha reservas sobre a aplicação do texto e expressa sua preocupação
quanto às consequências através das seguintes palavras:
Quanto ao seguro, dizemos [no vol. XV no 23], ‘Com respeito
ao seguro não temos nada a declarar no momento. Até agora não asseguramos
nossos próprios prédios e se a igreja concordar em não assegurar os bens da
igreja, seremos processados.’ Por isso as fortes razões do Irmão RFC são um lado
da principal questão em debate. Mas esperamos que todos considerarão
cuidadosamente suas evidências e conexões, para que vejam por si mesmos a
quantidade de testemunhos diretamente contra o seguro. A verdade prevalecerá.”
– Ibid
Enquanto a discussão anterior entre os líderes adventistas
tratava de seguro de todos os tipos, os riscos envolvidos os levaram
posteriormente a aceitar o princípio do seguro de bens contra fogo, tempestade
e roubo. A mudança de atitude surgiu por volta de 1860, quando a igreja estava
consentindo na incorporação legal a fim de manter os bens da igreja. Naquela
época o risco de incêndio era muito ameaçador, porque o aquecimento era
produzido por fogões à carvão ou à lenha e a luz era de lâmpadas à óleo.
A aceitação de Ellen White com respeito ao seguro de
proteção aos bens é ilustrado em suas cartas. Em 1880 ela escreveu ao seu
filho, W. C. White, “Quero que você providencie para que a casa em Healdsburg
seja assegurada. Fale com Lucinda sobre isso. Estou preocupada com isso” (Carta
17, 1880). Quatro anos mais tarde ela escreveu, “Irmão Palmer diz que
escreveu-lhe sobre o seguro. Se a casa não está no seguro isso deve ser feito
imediatamente” (Carta 53, 1884).
Este conselho estava em harmonia com suas repetidas
instruções de que todos os passos deveriam ser tomados para salvaguardar as
propriedades. Enquanto ela ainda estava viva, seu filho, W. C. White, respondeu
a uma inquirição com respeito a seguro contra fogo:
Não encontramos nos escritos da Mamãe nenhuma condenação da
prática do seguro em nossas propriedades contra fogo. Mamãe sempre considerou
isso muito diferente de seguro de vida. Ela mantém seus imóveis corretamente
assegurados, e tem encorajado algumas de nossas instituições a fazer o mesmo. –
Carta de W. C. White em 5 de agosto de 1912.
Ellen G. White e o
Seguro de Vida
No entanto, o seguro de vida foi visto sob uma luz
diferente. De um modo geral, os que assumiram uma posição contra o seguro de
vida, o fizeram como uma resposta às declarações de Ellen White, iniciando com
o seu artigo de duas páginas, “Seguro de Vida,” publicado primeiramente em 1867
em Testimony no 12. Por ser sua mais antiga e mais extensa discussão sobre o
assunto, é reproduzida de maneira completa aqui:
Foi me mostrado que os adventistas observadores do sábado
não devem meter-se em seguros de vida. Isto é um comércio com o mundo, que o
Senhor não aprova. Os que participam nesses empreendimentos estão se unindo ao
mundo, enquanto Deus chama Seu povo para sair dele e ser separado. O anjo
disse, ‘Cristo lhe comprou através do sacrifício de Sua vida. Ou não sabeis que
o vosso corpo é o templo do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da
parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço.
Agora pois glorificai a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, que é de
Deus.’ ‘Porque estais mortos, e suas vidas estão escondidas com Cristo em Deus.
Quando Cristo, que é sua vida, aparecer, então vós também aparecereis com Ele
em glória.’ Aqui está o único seguro de vida que o céu aprova.
O seguro de vida é uma praxe mundana que leva nossos irmãos
a se envolverem e abandonarem a simplicidade e pureza do evangelho. Cada um
desses desvios enfraquece a nossa fé e diminui nossa espiritualidade. Disse o
anjo: ‘Mas vocês são uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma nação
santa, um povo peculiar; Que ele mostrasse os louvores a Ele que nos chamou das
trevas para a Sua maravilhosa luz.’ Como povo pertencemos ao Senhor de maneira
especial. Cristo nos comprou.
Anjos de extremo poder estão ao nosso redor. Nem um pardal
cai sem que o nosso Pai celestial note. Até mesmo os cabelos da nossa cabeça
estão contados. Deus tem feito provisões para Seu povo. Ele cuida do Seu povo
de maneira especial, e estes não deveriam desconfiar de Sua providência,
participando de empreendimentos do mundo. Deus tem a intenção de que
preservemos a nossa simplicidade e santidade peculiar como um povo. Os que se
envolvem nessas praxes mundanas, investem meios que pertencem ao Senhor, que
Ele nos confiou para usar em Sua causa. Porém poucos receberão algum retorno do
seguro de vida, e sem as bênçãos de Deus mesmo estes terão prejuízo em vez de
benefício.
Satanás está constantemente apresentando tentações ao povo
escolhido de Deus para atrair suas mentes do solene trabalho de preparação para
as cenas do futuro. Ele é no sentido mais profundo da palavra um enganador, um
habilidoso charmoso. Ele encobre seus planos e com coberturas de luzes
emprestadas do céu. Ele tentou a Eva a comer do fruto proibido, fazendo-a crer
que teria muitas vantagens por causa disso.
Satanás leva seus agentes a introduzir varadas invenções e
direitos de patentes e outros empreendimentos, para que os guardadores
adventistas do sábado que têm pressa de ficar ricos, caiam em tentação,
tornem-se seduzidos, e embrenhando-se em muitas tristezas. Ele está bem alerta,
empenhado diligentemente em levar o mundo ao cativeiro. Através da força do
mundanismo, ele mantém um alegre estímulo para atrair os imprudentes que
professam crer na verdade de unir-se aos mundanos. A lascívia no olhar, o
desejo de emoção e diversão por prazer, é uma tentação e uma armadilha ao povo
de Deus.
Satanás tem muitas tramas subtis e redes perigosas, que
aparentam inocência, mas com as quais está se preparando habilidosamente para
enfeitiçar o povo de Deus. Há shows alegres, diversões, leituras frenológicas e
uma variedade interminável de empreendimentos que surgem constantemente,
planejados para levar o povo de Deus a amar ao mundo e as coisas que há no
mundo.
Através da união com o mundo, a fé se enfraquece, e recursos
que poderiam ser investidos na causa da presente verdade são transferidos para
as fileiras do inimigo. Através desses diferentes canais Satanás está
habilidosamente desperdiçando as posses do povo de Deus, e por causa disso a
indignação do Senhor esta sobre eles.” – Testimonies, vol. 1, pp.549-551.
Uma leitura cuidadosa nos habilita a ver as cinco razões
dadas por Ellen White para opor-se ao seguro de vida:
1. Sobrecarrega excessivamente os crentes com o mundo.
2. Encoraja um espírito mundano e secular contrários à
simplicidade e sinceridade do serviço cristão.
3. Diminui o senso da providência de Deus.
4. Representa uma negação à verdadeira mordomia para com
Deus por desviar seus fundos em aventuras arriscadas na esperança de ganho.
5. Manifesta ganância como a especulação em direitos de
patentes e invenções.
Baseado numa análise de Ellen White é óbvio que ela
considera a participação em seguro de vida tanto uma ameaça à experiência
espiritual como deficiente porque é uma aventura especulativa.
Após seu artigo inicial de 1867, Ellen White fez somente
referências ocasionais ao seguro de vida em seus escritos. Sua mais recente
declaração principal foi dirigida a N. D. Faulkhead, um proeminente trabalhador
na Austrália, que além do seu profundo envolvimento com a Maçonaria, fez um
seguro no valor de 200 libras. Ellen White, ao instar-lhe a romper sua conexão
com a Maçonaria, também o aconselhou a cancelar seu seguro de vida. Respondendo
ao seu apelo, Faulkhead escreveu: “Também vi sabedoria em seu testemunho
concernente ao seguro de vida. Eu tinha um seguro em um dos escritórios da
cidade, e com a ajuda de Deus eu o descontinuei também.” – N. D. Faulkhead para
Ellen G. White, 18 de setembro de 1893.
A irmã White escreveu-lhe em resposta dizendo:
“Sua carta foi recebida e lida com profundo interesse. Estou
muito agradecida ao nosso bondoso Pai celestial que deu-lhe força através de
Sua graça para se libertar da Maçonaria….Alegro-me também que você se desfez do
seguro de vida….
A certeza do céu é o melhor seguro de vida que você pode
ter. O Senhor prometeu Sua guarda neste mundo, e no mundo porvir Ele prometeu
nos dar a vida imortal.” – Carta 21, 1893.
As várias subsequentes referências de Ellen White sobre o
seguro de vida não refletem nenhuma explanação filosófica adicional, mas há
vários usos metafóricos do termo “seguro de vida,” frequentemente relacionado à
convicção encontrada em 2 Pedro 1:10, 11. Ela escreveu por exemplo:
“Ninguém precisa perder o sono devido a documentos de seguro
de vida. Seu direito como herdeiro de Deus, e co-herdeiro com Jesus Cristo é de
uma herança incorruptível, imaculada e que não se desvanecerá.” – Ms 63, 1899.
Uma revisão das declarações de Ellen White leva-nos à
conclusão de que o seguro de vida como era praticado na sua época, era
contrário aos princípios cristãos, tanto do ponto de vista espiritual como
administrativo sobre os bens do Senhor.
Práticas de Seguro no Final do Século 19
O período após a Guerra Civil foi uma fase de rápida
expansão e inovações tecnológicas nos Estados Unidos. Essa época foi descrita
corretamente como um período de oportunismo crescente e especulação
completamente não regulada pelo governo. Práticas de monopolização e a
industrialização se concentravam no acúmulo de vastas fortunas pessoais, quase
que sem imposto. O esquema para enriquecer rapidamente era muito comum,
geralmente resultando na perda do investimento. Foi um tempo bem caracterizado
pela famosa sátira de P. T. Barnum, “Os trouxas nunca acabarão.”
A inexperiente indústria de seguros estava totalmente
envolvida no espírito da época, um espírito imergido na essência do alto risco.
Embora grupos de ações de seguro subcapitalizações prometessem rápido
enriquecimento, faliam frequentemente sem aviso prévio, deixando suas apólices
sem valor. Ao as companhias tratarem com seus clientes, eram frequentemente
injustas e muitas vezes cometiam fraude. Seguros de vida feitos sob o nome de
pessoas totalmente estranhas eram impostas ao público, que era encorajado a
investir na esperança de lucrar da morte do assegurado.
Os abusos de tal sistema levou o público a exigir
regulamentos do governo. No início de 1906, leis reguladoras federais e
estaduais foram designadas para limitar fraudes e exigir das companhias de
seguro o cumprimento de práticas corretas.
As companhias de seguros atuais, reguladas intensamente pela
lei e agencias governamentais, diferem em aspectos importantes daquelas do
final do século 19. O conselho de Ellen White contra investimentos em seguros
de vida deve ser entendido no contexto e nas práticas de sua época, para
compreendermos propriamente o significado de suas palavras.
Provisão para o Tempo de Necessidade
Ambas, as Escrituras e os escritos de Ellen White eleva a um
mandato divino a responsabilidade cristã de proteger e prover para os seus
entes queridos. Em ambas, fé e prática, a Bíblia atribui uma responsabilidade
primária a tal cuidado de parentes próximos. Baseado na autoridade do quinto
mandamento “Honra teu pai e tua mãe…,” o apóstolo Paulo salienta a importância
deste princípio de maneira enfática. Ele escreveu:
“Mas se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam
primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus
pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus…. Mas, se alguém não tem
cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do
que o infiel” (1 Tim. 5:4, 8).
Jesus reforçou o mesmo princípio, referindo-se a isto como o
“mandamento de Deus” (Mat.15:6).
Repetidamente Ellen White enfatizou a importância de
planejar para as necessidades futuras. Exemplos de tal conselho incluem o
seguinte:
“Poderias ter hoje capital para usar em caso de emergência e
ajudar a causa de Deus, se tivesse economizado como devias. Cada semana uma
parte de teu salário deve ser reservado e de maneira alguma tocado, salvo no
caso de real necessidade para devolver ao Doador como oferta a Deus. …
Os recursos que tens conseguido não têm sábia e
economicamente gastos, de maneira a deixar margem para, no caso de vires a
ficar doente, não ficar tua família privada dos meios para o seu sustento.” – O
Lar Adventista, pp. 395, 396.
“Se você e sua esposa tivessem entendido ser um dever que
Deus lhe deu negar seus gostos e desejos, e fazer provisões para o futuro, em
vez de meramente viver o presente, ….sua família poderia ter tido conforto na
vida.” – Testimonies, vol. 2, p. 432.
Através de sua vida Ellen White promoveu como deveres
cristãos práticas como diligência, trabalho honesto, exercício da previdência,
auto-negação e generosa benevolência para a causa do Senhor. Ela encorajou a
aquisição de posses de qualidade e o cuidado delas. Falou
em favor de compra de
casas onde isto é possível e aprovou o acúmulo de reservas razoáveis para uso
em necessidades. Ela considerava que tais reservas estivessem disponíveis não
somente para necessidades pessoais, mas também para expandir a obra de Deus e
atender àqueles fora da família que estivessem em dificuldades. Ela via
favoravelmente a aquisição de uma casa modesta, mas confortável, para a
aposentadoria, e falou do respeito próprio que resultaria de se haver planejado
para o futuro. (Ver Testimonies, vol. 7, pp. 291, 292.)
Conclusão:
Procurando entender os ensinamentos das Escrituras e os
escritos de Ellen White sobre o seguro de vida, muitos adventistas têm-se
concentrado nos seus avisos contra o seguro, negligenciando seus testemunhos
que visam também fazer provisões para tempos de necessidade. O efeito tem sido
privar os membros de benefícios dessa natureza que um planeamento prudente pode
suprir.
Sob as atuais condições, a perguntas fundamentais são: As
apólices de seguro oferecem um método para suprir as necessidades de emergência
que são compatíveis com os princípios cristãos? Podem elas ajudar a resolver as
crises surgidas pela deficiência ou morte do provedor sem enfraquecer a fé ou o
comprometimento da confiança na providência de Deus? Podem elas auxiliar a
cumprir a responsabilidade dada por Deus de proteger os sobreviventes inocentes
de tragédias deste perigosos mundo? Podem elas preencher a lacuna criada pelos
reduzidos laços familiares deste mundo moderno à medida em que o individualismo
aumenta e os programas governamentais desfazem os antigos vínculos?
Uma comissão de estudo da Associação Geral e o Ellen G.
White Estate conduziram uma detalhada pesquisa do seguro de vida, resumida em
um relatório de 50 páginas publicado em 1957. Suas proposições, baseadas em
cuidadosa investigação, provêem uma sólida interpretação dos princípios
envolvidos, e devem ser levados em consideração para se chegar à uma conclusão.
Estes princípios incluem o seguinte:
1. O Espírito de Profecia aconselha sem hesitação e ensina
decididamente que o cristão deve fazer provisões para os “maus dias”. Devemos
reconhecer que virá o tempo onde o salário será reduzido ou cessado; e olhando
para o futuro, devemos se possível, ter uma quantidade razoável de propriedade
e dinheiro em reserva para suprir tais necessidade a fim de que “a caridade dos
outros não venha sobre nós.”
2. É apropriado ter a segurança de um modesto lar próprio e
um investimento financeiro moderado – dinheiro no banco, investido na obra do
Senhor, ou em outro investimento seguro.
3. É adequado nos beneficiarmos da proteção oferecida pelo
seguro de incêndio e de automóveis.
4. Em qualquer provisão que fizer para o futuro, o cristão
tem de estar sempre ciente do cuidado especial e amoroso de Deus sobre seus
filhos, e não se esquecer das necessidades da obra de Deus.
5. A família e a igreja têm responsabilidade para com os membros
em tempo de necessidade e de luto. O cristão deve partilhar o fardo do seu
próximo para que ninguém sofra.
6. A extensão da provisão que deve ser feita para os dias de
necessidade e como isso deve ser efetuado fica a critério do indivíduo para
resolver cuidadosamente e com oração, com o coração entregue a Deus, e com a
determinação que o cumprimento dessas responsabilidades, cada passo será dado
em harmonia com a vontade de Deus.
7. Os conselhos dados sobre o seguro de vida pelo Espírito
de Profecia na década de 1860 foram dados num período em que seguro de vida era
descontrolado, e muitas vezes lidado por interesses de “caloteiros”, como um
jogo desonesto num esquema de rápido enriquecimento.
8. Apesar dos conselhos do Espírito de Profecia entre os
anos de 1867 e 1909 terem continuado a ser consistentes em desencorajar seguro
de vida, deve ser reconhecido que nos Estados Unidos tal seguro ficou sob o
controle de leis bancárias estaduais somente a partir de 1906. Até 1910 algumas
companhias ainda estavam envolvidas em práticas duvidosas e frequentemente
desonestas. Entretanto, após 1909, não houve declarações de Ellen White sobre
seguros de vida.
9. Vários planos de poupança e seguro que hoje são definidos
como “seguro de vida”, protegidos por leis estaduais decretadas cuidadosamente,
e sujeitas à inspeção rigorosa de autoridades estaduais, são geralmente
consideradas seguros investimentos e mais sólidas do que muitos outros
investimentos.
10. Na maioria dos assim chamados planos de seguro, como são
escritos hoje, o princípio de reservar algo para dias de necessidade e também
de partilhar o fardo com o próximo está sendo executado. O círculo atinge além
da família ou igreja, um grande número de pessoas, equilibrando assim as
responsabilidades e minimizando as despesas.
11. Seguro de saúde é também outra maneira de nivelar o que
pode ser altas despesas. Nesse caso também um grande número de pessoas dividem
as responsabilidades uns dos outros.
12. Seguro para funerais provê um meio onde os gastos agora
relacionados com a morte é provido de maneira certa e segura através do
pagamento adiantado por um período de anos.
13. Institutos funerários, no qual um grande número de
pessoas participam seja por dívida ou taxa por ocasião da morte de um membro
são uma maneira de dividir sistematicamente os gastos de tal maneira que
levamos as cargas uns dos outros. Através de um plano bem organizado fazemos a
provisão apropriada para uma despesa que tem de ser paga.
14. O INSS é reconhecido pela igreja como um plano onde o
empregador e o empregado se unem em economizar sistematicamente que estará à
disposição em tempo de necessidade, seja na aposentadoria ou morte.
15. Esses diferentes planos proporcionam exatamente para os
membros leigos o que a denominação (IAJA) – introduzido pelo Espírito de
Profecia – tem fornecido por muitos anos para ministros e outros funcionários
da denominação. Esse é um plano, no qual uma percentagem regular da folha de
pagamento de várias organizações de trabalho é acumulada num fundo centralizado
que é para ser desembolsado em pagamentos mensais ao aposentado ou ao
trabalhador incapacitado ou suas viúvas, em situações de dificuldade, para
gastos extras com médico e funeral.
16. Apesar de oficialmente não encorajar nem desencorajar
seus membros quanto a diferentes tipos de seguro, a igreja adventista do sétimo
dia através de votos da Comissão da Conferência Geral em Concílio Anual aprovou
formalmente planos de seguridade social e de benefício para sobreviventes.
17. Na escolha do método empregado para prover “um capital
para usar em caso de emergência” (O Lar Adventista, p. 395), seja qual for o
método, um cuidado especial deve ser tomado em buscar e seguir os conselhos dos
mais experientes em quem se pode confiar para obter uma direção segura.
18. Independente da reserva que o provedor faça em preparo
para o dia de adversidade financeira ou renda reduzida, ele deve guardar-se
cautelosamente contra atitudes que podem leva-lo ao amor ao dinheiro, ou a
colocar sua confiança naquilo que ele criou com suas próprias mãos,
prejudicando assim, uma íntima comunhão com seu Criador e Redentor.
19. O Senhor, através dos conselhos do Espírito de Profecia,
nos deu muitos conselhos e directrizes sobre a nossa responsabilidade
financeira de mordomia, deixando claro nossas obrigações para com Deus, com
nossa família, nossos irmãos da igreja e nosso próximo. Esses conselhos devem
ser cuidadosamente estudados, reestudados e absorvidos, para que acumulemos
tesouro no céu, e não sejamos seduzidos pelos enganos de Satanás.
Recomendado:
1. Advertir todos os crentes, especialmente aqueles que tem
a responsabilidade financeira da família, efetuar uma reserva bem planejada
para situações de emergência que podem afetar eles próprios e suas famílias.
2. Assegurar-se de que os seguros de vida não têm nenhum
conflito com os princípios cristãos como meios legítimos de prover para tempos
de necessidade.
3. Ponderar que as decisões quanto à extensão de como o
seguro será usado para contribuir para o planeamento financeiro da família é
uma questão de consciência pessoal, e que a igreja não deve tomar qualquer
posição oficial nesse aspecto.
4. Aconselhar que o ato de economizar para o futuro não dá
qualquer direto ao exercício da ganância.
5. Recomendar àqueles que planejam assegurar o futuro,
evitarem que motivos egocêntricos venham a ser parte de seu planeamento.
6. Educar os membros da igreja através do ministério da
mordomia referente a sólidos princípios em planeamento financeiro familiar.
7. Não tomar qualquer medida como igreja quanto a
estabelecer ou promover qualquer forma de seguro de vida em comum para os
membros.
Aprovado pelos oficiais da Conferência Geral, 1985.
A Igreja Adventista Ordena Primeiros Pastores Judeus em Israel
Missionários têm estado compartilhado a mensagem
adventista de esperança em Israel desde 1898, mas nenhum deles nativo do país.
Mas em 16 de junho, os primeiros pastores de descendência israelita foram
ordenados para continuarem compartilhando o evangelho numa região bem
volátil.Oleg Elkine e Valentine Novgorodsky agora se unem a quatro outros pastores para ministrarem a cerca de 800 membros da Igreja Adventista em Israel. Conquanto nenhum dos pastores tenha nascido em Israel, qualquer um que seja judeu e cujos pais ou avós são judeus podem obter cidadania israelense automaticamente, bem como os cônjuges, segundo a Lei do Retorno de Israel.
Novgorodsky, originalmente da Ucrânia, disse que se recorda de ter orado 15 anos atrás para ter uma chance de vir ministrar em Israel. "Agora, após oito anos de viver em Israel e com esta ordenação sinto como sendo um sinal de que minhas orações foram respondidas", declarou ele.
Richard Elofer, presidente da Igreja Adventista em Israel, declarou que as ordenações foram "históricas" e um importante passo avante para a Igreja. "Até cerca de 10 anos atrás a liderança da Igreja em Israel era completamente estrangeira", disse Elofer. "Hoje a Igreja tem seus próprios pastores israelenses, o que reduz as barreiras culturais. Parece também que a Igreja obterá maior legitimidade em Israel e certamente o pastor terá maior impacto sobre a população". Elofer também lembrou que dificuldades com visto serão minimizados com pastores israelenses.
Há aproximadamente 800 adventistas em Israel que se reúnem em 15 igrejas, acima dos 300 membros em cinco igrejas de 10 anos atrás. Ambos os pastores recém-ordenados obtiveram seus graus de bacharelado na Universidade Adventista Zaoksky na Rússia e estão agora trabalhando para obter os seus graus de mestrado.
Fonte: Advir News
A Posição da Igreja Adventista Sobre o Racismo
Um dos males mais odiosos dos nossos dias e o racismo, a
crença ou prática que vê ou trata certos grupos étnicos como inferiores e,
portanto, objetos de dominação, discriminação e segregação.
Embora o pecado do racismo seja um fenómeno antiquíssimo
baseado na ignorância, no medo, na alienação e no falso orgulho, algumas das
suas mais hediondas manifestações têm ocorrido em nosso tempo O racismo e os
preconceitos irracionais operam em um circulo vicioso.
O racismo está entre os piores dos arraigados preconceitos
que caracterizam seres humanos pecaminosos. Suas consequências são geralmente
devastadoras, porque o racismo facilmente torna-se permanentemente
institucionalizado e legalizado. Em suas manifestações extremas, ele pode levar
à perseguição sistemática e mesmo ao genocídio.
A Igreja Adventista condena todas as formas de racismo,
inclusive a atuação política do apartheid, com sua segregação forçada e
discriminação legalizada.
Os adventistas querem ser fiéis ao ministério reconciliador
designado à igreja cristã. Como uma comunidade mundial de fé, a Igreja
Adventista deseja testemunhar e exibir em suas próprias fileiras a unidade e o
amor que transcendem as diferenças raciais e sobrepujam a alienação do passado
entre os povos.
As Escrituras ensinam claramente que todas as pessoas foram
criadas à imagem de Deus, que “de um só fez toda a geração dos homens, para
habitar sobre toda a face da Terra” (Atos 17:26). A discriminação racial é uma ofensa
contra seres humanos iguais, que foram criados à imagem de Deus. Em Cristo,
“não há judeu nem grego”(Gál. 3:28). Portanto, o racismo é realmente uma
heresia e em essência uma forma de idolatria, pois limita a paternidade de
Deus, negando a irmandade de toda a espécie humana e exaltando a superioridade
racial de alguém.
A norma para os adventistas está reconhecida na Crença
Fundamental no 13 da Igreja, “Unidade no Corpo de Cristo”, baseada na Bíblia.
Ali é salientado: “Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça,
cultura e nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres,
homens e mulheres, não devem ser motivo de dissensões entre nós. Todos somos
iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns
com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição.”
Qualquer outra abordagem destrói o âmago do evangelho
cristão.
Esta declaração foi liberada por Neal C. Wilson, então
presidente da Associação Geral, após consulta com os 16 vice-presidentes
mundiais da Igreja Adventista, em 27 de junho de 1985, durante a assembleia da
Associação Geral realizada em Nova Orleans, Louisiana.
UMA VISÃO CRIACIONISTA DA EDUCAÇÃO
Ruy Carlos de Camargo Vieira
(Engenheiro Mecânico e Eletricista, Professor Emérito da
Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo,
ex-Conselheiro do Conselho Federal de Educação, e Fundador e Presidente da
Sociedade Criacionista Brasileira)
1. INTRODUÇÃO
A motivação para escrever este artigo foi a palestra
efetuada há treze anos em um Encontro de Professores da Associação Planalto
Central da Igreja Adventista do Sétimo Dia realizado em Brasília, ocasião em
que pude apresentar alguns dados que havia coletado sobre o início da Educação
Adventista nos Estados Unidos da América, cuja divulgação julguei oportuna em
nosso meio. (1)
Esses dados incluíam interessantes observações que haviam
sido apreciadas pela Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia
realizada em 1903, em Oakland, Califórnia, tanto em Relatório sobre a Educação Adventista
(2), apresentado em 7 de abril, pelo Pastor Edward Alexander Sutherland (então
Departamental de Educação da Associação Geral) (3), como também em “Sermão
sobre a Educação Cristã” (4) proferido em 10 de abril pelo Pastor Alonzo T.
Jones (na época Presidente da Associação da Califórnia da Igreja Adventista do
Sétimo Dia).
(5) Dentre tais observações, puderam ser destacados alguns
importantes aspectos ligados à propugnação da Educação Cristã desde os tempos
da pregação de Guilherme Miller, posteriormente trazidos à Igreja Adventista
por Ellen White, “tendo então Deus posto perante o Seu povo as bases de um
sistema de educação cristã”.
Puderam, também, ser destacadas naquelas observações,
algumas preocupações expostas pelo Pastor Sutherland referentes à educação
adventista e ao panorama geral da educação secular nos E.U.A. no início do
século vinte. Naquela época, conforme o Relatório do Pastor Sutherland, havia
cerca de 35.000 crianças e jovens na denominação, dos quais apenas 5.000
estudavam nas escolas denominacionais. Lamentava o Pastor Sutherland que então
cerca de 30.000 crianças e jovens estivessem sendo educados em instituições que
nada tinham a ver com as peculiaridades dos processos e objetivos da educação
visados pela denominação. E trazia ele àconsideração um impressionante dado: o
número dos filhos dos que tinham sido adventistas desde cinquenta anos atrás, e
que haviam deixado a Igreja, era maior do que o número de membros então
existentes ao escrever ele o seu Relatório! Dentro desse quadro, comentou ele a
importância do sistema educacional para a formação e o fortalecimento dos
quadros da Igreja, e terminou o seu Relatório com a advertência de que a
Igreja, então, de posse de tão grande luz sobre a educação cristã, não viesse a
incidir nos mesmos erros cometidos no decorrer do século dezanove pelas denominações
evangélicas nos E.U.A., que passaram a confiar mais na educação secular do que
nos princípios bíblicos que indicam os verdadeiros caminhos que levam à vida
eterna!
Ressaltou, ainda, o Pastor Sutherland em seu Relatório, que
preocupação análoga era manifesta externamente à Igreja, como verificado em
pronunciamento de um dos mais conceituados educadores americanos, Charles
William Eliot, Presidente da Harvard University, que, falando em uma reunião de
professores em New Haven, na Nova Inglaterra, em 17 de outubro de 1902, havia
destacado as necessidades a serem satisfeitas pela educação, em face das
deficiências do processo educacional então vigente. [A hoje famosa Harvard
University (bem como Yale) nada mais eram, no início, do que Escolas Bíblicas
cujo objetivo era formar ministros que levassem o
Evangelho para o mundo. Entretanto, em pouco tempo Yale e
Harvard perderam de vista sua perspectiva cristã e se tornaram escolas
seculares, meramente “clássicas”, despojadas da visão cristã da educação.]
Conforme as próprias palavras do Presidente da Harvard
University, citadas pelo Pastor Sutherland, a ineficácia da educação secular
americana podia ser comprovada pelas seguintes oito grandes frustrações
encontradas então no seio da sociedade americana, e cuja atualidade,
praticamente um século depois, não deixa de ser impressionante tanto no âmbito
dos próprios E. U. A. quanto também em nosso país:
“1. Alcoolismo (hoje abrangendo também o uso e abuso de
entorpecentes);
2. Jogos de azar (hoje incluindo loterias e similares,
patrocinados pelo próprio poder público);
3. Má gestão da coisa pública (hoje incluindo corrupção
generalizada nos órgãos públicos);
4. Crime, violência e insegurança (hoje abrangendo estupros,
seqüestros, e terrorismo);
5. Publicações degradantes (hoje se estendendo a todos os modernos
meios de comunicação);
6. Espetáculos teatrais populares (hoje invadindo os lares
mediante programações imorais da Televisão);
7. Charlatanismo médico (hoje adicionado à propaganda
enganosa de tratamentos miraculosos e medicamentos ineficazes e prejudiciais);
8. Greves trabalhistas (hoje abrangendo a violência de
outros movimentos sociais reivindicatórios).” (6)
E tentando procurar as raízes dessas mazelas sociais, o
Presidente da Harvard destacou como uma das principais causas desse panorama o
fato de que, desde a Guerra Civil Americana (terminada em 1865), a influência das
igrejas havia sensivelmente diminuído nos E. U. A.: “Seu controle sobre a educação diminuiu
distintamente. Algumas denominações parecem ater-se a uma metafísica arcaica e
a um imaginário poético mórbido [isto é, à chamada “alta crítica”].
Outras, aparentemente, tendem a refugiar-se nas cerimónias,
pompa, tradições e observâncias.” (7)
Complementando a visão histórica apresentada pelo Pastor
Sutherland, reforçada pelo Presidente da Harvard University, o Pastor Jones
destacou em seu sermão as legítimas aspirações que o mundo secular apresentava,
e mostrou que somente a educação cristã seria capaz de atendê-las. Após várias
considerações, é surpreendente que ele tenha se concentrado no tema da
necessidade de uma reforma educacional
centrada no criacionismo bíblico, em contraposição à avalanche evolucionista
surgida após 1859 com a publicação de “A Origem das Espécies” e que (segundo ele, e com nossa total concordância)
em grande parte estava sendo a responsável pelos fracassos e frustrações da
educação secular nos Estados Unidos: “Então o que se torna necessário? É
necessário um movimento de reavivamento, de reforma, hoje, como nos dias de
Lutero. E uma reforma baseada nos mesmos princípios defendidos então por Lutero.
Princípios que repudiaram o método secular, com suas raízes na Grécia clássica.
... (e puseram) a Bíblia em seu verdadeiro lugar, como fonte de toda educação.
... (Lutero) concitou o povo a não mandar seus filhos para escolas que não se
baseassem predominantemente na Bíblia. E é esta a mensagem que necessitamos
hoje, a mensagem que os Adventistas do Sétimo Dia têm a obrigação de pregar
hoje ao mundo. A esta pregação sucederá uma reforma. ... A educação será
concebida em termos do criacionismo; a Igreja que ministrará esta educação para
o mundo será uma igreja criacionista, em contraposição ao evolucionismo. ... E
quem poderá proceder desta forma senão o povo que guarda em sua vida o memorial
da criação? Por que Deus nos deu o Sábado? Uma das maiores razões pelas quais
ele nos deu o Sábado é para que fôssemos guardiões da Criação nestes dias em
que o evolucionismo está arrastando o mundo para longe de Deus. ... A Igreja
estabelecerá um sistema educacional que verdadeiramente educará todos os que
por ele passarem ... e a educação por ela provida será verdadeira educação para
hoje e para a eternidade.” (8)
Em face deste quadro, que não deixa de ser bastante atual
tanto nos E. U. A. como em nosso país, apesar de decorrido praticamente um
século, qual deveria ser a nossa mensagem precípua hoje para o mundo? Sem
dúvida é a mensagem criacionista centrada na educação cristã! Daí a motivação
para escrever este artigo sobre “Uma Visão Criacionista da Educação”, com a
esperança de que ele possa também despertar educadores cristãos a perseverar em
sua missão.
2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE EDUCAÇÃO
2.1. BREVES OBSERVAÇÕES ETIMOLÓGICAS E SEMÂNTICAS SOBRE EDUCAÇÃO
Para discernirmos melhor uma visão criacionista da Educação,
certamente convém procurarmos não só a etimologia desse termo, como também
explorarmos alguns aspectos semânticos pertinentes.
Educação provém do Latim, reportando-se à raiz do verbo duco,
ducere, cujo significado básico é conduzir.
Deste verbo procedem dois outros, com significados bastante
próximos – educo, educare, e educo, educere. O primeiro significa nutrir,
amamentar; educar, instruir, ensinar, amestrar. O segundo, criar, nutrir, manter, sustentar. Derivados
destes verbos são educator, a pessoa que cria, educatus, a pessoa criada, e
educatio, a ação de criar.
(9)
Uma peculiaridade da
língua portuguesa é o termo criança, para designar a pessoa que está sendo
criada, o educando por excelência! Em outras línguas criança deriva de raízes
distintas, mais ligadas à acepção de filho, como exemplificado, por exemplo, em
Espanhol niño, em Francês enfant, e em Inglês child.
A educação, semanticamente, é portanto um processo. Nele, o
educando vai sendo conduzido por um determinado caminho para atingir os
objetivos visados. A criança (ou educando) vai sendo nutrida, instruída,
mantida e sustentada – nos aspectos físico e mental.
Ressalta neste processo, evidentemente, a importância que
assume o papel do educador. É dele que, fundamentalmente, depende o processo
educativo. A secularização da educação, hoje generalizada, deve-se precipuamente
a educadores de mente secularizada, e da mesma forma a educação criacionista só
pode se tornar uma realidade mediante a atuação de educadores criacionistas
devidamente capacitados, conscientes da verdadeira natureza da controvérsia
entre as estruturas conceituais criacionista e evolucionista.
2.2. O PROCESSO EDUCATIVO
Dentre os parâmetros que influem na condução do processo
educativo, de maneira geral, situam-se as definições a serem dadas aos fatores
que nela intervêm, como por exemplo:
1. o caminho a ser percorrido,
2. os objetivos a serem visados,
3. a competência do educador para a execução de sua tarefa.
Em função das distintas estruturas conceituais adotadas
aprioristicamente para a definição do processoeducativo, poderemos ter dois
extremos excludentes – a educação cristã, de cunho criacionista, e a educação
secular, de cunho evolucionista.
• Sob o ponto de vista da educação cristã, deve-se seguir o
caminho preconizado para os israelitas ao saírem do Egito, com o objetivo de
prepará-los para serem um povo peculiar, com a missão de levar ao mundo o conhecimento
do verdadeiro Deus.
Em Deuteronómio, capítulo 6, versículos 4 a 7, fica claro o
processo que deveria ser seguido nesse caso – “estas palavras ... tu [os pais]
as inculcarás a teus filhos”.
Dão os dicionaristas para o verbo inculcar o sentido de
“apontar, citar, recomendar, propor, indicar, aconselhar”. É este um caminho no
qual o educador respeita a personalidade do educando em seus aspectos físico,
mental e espiritual!
• Na educação secular, por outro lado, tem sido adoptado um
caminho com fundamento no racionalismo, no agnosticismo, no materialismo e no
ateísmo, que tem imposto conceitos preconcebidos e estabelecido paradigmas axiomáticos
apresentados como verdades incontestes, frontalmente contrárias aos
ensinamentos bíblicos.
É este o caminho que, lamentavelmente, em termos de
sociedade, em seu extremo sabidamente leva ao autoritarismo e ao totalitarismo,
com todas as suas funestas consequências, como tem sido demonstrado pela própria
história. Haja vista o surgimento de “condutores” (seriam educadores?) como,
por exemplo, o Ducce na Itália fascista e o
Führer na Alemanha nazista, com todos os conhecidos desdobramentos a que
os respectivos processos de uma chamada “educação das massas” acabaram levando.
De forma semelhante ao ocorrido nos tempos da intolerância medieval,
lamentavelmente hoje também têm sido impostos por educadores ateístas,
materialistas e evolucionistas, dogmas supostamente científicos, que não toleram
sequer o exame da viabilidade de alternativas que considerem o elemento
sobrenatural, no processo educativo, em manifesto desrespeito à personalidade
do educando em seus aspectos físico, mental e espiritual. Nesse contexto, vale
lembrar que uma das mais notáveis definições do processo educativo é a que se encontra
no livro “Educação”, como sendo “o desenvolvimento harmónico das faculdades
físicas, intelectuais e espirituais” (10)
No contexto secular atual, em que predominam os conceitos de
evolução em todas as áreas do conhecimento humano, talvez pudesse surgir alguma
dúvida quanto ao verdadeiro sentido da palavra desenvolvimento aí utilizada.
De fato, o conceito de evolução como apresentado
modernamente, está intimamente ligado ao conceito de desenvolvimento, e
poder-se-ia ser levado a considerar erroneamente o processo educacional como
integrado a um suposto processo evolutivo que tudo permeasse.
No entanto, o processo de desenvolvimento educacional,
implícito naquela definição apresentada para a educação, corresponde àquilo que
o texto bíblico relata quanto ao que ocorria com o desenvolvimento de Cristo em
sua infância e juventude:
• “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de
sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele” (S.
Lucas 2:40). Eis aí um processo de crescimento, nutrição ou
desenvolvimento, harmónico – fortalecimento físico, sabedoria intelectual, e
graça espiritual.
• Em S. Lucas 2:52 é reiterado o processo educativo pelo
qual passava Jesus: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça diante de
Deus e dos homens”.
Voltando aos citados dois extremos excludentes do processo
educativo, levado ao nível da educação formal, verifica-se que o conflito entre
elas já havia transparecido nos tempos apostólicos, em particular quando o
apóstolo Paulo teve a oportunidade de discutir no Areópago com os filósofos de
duas correntes antagónicas – os epicuristas e
os estóicos. Epicuristas eram adeptos da estrutura
conceitual evolucionista introduzida por Epicuro desde o século quarto a. C.,
enquanto os estóicos, embora não sendo cristãos, eram adeptos da estrutura
conceitual criacionista, mantendo-se fieis às raízes tradicionais da religião
grega. (11)
Conforme o relato bíblico, naqueles tempos apostólicos havia
no mundo três grandes centros educacionais – Corinto, Éfeso e Atenas – nos
quais o cristianismo foi pregado especialmente pelo apóstolo Paulo, tendo então
ficado evidente o confronto entre as concepções distintas da educação pagã
(evolucionista) e cristã (criacionista).
Nova Faculdade de Medicina Adventista no Peru é a quinta da denominação
A Igreja Adventista do Sétimo Dia inaugurou hoje uma
faculdade de Medicina no Peru, sendo a primeira faculdade adventista de
Medicina na região noroeste da América do Sul.
Os líderes da Igreja disseram que a Faculdade de Medicina
Humana da Universidade da União Peruana, em Lima, expande a capacidade da
Igreja para o ministério de saúde no Peru e países de língua espanhola
próximos, uma área com grande demanda por médicos adventistas.
Na cerimónia de inauguração hoje, oficiais da Igreja
elogiaram a visão de líderes locais e expatriados peruanos que retornaram nos
últimos anos para ajudar a estabelecer a instituição.
"Uma faculdade de Medicina sempre foi uma necessidade,
no Peru, e hoje esse sonho tornou-se realidade porque a Universidade da União
Peruana sonhou com isso", declarou na cerimónia desta manhã o Pr. Erton
Kohler, presidente da Divisão Sul-Americana, da denominação adventista.
O reitor fundador, Dr. Carlos Alfonso Balarezo, é um cidadão
peruano que atuou como chefe de cirurgia no Centro Médico Regional do Condado
de Riverside, em Riverside, Califórnia, EUA, e como um professor-associado de
Cirurgia da Escola de Medicina da Universidade Loma Linda, que fica próxima.
Ele também detém o título de Mestre em Cirurgia peruana, uma distinção
atribuída pela Sociedade Cirúrgica Peruana com apenas três pessoas tendo tal
distinção.
Balarezo disse que deixou os Estados Unidos há cinco anos
para integrar a equipe que criou a escola. "É uma tremenda oportunidade
para ajudar a moldar esses alunos", Balarezo disse numa entrevista.
"Como na [Universidade] Loma Linda, queremos dar muita ênfase no cuidado
preventivo. Isso vai nos diferenciar de outras escolas médicas daqui".
O currículo da escola é de sete anos, num programa de
pós-secundário. As aulas realmente começaram no mês passado com 80 alunos. Os
funcionários da escola afirmam que o programa continuará com cerca de 60 alunos
cada ano.
O Peru é mal servido por médicos em comparação com o resto
do mundo. O país tem nove médicos por 10.000 pessoas, segundo a Organização
Mundial de Saúde. A média mundial é de 14.
No campus nesta manhã, a estudante Flor Cari disse: "É
maravilhoso ter agora este programa, que irá nos preparar para servir aqueles
que têm precisado de nós por tanto tempo".
Os líderes da Igreja disseram que a escola tem uma forte
base adventista, no Peru, um país com uma das maiores proporções de membros da
Igreja Adventista. Há mais de 410 mil membros da Igreja no país, que tem uma
população de aproximadamente 17 milhões. Cerca de 60 escolas adventistas
secundárias têm matrícula total de cerca de 10.000 estudantes.
Autoridades disseram que a nova faculdade também atrairá
estudantes de países vizinhos, como Bolívia, Colômbia, Equador e Brasil.
O Dr. Allan Handysides, diretor de Ministérios de Saúde da
Igreja Adventista a nível mundial, disse que espera que a escola prospere em
vista do extenso planeamento por oficiais da instituição ao longo dos cinco
anos anteriores. "Creio que vai ser um grande sucesso, porque foram
extremamente focado em seguir em cada pormenor as recomendações do departamento
de Educação [da Igreja Adventista a nível mundial]", declarou Handysides.
![]() |
| Estudantes de Medicina enfileiram-se à frente do auditório, enquanto uma oração é oferecida por Erton Kohler, presidente da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista. |
A nova escola é a quinta faculdade médica da Igreja
Adventista a nível mundial. A inauguração de hoje ocorre três meses após ter
sido inaugurada a Escola de Medicina S. Benjamin Carson Sr., ligada à
Universidade Babcock, na Nigéria, também administrada pela denominação.
A Igreja Adventista também opera escolas de medicina em
universidades adventistas em Montemorelos, México, Entre Rios, Argentina, sendo
o seu carro-chefe a faculdade em Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos.
Dirigentes educacionais adventistas informam que uma sexta
Faculdade de Medicina está sendo desenvolvida nas Filipinas.
Vários oficiais adventistas têm elogiado os líderes no Peru
por sua colaboração com outras instituições denominacionais para ajudar a
construir a escola ao longo dos últimos cinco anos. Lisa Beardsley-Hardy,
diretora de Educação Adventista, a nível mundial, disse que os administradores
e oficiais da IASD coordenaram esforços com instituições adventistas de saúde e
hospitais da comunidade para estabelecer a capacidade de treinamento da nova
instituição.
"Há um enorme espírito de equipe de apoio à faculdade
de Medicina", comentou Beardsley-Hardy. "Isso significa muito para o
ministério da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Peru".
-- Reportagem adicional de por Angela Brown
Set. 20,
2012 Silver Spring, Maryland, United States
Ansel Oliver/ANN
A LEI LABORAL EM PORTUGAL E O SÁBADO
A notícia recente de que a Troika propôs ao Governo da
Grécia a passagem da semana de trabalho de cinco para seis dias, deduzindo-se
que o domingo passaria a dia obrigatório de descanso, gerou, como é natural,
apreensão entre os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Portugal.
No nosso país, segundo o acordo de concertação social
materializado na lei laboral revista em Agosto último, já é possível aos
empregadores requererem aos seus funcionários que trabalhem alguns Sábados por
ano, sem descanso semanal compensatório, o que contradiz a Lei da Liberdade
Religiosa, que dispõe que as horas de descanso semanal de Sábado sejam
compensadas num dia de folga.
Prevendo esta situação, desde a assinatura do acordo de
concertação social no início deste ano a Igreja Adventista do Sétimo Dia em
Portugal tem vindo a desenvolver contactos junto das autoridades competentes,
no sentido de sensibilizar para as dificuldades que a presente lei laboral
provoca, acrescidas às já de si críticas procura e manutenção de emprego na
situação actual. Essa tentativa tem vindo a ser realizada, para além do apelo à
compreensão para a especificidade do dia de guarda dos adventistas do sétimo
dia, através do recurso aos documentos internacionais sobre direitos humanos e
à legislação comunitária e portuguesa, que protegem o direito a um dia semanal
de descanso por motivos religiosos e ao princípio da não discriminação por
motivos de crença. Por outro lado, não deixamos de manifestar sempre vontade e
disponibilidade para continuar a exercer o nosso trabalho, seja ele qual for,
com os máximos zelo e dedicação, ajudando o país a enfrentar as dificuldades
com que se depara e que nos afectam a todos.
Apesar de o número e o grau de dificuldade de casos de
irmãos que pedem apoio e aconselhamento à UPASD para lidar com este tipo de
questão estarem a aumentar, a maior parte das entidades e instituições,
especialmente as de direito público, têm vindo a ser sensíveis ao encontrar de
soluções que permitam a estes irmãos prosseguir a sua vida profissional ou
académica, sem violar a sua consciência, nomeadamente com o direito à
observância do Sábado como dia de descanso.
Prestada esta informação, gostaríamos de incentivar a Igreja
a unir-se em oração por este assunto, com a 'reverente confiança' com que nos
devemos sempre aproximar de Deus.
Paulo Sérgio Macedo Departamento de Liberdade Religiosa e
Assuntos Públicos UPASD
A Posição da Igreja Adventista Quanto aos Jogos de Azar
O jogo de azar afeta cada vez mais e mais pessoas ao redor
do mundo. A ideia de ganhar às custas dos outros tem se tornado uma maldição
moderna. A sociedade paga o preço pelos crimes associados a ele, pelo amparo à
vítima e pelo colapso familiar, o que diminui a qualidade de vida. Os
adventistas se opõem grandemente a esse tipo de jogo, uma vez que é
incompatível com os princípios cristãos. Não é uma forma apropriada de lazer ou
um meio legítimo de levantamento de fundos.
O jogo de azar viola os princípios cristãos de mordomia.
Deus identifica o trabalho como o meio apropriado para adquirir benefícios
materiais; não o jogo de azar, que nos faz sonhar com o ganho à custa da perda
de outrem.
O jogo de azar tem um grande impacto sobre a sociedade. Os
custos financeiros resultam de crimes cometidos para saldar uma dívida de jogo,
aumento do policiamento e despesas legais, bem como crimes envolvendo drogas e
prostituição.
O jogo de azar não gera renda; antes, toma daqueles que não
têm condições e dá a uma minoria, sendo o maior ganhador, obviamente, o
operador. A ideia de que o jogo pode ter um benefício económico positivo é
ilusão. Além disso, jogar viola o senso de responsabilidade cristã pela
família, os vizinhos, os pobres e a Igreja.
Jogar cria falsas esperanças. O sonho de ganhar muito
dinheiro substitui a verdadeira esperança por um sonho falso de uma possibilidade
estatisticamente improvável de vencer. Os cristãos não devem colocar as suas
esperanças em riquezas. A esperança cristã de um futuro glorioso prometido por
Deus é certa — diferente e oposta ao sonho do jogador. O grande lucro que a
Bíblia nos aponta é “piedade com o contentamento”.2
O jogo é um vício. Isso é claramente incompatível com o modo
de vida cristão. A igreja procura ajudar, não culpar, aqueles que sofrem pelo
vício do jogo ou de outros vícios. Os cristãos reconhecem que são responsáveis
perante Deus pelos seus recursos e estilo de vida.3
A organização da Igreja Adventista não aceita rifas ou
loterias para arrecadar fundos e insta os membros a não participarem em tais
atividades, mesmo que bem intencionadas. Tão pouco vê com bons olhos os jogos
de azar patrocinados pelo Estado. A Igreja Adventista convida todas as
autoridades a prevenir a crescente disponibilidade dos jogos com os seus
efeitos prejudiciais para os indivíduos e a sociedade.
A Igreja Adventista rejeita os jogos de azar e não
solicitará nem aceitará fundos que sejam claramente provenientes deles.
1. I Tess. 4:11; Gén. 3:19; Mat. 19:21; Atos 9:36; II Cor.
9:8e9.
2. I
Tim.6:17;Heb. 11:1;I Tim.6:6.
3. 1 Cor.
6:19 e 20.
Esta declaração foi votada pela Comissão Administrativa da
Associação Geral para divulgação durante a assembleia da Associação Geral
realizada em Toronto, Canadá, de 29 de junho a 9 de julho de 2000.
A Posição da Igreja Adventista quanto à Dependência Química
A Igreja Adventista do Sétimo Dia, organizada oficialmente em 1863, tratou no início de sua história do uso de fumo e bebidas alcoólicas.
A igreja condenou o uso de ambos como destrutivos à vida, à família e à espiritualidade. Adoptou, na prática, uma definição de temperança que enfatizava “total abstinência do que é prejudicial, e uso cuidadoso e judicioso daquilo que é bom”.
A posição da igreja com respeito ao uso do álcool e do fumo não mudou. Em décadas recentes, ela tem promovido ativamente a educação antiálcool e antidrogas dentro da igreja, e, em união com outras agências, tem educado a comunidade mais ampla na prevenção do alcoolismo e dependência de drogas.
A igreja criou um “Programa para Deixar de Fumar” no início da década de 1960 que teve um alcance mundial e tem ajudado dezenas de milhares de Fumantes a se libertarem do vício. Originalmente conhecido como “Plano para Deixar de Fumar em Cinco Dias”, pode ser considerado o mais bem-sucedido de todos os programas antitabágicos.
A criação em laboratórios de centenas de novas drogas e a redescoberta e popularização de antigas substâncias químicas naturais como a maconha e a cocaína agravou um problema outrora simples e apresenta um crescente desafio à igreja e à sociedade. Em uma sociedade que tolera e mesmo promove o uso de drogas, o vício é uma crescente ameaça.
Redobrando seus esforços no campo da prevenção da dependência, a igreja está desenvolvendo novos currículos para suas escolas e programas de apoio para ajudar os jovens a permanecer abstinentes.
A igreja está também procurando ser uma voz influente em chamar a atenção da mídia, das autoridades públicas e dos legisladores para o dano que a sociedade está sofrendo com a contínua promoção e distribuição do álcool e do fumo.
A igreja continua crendo que a instrução de Paulo em I Coríntios 6:19 e 20 é aplicável ainda hoje: “o nosso corpo é o santuário do Espírito Santo”; devemos glorificar a Deus em nosso corpo. Pertencemos a Deus e somos testemunhas de Sua graça. Devemos esforçar-nos para estar na melhor forma, física e mental, a fim de que possamos desfrutar Sua comunhão e glorificar o Seu nome.
Esta declaração foi liberada pelo então presidente da Associação Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os 16 vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista, em 5 de julho de 1990, durante a assembleia da Associação Geral realizada em Indianápolis, Indiana.
Fonte: Declarações da Igreja
Wintley Phipps Leva Esperança a Prisão Eslovena
Wintley Phipps, pastor e cantor adventista do sétimo dia, visitou uma penitenciária em Dob, Eslovénia. Convidado por Lojze Peterle, parlamentar da União Europeia (EU), Phipps cantou para os prisioneiros, familiares, funcionários da prisão e convidados do cenário político e eclesiástico.
Phipps começou o programa com uma versão do “Pai Nosso”, seguido de várias canções evangélicas conhecidas e Negro spirituals, concluindo magistralmente com “Preciosa Graça”. Por meio das mensagens das canções e de pequenas falas entre elas, Wintley verdadeiramente “trouxe esperança a todos nós”, disse Joze Podrzaj, director do presídio, no seu discurso de despedida. Os presos agradeceram Phipps com um aplauso caloroso e o presentearam com o painel de uma colmeia, feito à mão (souvenir tradicional da Eslovénia). “Foi uma visita realmente inspiradora de uma pessoa especial que dedica a sua vida a incentivar os que mais necessitam ser incentivados”, declarou Peterle à AdventPress.
Phipps chegou à Eslovénia com a sua esposa Linda, vindos de Bruxelas onde cantou no Café da Manhã de Oração, evento anual para os membros do parlamento da EU. Durante a sua curta visita, também se encontrou com Robert Friskovec, coordenador do ministério de capelania das prisões da Eslovénia e Zmago Godina, presidente da Associação Eslovena da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
- reportagem da TEDNews, Adventist World.
A Posição da Igreja Adventista Quanto ao Controle de Natalidade
As tecnologias científicas de hoje permitem um maior controlo da fertilidade e da reprodução humana do que no passado. Essas tecnologias tornam possível a relação sexual com uma expectativa muito reduzida de gravidez e de nascimentos.
O casal cristão tem o potencial de controlar a fertilidade, o que tem levado a muitos questionamentos com uma ampla gama de implicações religiosas, médicas, sociais e políticas. As novas técnicas oferecem oportunidades e benefícios, mas também apresentam desafios e desvantagens.
Várias questões morais devem ser consideradas. Os cristãos, que têm a palavra final na sua escolha pessoal quanto a essas questões, devem ser instruídos a fim de que possam tomar decisões sólidas baseadas em princípios bíblicos.
Entre as questões a serem consideradas, está o debate quanto a se é ou não apropriada a intervenção humana no processo biológico natural de reprodução humana. Se qualquer intervenção for apropriada, então devem ser tratadas as questões adicionais quanto ao que, quando e como. Outras preocupações relacionadas incluem:
- A probabilidade do aumento da imoralidade sexual com a disponibilidade e o uso que os métodos contraceptivos podem promover.
- O domínio de um dos sexos quanto aos privilégios e prerrogativas sexuais tanto do homem quanto o da mulher.
- O debate sobre o direito de uma sociedade limitar a liberdade pessoal no interesse da coletividade, e a discussão sobre o apoio económico e educacional para os que estão em desvantagens.
- Aspectos relacionados com o crescimento populacional e o uso dos recursos naturais.
Entendemos que uma declaração com considerações morais sobre o controlo da natalidade deve ser vista dentro de um contexto mais amplo dos ensinamentos bíblicos sobre a sexualidade, o casamento, a paternidade e o valor dos filhos, e que deve haver uma compreensão da inter-relação dessas questões.
Cientes da diversidade de opiniões na igreja, os seguintes princípios bíblicos são estabelecidos para instruir e pautar a tomada de decisões.
1. Mordomia responsável. Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem, homem e mulher, com a faculdade de pensar e de tomar decisões (Isa. 1:18; Jos. 24:15; Deut. 30:15-20). Deus deu aos seres humanos o domínio sobre a Terra (Gén. 1:26 e 28). Esse domínio requer a supervisão e o cuidado da natureza.
A mordomia cristã também requer que se assuma a responsabilidade pela procriação humana. A sexualidade, como um dos aspectos da natureza humana sobre o qual o indivíduo exerce mordomia, deve ser expressa em harmonia com a vontade de Deus (Êxo. 20:14; Gén. 39:9; Lev. 20:10-21; 1 Cor. 6:12-20).
2. Propósito da reprodução. A perpetuação da família humana é um dos propósitos de Deus para a sexualidade humana (Gén. 1:28). Embora, de forma geral, possamos inferir que o casamento destina-se a produzir descendentes, a Escritura nunca apresenta a procriação como uma obrigação do casal a fim de agradar a Deus.
Contudo, a Revelação divina confere um elevado valor aos filhos e expressa a alegria encontrada na paternidade (Mat. 19:14; Sal. 127:3). Ter e educar filhos ajuda os pais a entenderem a Deus e a desenvolverem compaixão, solicitude, humildade e abnegação (Sal. 103:13; Luc. 11:13).
3. Propósito unificador. A sexualidade tem um propósito unificador no casamento, ordenado por Deus, e diferente do propósito reprodutivo (Gén. 2:24). A sexualidade no casamento destina-se a incluir alegria, prazer e deleite (Ecl. 9:9; Prov. 5:18 e 19; Can. 4:16-5:1). E propósito de Deus que os casais mantenham comunhão sexual além da procriação (1 Cor. 7:3-5), uma comunhão que estabeleça laços fortes e que proteja os cônjuges de um relacionamento impróprio com outra pessoa (Prov. 5:15-20; Cant. 8:6 e 7). No propósito de Deus, a intimidade sexual não se destina apenas à concepção. A Escritura não proíbe o casal de desfrutar das delícias da relação conjugal, enquanto tomam medidas contraceptivas.
4. Liberdade de escolha. Na criação — e novamente pela redenção provida por Cristo — Deus deu ao ser humano a liberdade de escolha, e pede que a empreguem com responsabilidade (Gál. 5:1 e 13).
No plano divino, marido e mulher constituem uma unidade familiar única, tendo ambos a liberdade e a responsabilidade de tomarem decisões sobre sua família (Gên. 2:24). Os cônjuges devem levar um ao outro em conta ao tomarem decisões sobre o controle da natalidade, estando dispostos a considerar as necessidades do outro e também as suas próprias (Fil. 2:4).
Para o casal que decide ter filhos, a escolha da procriação deve ter limites. Vários fatores devem nortear sua escolha, incluindo a capacidade de atender as necessidades dos filhos (1 Tim. 5:8); a saúde física, emocional e espiritual da mãe (III João 2; 1 Cor. 6:19; Fil. 2:4; Efés. 5:25); as circunstâncias sociais e políticas nas quais os filhos nascerão (Mat. 24:19); e a qualidade de vida e os recursos globais disponíveis. Somos mordomos da criação de Deus e, portanto, devemos ir além de nossa própria felicidade e desejos e considerar as necessidades dos outros (Fil. 2:4).
5. Métodos contraceptivos apropriados. A decisão moral sobre a escolha do uso dos diferentes métodos contraceptivos deve provir da compreensão de seus prováveis efeitos sobre a saúde física e emocional, a forma pela qual atuam e os gastos financeiros envolvidos. Há uma diversidade de métodos para o controle da natalidade - incluindo métodos de barreira, espermicidas e esterilização - que impedem a concepção e que são moralmente aceitáveis.
Outros métodos contraceptivos (1) podem impedir a união do óvulo com o espermatozóide (fertilização) ou podem impedir a fixação do óvulo já fertilizado (implantação). Devido à incerteza sobre como eles funcionarão em uma determinada situação, podem ser moralmente questionáveis para aqueles que crêem que a proteção da vida humana inicia na fecundação.
Contudo, considerando que a maioria dos óvulos fecundados não chega a se implantar ou se perde após a implantação, mesmo quando os métodos contraceptivos não são usados, os métodos hormonais de controlo de natalidade e os DIUs, que representam um processo similar, podem ser vistos como moralmente aceitos. O aborto, isto é, a interrupção proposital de uma gravidez estabelecida, não é moralmente aceito no que diz respeito ao controle de natalidade.
6. Mau uso do controlo da natalidade. Embora a crescente capacidade de lidar com fertilidade e de se proteger de doenças sexualmente transmissíveis possa ser útil a muitos casais, o controlo da natalidade pode ser mal empregue. Por exemplo, aqueles que se engajam em relações sexuais pré-nupciais ou extraconjugais podem mais prontamente ser indulgentes com tais comportamentos devido à disponibilidade dos métodos contraceptivos.
O uso desses métodos para proteger a relação sexual fora do casamento pode reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis e/ou gravidez. No entanto, o sexo fora do casamento é prejudicial e imoral, tenham ou não, esses riscos sido diminuídos.
7. Uma abordagem redentora. A disponibilidade dos métodos de controlo da natalidade torna a educação sobre a sexualidade e a moralidade ainda mais imperativa. Menos esforço deve ser gasto na condenação e mais na educação e nas abordagens redentoras que buscam permitir a cada indivíduo ser persuadido pelos apelos profundos do Espírito Santo.
(1) Alguns exemplos atuais desses métodos incluem aparelhos intra-uterinos (DIU), pílulas de hormônio (incluindo a pílula do “dia seguinte»), injeções ou implantes. As perguntas sobre esses métodos devem ser encaminhadas a um médico.
Esta declaração foi votada em 29 de setembro de 1999, durante o Concílio Anual da Comissão Executiva da Associação Geral realizado em Silver Spring, Maryland.
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