Letra: Autor Desconhecido. Publicado no hinário francês
Psaumes et Cantiques (Salmos e Cânticos), que, como muitos hinários da época,
não registravam os autores.
Tradução: Alfredo Henrique da Silva (1872-1950), em 1913
Título Original: Desconhecido
Música: Sophia Zuberbühler (1833-1893)
Texto Bíblico: “Mas eu invocarei a Deus, e o Senhor me
salvará. De tarde, de manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei; e ele
ouvirá a minha voz.” (Salmo 55:16 e 17)
Eram 4 horas da manhã na primavera de 1967. Depois de pregar
e comungar com os irmãos num pequeno lugarejo chamado Volta, entre Urucuí e
Ribeirão Gonçalves, no centro-sul do Piauí, o Pr João Alves Feitosa, então
Secretário-Executivo da convenção Batista Piauí-Maranhão, estava na sua rede
pendurada no galpão da casa de palha de um dos membros da congregação. Toda a
família havia se abrigado no único quarto da casa . O Pr Feitosa acordou ao som
de uma música suave, um pouco à distancia. “Bem de manhã, embora o céu sereno
pareça um dia calmo anunciar”, ele ouviu, Que maneira maravilhosa de acordar!
Percebeu que o pequeno grupo de irmãos estava num círculo,
cantando este belo hino.
Embora estivesse muito cansado da sua longa viagem do dia
anterior, num antigo ônibus sobre uma acidentada e empoeirada estrada, cheia de
ondulações, o pastor apressou-se a se reunir a este corajoso grupo que começava
cada dia num culto de louvor ao seu Salvador e Senhor e a orar para que Deus
mandasse chuva àquele lugar. Desde então, o Pr. Feitosa não pode cantar este
hino sem ver na sua mente e coração aquele pequeno grupo, no sul do Piauí,
levantando sua voz nesta comovente oração.
O autor destas singelas palavras é desconhecido. O pastor
Alfredo Henrique da Silva a traduziu, em 1913, do hinário francês Psaumes et
Cantiques (Salmos e Cânticos), que, como muitos hinários da época, não
registravam os autores. Sua versão está em quase todos os hinários evangélicos
do Brasil, demonstrando seu valor.
A linda melodia VEILLE TOUJOURS (Vigie Sempre), escolhida
para este hino, é de Sophia Zuberbühler (1833-1893). Não há outras informações
biográficas disponíveis sobre esta compositora no momento.
Bibliografia: BRAGA, Henriqueta Rosa Fernandes. Música Sacra
Evangélica no Brasil, Rio de janeiro, Livraria Kosmos Editora, 1961. p. 338
Letra: Henry Alford (1870-1871) – publicada no hinário
Psalms and Hymns (Salmos e Hinos), em 1844.
Título
Original: Come, Ye Thankful People
Música: George Job Elvey(1816-1893)- composta em 1858
Texto Bíblico: Vinde, cantemos alegremente ao Senhor,
cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação. Apresentemo-nos diante dele com
ações de graças, e celebremo-lo com salmos de louvor. Porque o Senhor é Deus
grande, e Rei grande acima de todos os deuses. Nas suas mãos estão as
profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. Seu é o mar, pois ele o
fez, e as suas mãos formaram a serra terra seca. Oh, vinde, adoremos e
prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou. (Salmo 95:1-6)
Este hino de colheita apareceu na coleção de Henry Alford,
“Psalms and Hymns” (Salmos e Hinos) em 1844. Foi escrito para o Festival Inglês
de Colheita que corresponde ao Dia de Graças Americano, embora seja uma festa
de data móvel que ocorre em diferentes dias nas várias vilas e cidades. Não há
hino melhor para o tempo de colheita anual do que este.
Henry Alford foi um homem talentoso – Teólogo, erudito,
poeta, escritor, artista e músico. Era filho de um homem do clero, tornou-se
ministro também, e eventualmente tornou-se Reitor de Canterburry em 1857. Foi
membro da comissão de Revisão do Novo Testamento, e entre os 50 livros que
escreveu provavelmente o mais útil foi o seu “Testamento Grego”, em quatro
volumes. Foi um devoto e um homem de Deus através da sua vida, cumprindo o voto
que escreveu na sua Bíblia no seu décimo aniversário: “Neste dia, na presença
de Deus e de minha própria consciência, renovo meu pacto com Deus e solenemente
me determino a tornar-me Seu e fazer o Seu trabalho tanto quanto me seja
possível”.
“St. George’s Windsor” foi composto por George J. Elvey e
tem sido associado a este hino desde a sua edição original em “Hinos Antigos e
Modernos” em 1861. A melodia foi publicada primeiramente em “A Selection of
Psalms and Hymns”, (Uma Seleção de Salmos e Hinos) de Thorne em 1858 com outras
palavras. Foi assim nomeado em honra à Capela de “St. George’s Windsor” onde
muitos organistas famosos serviram, e muita música gloriosa foi ouvida.
Sir George J. Elvey foi um organista e compositor inglês,
educado em Oxford, onde recebeu o grau de Doutor em Música, e foi condecorado
em 1871, após escrever uma marcha de Festival para o casamento da Princesa
Louise. Escreveu muitos trabalhos para a Igreja. Suas melodias para hinos
demonstram equilíbrio de melodia e eficiente harmonia.
O corpo pastoral português está mais rico com a consagração de oito novos ministros do culto. Os pastores Augusto Fernandes, Dário Santos, Luís Paulo Fonseca, Rúben Martins, Samuel Aires, Sidónio Lança, Teófilo Lopes e Vitor Pancha foram este Sábado consagrados pela UPASD.
“Só consigo comparar o dia de hoje com o dia do meu casamento”, confidencia-nos à chegada o Pr. Rúben Martins. Juntamente com o Pr. Teófilo Lopes, também ele consagrado hoje, um dos dois pastores filhos de pastores dos oito consagrados na Igreja de Lisboa central. O pai, Pr. Daniel Martins, não usa a palavra orgulho para descrever o que sente pelo seu filho num momento como este. Prefere antes dizer que sente “uma alegria imensa pelo percurso espiritual” do filho.
Às 16h00 em ponto, no dia dedicado ao Jejum e Oração, a Igreja estava cheia. Mais de que a consagração destes “novos” oito pastores, é um dia de celebração e agradecimento a Deus. Um a um vão sendo apresentados pelos “padrinhos”. O Pr. José Eduardo Teixeira, ex-presidente da UPASD, traçou o percurso profissional e familiar do Pr. Augusto Fernandes e do Pr. Luís Paulo Vasconcelos. Por seu lado o Pr. Dário Santos foi apresentado pelo seu tio, Pr. Júlio Carlos Santos, que recordou que no dia da apresentação do Dário na Igreja, há mais de três décadas, o pastor responsável pela cerimónia, na altura, vaticinou que aquele bebé ainda viria a ser pastor. Acertou. Os pastores Rúben Martins e Teófilo Lopes foram apresentados pelos pais, os pastores Daniel Martins e Amílcar Lopes. O Pr. Graça traçou o perfil profissional peculiar do Pr. Sidónio Lança e o Pr. Jorge Machado mostrou o reconhecimento que sentia por ter sido escolhido para apresentar o Pr. Vitor Pancha. Finalmente o Pr. Samuel Aires foi apresentado por um amigo de décadas, o Pr. Jorge Duarte.
Os níveis de espiritualidade sentidos na sala foram aumentando, à medida que se aproximava o ponto alto da cerimónia, o momento da imposição de mãos. Um a um, todos os pastores presentes na sala se ajoelharam no púlpito da Igreja e impuseram as mãos sobre os oito pastores recém consagrados. A oração de ordenação foi do presidente da UPASD, Pr. António Rodrigues.
Esta cerimónia de ordenação ao ministério pastoral, ficou ainda marcada por um momento de ação de graças aos pastores eméritos e pelo reconhecimento a estes homens por terem dedicado a vida à obra de Deus.
Texto Bíblico: Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã. Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o bem desta terra; mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; pois a boca do Senhor o disse. (Isaías 1:18-20)
O autor deste comovente convite, João Diener, nasceu em 24 de setembro de 1889, próximo a Moscou na Rússia. Sua família era evangélica, de origem letã. Chegou ao Brasil em agosto de 1897, instalando-se no Estado de São Paulo, onde trabalhou como operário numa fábrica de tecelagem.
Este, seu hino mais célebre, foi escrito em 1911, de uma forma inesperada. Henriqueta Rosa Fernandes Braga conta que João Diener estava trabalhando na tecelagem e pensava na mensagem proferida pelo missionário pioneiro batista. A. B. Deter no dia anterior. Seu trabalho tornou-se mecânico, enquanto aflorava em sua mente uma melodia nunca ouvida antes, mas muito clara. Repetiu a melodia várias vezes e, em sua casa, trabalhou a letra que surgira na fábrica. Durante um período de desemprego, Diener foi amparado pelo missionário Deter e sua família e continuava a morar com eles. Ele pediu a Edith, filha de 13 anos do missionário, que lhe auxiliasse ao piano, e na partitura, enquanto ele compunha “voz por voz” a harmonia desta linda melodia. João Diener cantou-a pela primeira vez na Igreja Batista do Alto da Serra, em São Paulo, num culto em que pregou o missionário William Buck Bagby.
O Pr. Francisco Cid, missionário da Junta de Missões Mundiais (da Convenção Batista Brasileira) na Argentina, escreve em O Jornal Batista uma história comovente da influência mais dramática deste hino:
Certo domingo à tarde, vagueava um homem nas ruas da cidade de São Paulo. Depois de haver bebido durante o dia, se recostou para dormir num dos bancos da Praça Princesa Isabel, a mesma onde fica a primeira Igreja Batista. Passadas algumas horas, ele despertou. Já era noite. De longe lhe vinha aos ouvidos o cântico de um hino! E era seu hino!
Lá na Igreja, o pastor havia terminado a pregação e anunciou o hino final do culto. O hino era A Última Hora. Este homem, separado da família e longe de Deus, ainda trôpego e um tanto ébrio, se levantou daquele lugar frio e de abandono e marchou em direção ao templo. Quando entrou, o Pr. Tertuliano Cerqueira se aproximava da porta, e daquele homem desalinhado e com forte cheiro de bebida alcoólica o cumprimentou e disse: “…Que mensagem de Deus tem este hino! “
O pastor lhe respondeu: “Eu sei que o compositor foi alguém inspirado por Deus. ” Diener lhe disse, então: “Eu escrevi esse hino! “
Em seguida, mostrou ao pastor a sua identificação. Depois, o pr. Tertuliano levou Diener à sua casa, ouviu sua comovedora história e a manifestação daquele coração, que naquela noite havia se arrependido.
João Diener reconstruiu o seu lar, que estava desfeito, reconciliando-se com sua mulher. Voltou a cantar o seu hino, tornou-se outra vez regente do coro da igreja, e foi fiel ao Senhor até a sua partida, no ano 1963.
Bibliografia: Cid, Francisco. A Última Hora, O Jornal Batista, Rio de janeiro, ANO XC, junho de 1990
Tavares, RS... Desde o dia 28 de abril os 10 mandamentos bíblicos estão visíveis a todos os moradores da cidade de Tavares, no Rio Grande do Sul. O monumento com o decálogo foi inaugurado na principal praça da cidade com a presença da comunidade adventista local e de autoridades públicas, como o presidente da Câmara Municipal e alguns vereadores.
De acordo com o líder da Igreja Adventista na região, pastor Cláudio Rocha, a placa desperta a curiosidade dos moradores que circulam diariamente pelo local. “As pessoas passam olhando e perguntam do que se trata. Dessa forma elas estão sendo despertadas para conhecerem melhor as crenças da Igreja Adventista”, esclarece o pastor.
Além de Tavares, as cidades de Viamão, Taquara e Rio Grande também possuem o mesmo monumento na praça central de cada município.
Uma das maiores provas de fé que os estudantes adventistas enfrentam diariamente é o choque cultural com o ambiente secularizado das universidades. É a pensar neste desafio diário que a AUA procura reunir, de três em três anos, os universitários adventistas em congresso.
Este ano, entre 19 e 21 de Abril, a cidade e a Igreja Adventista de Aveiro acolheram mais de 200 jovens que, para além de participarem no congresso para estabelecerem laços e fortalecerem a fé, também vieram para ouvir o Prof. Rodrigo Silva apresentar as descobertas
arqueológicas que comprovam a veracidade histórica da Bíblia.
O Prof. Rodrigo Silva, de origem brasileira, é doutorado em teologia bíblica e pós-doutorado em arqueologia bíblica. Autor de diversos livros sobre arqueologia, é ainda conferencista, professor universitário e apresentador na TV Novo Tempo e no Canal Discovery.
Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 035
Letra: Thomas Obediah Chisholm (1866-1960)
Título
Original: Great is Thy Faithfunlness
Música: William Marion Runyan (1870-1957)
Texto Bíblico: A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas
misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
(Lamentações 3:22 e 23)
O poema deste hino foi escrito em 1923 por Thomas Obediah
Chisholm. Chrisholm nasceu em 29 de julho de 1866, na cidade de Franklin,
Kentucky, EUA. Teve sua educação básica em uma pequena escola rural, e
tornou-se professor desta escola aos 16 anos. Quando tinha 21 anos, tornou-se
editor associado de um jornal semanal, o The Franklin Favorite.
Em 1893 tornou-se cristão, sob o ministério do Dr. Henry
Clay Morrison (futuro presidente do Colégio Asbury, em Wilmore, Kentucky).
Persuadido pelo Dr. Morrison, Chrisholm mudou-se para Louisville e tornou-se
editor do Penecost Herald. Foi ordenado como ministro metodista em 1903 e
serviu como pastor por pouco tempo em Scottsville, Kentucky.
Com a saúde debilitada, mudou-se com sua família para uma
fazenda, perto de Winona Lake, Indiana. Tornou-se então um vendedor de seguros,
mudando-se para Vineland, Nova Jersey, em 1916.
Em 1953 instalou-se no Lar Metodista para Idosos em Ocean
Grove, Nova Jersey, onde morreu em 29 de fevereiro de 1960.
Chrisholm escreveu mais de 1.200 poemas, dos quais 800 foram
publicados e muitos foram musicados.
De acordo com Chrisholm, não houve uma circunstância
especial que o levou a escrever este hino – somente a sua experiência e a
verdade bíblica. Este hino apareceu pela primeira vez na colectânea Songs of
Salvation and Service (Cânticos de Salvação e Serviço), compilada por William
M. Runyan, em 1923. Runyan escreveu a música especialmente para este poema. Em
1956 no Baptist Hymnal (Hinário Batista), foi publicado o seguinte comentário:
“Este poema em particular possuía tal apelo, que orei muito
fervorosamente, para que a minha melodia pudesse conduzir a sua mensagem de uma
maneira apropriada e digna, e a história subsequente de seu uso indica que Deus
respondeu a esta oração.”
Fonte: http://cyberhymnal.org
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O homem lia com cuidado as várias poesias que tinha diante
de si. Elas lhe foram enviadas por um amigo, para que ele, sentindo a devida
inspiração, escrevesse músicas para acompanhá-las.
Uma das poesias logo chamou a sua atenção. “Esta poesia
tinha tal apelo, que orei com todo o fervor
A cena descrita transcorreu em 1923. O compositor era o Rev.
William Marion Runyan, metodista norte-americano. Sem dúvida, hoje podemos
dizer: a música do compositor faz exatamente o que ele tão ardentemente
desejou. .
Runyan nasceu no dia 21 de Janeiro de 1870, em Marin, Estado
de Nova York. Tinha grande inclinação para a música. Iniciou os seus estudos de
música quando tinha 5 anos, e aos 12 já servia como organista da igreja. Quando
tinha 14 anos seu pai, que era pastor metodista, mudou-se, com a família para o
Estado de Kansas.
Apesar do seu grande talento musical, Deus tinha outros
planos para Ruhyan. Aos 21 anos de idade, foi consagrado ao ministério
pastoral. Serviu como pastor e evangelista entre os metodistas por 32 anos.
Por causa de um problema de surdez, Runyan deixou o
pastorado em 1923, para assumir responsabilidades na Universidade John Brown,
trabalhando também como redator da revista Cristian Workers’ Magazine (Revista
do Obreiro Cristão) e como compilador de hinários.
De 1931 a 1944, ele serviu no Instituto Bíblico Moody, em
Chicago. Foi nesse Instituto que o hino Tu És Fiel, Senhor, tornou-se muito
conhecido, tornando-se um dos prediletos dos alunos daquela instituição. Quando
o Dr. Houghton, presidente da mesma, faleceu, o hino foi entoado por todos os
presentes ao culto fúnebre.
Em 1923, quando Thomas Chisholm enviou aquelas poesias a
William Runyan, este, compositor de quase 300 hinos, já havia feito umas 20 ou
25 músicas para acompanhar poesias de Chisholm, seu colega e grande amigo.
Thomas Obediah Chisholm nasceu no Estado de Kentucky, no dia
29 de julho de 1966. Nasceu em circunstancias humildes e teve de instruir-se
por si mesmo. Apesar de só completar o curso primário por esforço próprio, mais
tarde se tornou professor. Com 21 anos já era redator auxiliar do jornal local.
Com 27 anos, Chisholm se converteu durante uma série de
conferências evangelísticas. Mais tarde, foi consagrado ao ministério pela
igreja Metodista, mas o seu estado de saúde bastante precário proibiu que
desenvolvesse muitas atividades. Por esta razão, ele deixou o pastorado.
Chisholm escreveu em total de aproximadamente 1.200 poesias.
Faleceu no Lar Metodista de Ocean Grove, Estado de Nova Jersey, em 29 de
fevereiro de 1960.
O hino Tu És Fiel, Senhor foi publicado pela primeira vez em
1923, num hinário intitulado Songs of Salvation(Cânticos de Salvação) da
autoria de Runyan.
O nome da melodia, dado pela família de Runyan, é
FAITHFULNESS (Fidelidade).
Um Testemunho
O Pr. Arthur Francis White, pastor batista aposentado de 88
anos de vida estava acamado no hospital. Sofrera uma queda muito brutal, que
lhe fizera muito mal. Duas das suas quatro filhas revezavam-se ao seu lado.
Anne, sua querida esposa de 58 anos, estava doente em casa, sem condições de
estar com ele. (Havia de segui-lo para espera da volta de Jesus 4 meses mais
tarde) .
Numa hora quando sua filha Hellen White Brock estava ao seu
lado, o Pr Arthur pediu: “Helen, cante comigo, Tu és Fiel, Senhor”. O Pr. Arthur
possuía uma linda e possante voz de tenor. Uma de suas maiores alegrias era
cantar o louvor de Cristo, a quem ele conhecera e amara desde menino, e servia
fielmente há longos anos.
Helen nunca foi solista, mas cantava um contralto muito
afinado no coro, e, quando necessário, regia o coro com eficiência, embora
fosse mais uma instrumentista. Naquele momento, entretanto, começou o hino que
ambos amavam e conheciam de cor. O pastor, com voz fraca, uniu-se a ela. Em
alguns minutos, com a voz falhando, o Pr. Arthur pediu: “Continue, Helen, não
posso, mais”. E assim Helen continuou a cantar este grande hino, enquanto seu
pai, olhos fechados, apreciava. De repente, Helen notou que seu pai, um sorriso
ainda nos lábios, parecia ter dormido. Percebeu que ele não estava mais ali.
Partira para estar guardado em Cristo Jesus, esperando o dia da volta Daquele a
quem ele amara e servira toda sua vida.
Este hino continuou a ser o hino da família de Helen e Ursus
Brock e de suas filhas, Margaret, Edith e Mary. Foi escolhido por Ursus para
fazer parte do seu próprio culto memorial, muitos anos mais tarde. Tem sido o
testemunho de Edith e Dewey Mulholland por mais de 40 anos de serviço
missionário no Brasil, 23 no Piauí e o restante no Distrito Federal:
verdadeiramente Deus é Fiel!
Bibliografia: Rosa, Joaquim de Paula, Apresentação, Hinário
Para o Culto Cristão, JUERP, 1990, p, VII.
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Dos hinos cristãos escritos nos anos mais recentes, um, em
particular, sobressai como a luz de um farol, devido à sua mensagem, vinda do
Pai celestial que continuamente sustenta e cuida dos Seus filhos.
Este hino,”Tu és fiel”, foi escrito por um pregador que
depois se tornou repórter de um jornal, Thomas O. Chisholm, de Vineland, Nova
Jersey; e a música foi composta por William M. Runyan.
Muitos hinos têm sido escritos motivados por alguma
experiência particular, porém, observando a vida do sr. Chisholm, chegamos à
conclusão de que este hino foi o resultado de uma experiência do “dia a dia” da
fidelidade de Deus para com Ele.
A história começou em 1941. Dois homens estavam revendo a
lista de membros dos Gideões, quando viram, de repente, um nome que lhes era
familiar. Descobriram que era o nome do sr. Thomas O. Chisholm e com a seguinte
anotação ao lado: “Cancelado por falta de pagamento”.
Eles se lembraram de que o sr. Chisholm era o autor de um
hino que muito impressionou o missionário John Stam, que fora martirizado. Este
mesmo hino fora o tema da vida de Stam durante os seus estudos no Instituto
Bíblico Moody, quando se preparava para o serviço missionário e que,
finalmente, levou-o a entregar a sua vida, juntamente com a da sua querida
esposa, a fim de que outros pudessem ter vida …
Os dois homens ficaram sensibilizados com o achado. Pensaram
que eles mesmos é que deviam pagar a dívida ao sr. Chisholm.
Ao mesmo tempo que o Senhor estava tocando também no coração
de um homem de negócios, na cidade de Nova Iorque, o qual não podia dormir
porque passava-lhe pela mente o pensamento de que o sr. Chisholm, a quem ele
não conhecia pessoalmente, mas apenas através dos hinos sacros que escreveu,
estava em grande aperto financeiro. Mas, como poderia fazer chegar a ele
qualquer importância em dinheiro? Não sabia onde ele morava!
“Estou certo de que o procurador Jacob Stam sabe do seu
endereço”, pensou ele. “Pedirei a ele para levar este dinheiro ao st.
Chisholm”.
Assim fez, mas a história não termina aqui. Pela primeira
vez em sua vida a família Chisholm estava enfrentando uma necessidade
desesperada que, do ponto de vista humano, jamais poderia ser solucionada.
Naquela noite, quase como simples crianças, eles levaram
aquele problema à presença do Pai celestial, não sabendo, contudo, que o Senhor
já havia respondido. Na manhã seguinte o correio trouxe ao casal Chisholm uma
única carta – era do sr. Jacob Stam – e dentro se encontrava a importância de
que necessitavam, enviada pelo homem de negócios de Nova Iorque, que jamais
conheceram!
Alguém poderia dizer que foi uma coincidência; mas devemos
dizer como disse o sr. Chisholm: “Foi a fidelidade de Deus! ” Pois, numa carta
escrita em 1949, ele disse: “Estou próximo dos meus oitenta e três anos de
idade, mas a força do alto tem sido sempre suprida, juntamente com o
cumprimento da Sua promessa: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá
todas as vossas necessidades ( Filipenses 4.19).
Não somente o suprimento das necessidades, mas as ocasiões
desse suprimento, têm assinalado os marcos do Seu cuidado providencial, cada
dia, cada momento”.
Letra: William Panton Mackay (1837-1885) – composta em 1863
Título Original: Revive Us Again
Música: John Jenkins Husband(1760-1825) – composta em 1815. Nome da melodia: Revive Us Again
Texto Bíblico: Louvai ao Senhor. Louvai, servos do Senhor, louvai o nome do Senhor. Bendito seja o nome do Senhor, desde agora e para sempre. (Salmo 113:1 e 2)
O Pastor escocês, Dr. William Panton Mackay, escreveu este hino em 1863 e o revisou em 1867. Baseou-se em dois textos: no Salmo 85.6 – “Não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se regozije em ti?” e na oração de Habacuque: “Aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos” (Habacuque 3.2). A última estrofe que diz “Ó vem nos encher de celeste fervor…” expressa a
Penso que não há duvida de que estamos vivendo no “final do tempo do fim”. Quando olhamos atentamente para a profecia bíblica e a comparamos com os dias em que vivemos, concluímos facilmente (à luz de Mateus 24) que Jesus está muito perto de cumprir a promessa do Seu segundo retorno. Sendo assim, devemos compreender que o momento é muito delicado e precisamos nos prevenir contra os enganos.
Jesus afirmou em certa ocasião que nos últimos dias, ou seja, nos dias de hoje, sinais e maravilhas serão operados com tanta subtileza que “se possível, enganarão os próprios eleitos do Senhor” (Mateus 24:24). O Comentário Bíblico Adventista também declara: “Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão mesclada com a verdade, que somente os que
Para as pessoas cujas vidas são guiadas pela Bíblia, a
realidade da morte é reconhecida como parte da condição humana atual, afetada
pelo pecado (Génesis 2:17, Romanos 5, Hebreus 9:27). Há "um tempo de
nascer, e tempo de morrer" (Eclesiastes 3:2). Embora a vida eterna seja um
dom que é concedido a todos os que aceitam a salvação por meio de Jesus Cristo,
os fiéis cristãos adventistas aguardam a segunda vinda de Jesus para a
realização completa da imortalidade (João 3:36, Romanos 6:23, 1 Coríntios 15:51-54).
Enquanto espera a 2ª volta de Jesus, os cristãos adventistas podem ser chamados
a cuidar dos moribundos e de enfrentar pessoalmente a sua própria morte.
A dor e o sofrimento afligem cada vida humana. Traumas
físicos, mentais e emocionais são universais. No entanto, o sofrimento humano
não tem valor expiatório ou meritório. A Bíblia ensina que nenhuma quantidade
ou intensidade do sofrimento humano pode expiar o pecado. O sofrimento de Jesus
Cristo é suficiente. A Escritura exorta os crentes a não desesperar nas aflições,
instando-os a aprender a obediência (Hebreus 5:7-8), a paciência (Tiago 1:2-4),
e resistência nas tribulações (Romanos 5:3). A Bíblia também atesta o poder
para enfrentar todas as contrariedades na confiança em Jesus Cristo (João
16:33) e ensina que o ministério do sofrimento humano é um importante dever
cristão (Mateus 25:34-40). Este foi o exemplo e o ensinamento de Jesus (Mateus
9:35, Lucas 10:34-36), e esta é a Sua vontade para nós (Lucas 10:37). O crente
adventista é convidado a olhar por antecipação para um novo dia em que Deus vai
acabar com o sofrimento para sempre (Apocalipse 21:4).
A evolução da medicina moderna contribuíram para a
complexidade das decisões sobre os cuidados a ter face à morte. Em tempos
passados, pouco poderia ser feito para prolongar a vida humana. Mas o poder da
medicina de hoje para evitar a morte gerou difíceis questões morais e éticas. O
que leva a algumas restrições e cuidados à fé cristã sobre o uso de tal poder?
Quando se deve adiar o momento da morte e dar lugar ao objetivo de aliviar a
dor no final da vida? Quem pode apropriadamente tomar estas decisões? Quais os
limites, se houver, deve o amor cristão dar lugar a ações destinadas a acabar
com o sofrimento humano?
Tornou-se comum discutir tais questões, sob o título de
eutanásia. Muita confusão existe com relação a esta expressão. O significado
original e literal do termo era "a boa morte". Agora, o termo é usado
Automáticas ou semi-automáticas de estilo militar armas
estão a tornanr-se cada vez mais disponíveis a civis. Nalgumas áreas do mundo,
é relativamente fácil adquirir tais armas. Elas mostram-se não só na rua, mas
nas mãos de jovens na escola. Muitos crimes são cometidos através do uso destes
tipos de armas. Elas são feitas para matar pessoas. Eles não têm uso legítimo
de lazer.
Os ensinamentos e o exemplo de Cristo constituem a guia para
o cristão de hoje. Cristo veio ao mundo para salvar vidas, não para destruí-las
(Lucas 9:56). Quando Pedro sacou a sua arma Jesus disse-lhe: "Mete a tua
espada no seu lugar ... Todos os que tomarem a espada à espada morrerão"
(Mateus 26:52). Jesus não se envolveu com nenhum tipo de violência.
O argumento apresentado por alguns de que a proibição de
armas de assalto limita os direitos das pessoas e que as armas não cometem
crimes, mas sim as pessoas. Embora seja verdade que a violência e as tendências
criminais de usar armas de fogo, também é verdade que a disponibilidade de armas
leva à violência. A oportunidade para os civis de adquirir por compra armas de
assalto entre estas, automáticas ou semi-automática só aumenta o número de
mortes resultantes de crimes humanos. A posse de armas por civis nos Estados
Unidos aumentou 300% nos últimos quatro anos. Durante o mesmo período, houve um
aumento vertiginoso de ataques armados resultantes em mortes.
Na maior parte do mundo tais armas não podem ser adquiridas
por qualquer meio legal. A Igreja vê com alarme a relativa facilidade com que
podem ser adquiridas em algumas áreas. A sua disponibilidade só pode abrir a
possibilidade de novas tragédias.
A busca da paz e da preservação da vida devem ser os
objetivos dos cristãos. O mal não pode ser combatido com o mal, mas deve ser
superado com o bem. Os Adventistas do sétimo dia, como outras pessoas de boa
vontade, desejam cooperar na utilização de todos os meios legítimos de reduzir
e eliminar, se possível, as causas do crime. Além disso, com a segurança
pública e o valor da vida humana em mente, a venda de armas de assalto com
qualquer tipo de armas deve ser rigorosamente controlado. Isso reduziria o uso
de armas por pessoas com distúrbios mentais e criminosos, especialmente aqueles
envolvidos em atividades de drogas e gangues.
*****
Esta declaração pública foi lançada pela presidência da
Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os 16 vice-presidentes
mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em 5 de julho de 1990, na sessão
da Conferência Geral em Indianapolis, Indiana.
As tecnologias científicas de hoje permitem um maior controlo
da fertilidade humana e na reprodução do que era anteriormente possível. Essas
tecnologias tornam possível a relação sexual com a expectativa de gravidez e
parto bastante reduzido. Casais cristãos têm um potencial de controlo da
fertilidade, que gera questões com amplas implicações religiosas, médicas,
sociais e políticas. Oportunidades e vantagens de gerir os novos recursos,
assim como desafios e desvantagens. Uma série de questões morais devem ser
consideradas. Os cristãos que, em última análise devem fazer as suas próprias
escolhas pessoais sobre estas questões devem ser informados, a fim de tomar
decisões baseadas em princípios bíblicos.
Entre as questões a serem consideradas há a questão da
adequação da intervenção humana nos processos naturais biológicos da reprodução
humana. Se qualquer intervenção for apropriada, surge em norma as seguintes
questões, quando e como devem ser tratadas. Outras preocupações relacionadas
incluem:
• Probabilidade de imoralidade sexual no uso de métodos de controlo
de natalidade;
• Questões de género relacionadas à dominância dos
privilégios e prerrogativas sexuais de homens e mulheres;
• Questões sociais, incluindo o direito de uma sociedade invadir
a liberdade pessoal no interesse da sociedade em geral e da carga de apoio económico
e educacional para os mais desfavorecidos, e
• Questões de manejo relacionados ao crescimento da
população e do uso dos recursos naturais.
Uma declaração de considerações morais sobre o controlo de
natalidade deve ser definido no contexto mais amplo dos ensinamentos bíblicos
sobre casamento, sexualidade, paternidade, e o valor das crianças - e uma
compreensão da inter-relação entre essas questões. Com a consciência da
diversidade de opiniões dentro da Igreja, os seguintes princípios baseados na
Bíblia são os estabelecidos para educar e orientar na tomada de decisões.
1. Uma administração
responsável. Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem, masculino e
feminino, com capacidade de pensar e de tomar decisões (Is 1:18; Josué 24:15, Deut
30:15-20). Deus deu aos seres humanos o domínio sobre a terra (Gén 1:26, 28).
Esse domínio requer supervisão e cuidados com a natureza. A mordomia cristã
também requer assumir a responsabilidade para a procriação humana. A
sexualidade, como um dos aspectos da natureza humana sobre o qual o indivíduo
tem mordomia, deve ser expressa em harmonia com a vontade de Deus (Êxodo 20:14;
Gén 39:9;
Lev 20:10-21, 1 Coríntios 6:12-20).
2. Finalidade
procriativa. A perpetuação da família humana é um dos propósitos de Deus
para a sexualidade humana (Gén 1:28). Embora se possa inferir que os casamentos
são geralmente destinados a produzir descendentes, a Escritura nunca apresenta
a procriação como uma obrigação de todos os casais, a fim de agradar a Deus. No
entanto, a revelação divina coloca um alto valor nas crianças e expressa a
alegria encontrada na paternidade (Mat. 19:14, Sal 127:3). Os filhos devem ser portadores
do sentido da criação e ajudar os pais a entenderem Deus, desenvolverem a compaixão, carinho, humildade
e altruísmo
(Sl 103:13, Lucas 11:13).
3. Propósito
unificador. Sexualidade serve a um propósito unificador no casamento, que é
ordenada por Deus e distingue-se da finalidade procriativa (Gn 2:24). A sexualidade
no casamento destina-se a incluir alegria, prazer e deleite (Eclesiastes 9:9;
Prov 05:18, 19). Deus quer que os casais desfrutem da comunhão sexual além da
procriação (1 Coríntios 7:3-5), uma comunhão que forja laços fortes e
Nos últimos 50 anos, a Bíblia ocupa o primeiro lugar entre os livros mais vendidos do mundo. Wycliffe Global Alliance revelou que pelo menos 3,9 bilhões de pessoas têm uma Bíblia disponível em sua língua nativa. Mas você sabe como ela é produzida? Existe uma Sociedade Bíblica presente em vários países, formada por pessoas de diversas denominações cristãs. Tudo para garantir a veracidade das traduções dos originais. E o mais interessante é a transformação que a Palavra de Deus pode causar na vida das pessoas. Basta conhecer o conteúdo da Bíblia através de um estudo sistemático e aplicar as orientações nela contidas que sua vida nunca mais será a mesma.
Os Adventistas do sétimo dia afirmam a dignidade e o valor
de cada ser humano e denunciam todas as formas de abuso físico, sexual,
emocional e violência familiar.
Nós reconhecemos a extensão global do problema e os sérios
efeitos a longo prazo sobre a vida de todos os envolvidos. Acreditamos que os
cristãos devem responder à violência e abuso na família, tanto dentro da igreja
como na comunidade. Levamos a sério os relatos de abuso e violência, achamos
que são suficientemente pertinentes para serem apresentados e debatidos na
presente assembleia internacional. Acreditamos que, ficar indiferente e
insensíveis é tolerar, perpetuar e potencialmente estender tal comportamento.
Nós aceitamos as nossa responsabilidade de cooperar com
outros serviços profissionais, para ouvir e atender os que sofrem abuso e
violência familiar, para destacar as injustiças, e para falar em defesa das
vítimas. Nós vamos ajudar pessoas em necessidade de identificar e acessar o
leque de serviços disponíveis em termos profissionais.
Quando se alteram atitudes e comportamentos abra-se a
possibilidade de perdão e um novo começo, vamos fornecer um ministério de
reconciliação. Vamos ajudar as famílias em luto por causa de relacionamentos
que não podem ser restaurados. Vamos abordar as questões espirituais que
afligem as pessoas maltratadas, procurando compreender as origens do abuso e
violência familiar, bem como desenvolver melhores formas de evitar o ciclo
repetitivo.
……………………
Esta declaração foi aprovada e votada pelo Comité
Administrativo da Conferência Geral dos adventistas do sétimo dia (ADCOM) e foi
apresentado pelo Gabinete do Presidente, Robert S. Folkenberg, na sessão da
Conferência Geral em Utrecht, Países Baixos, 29 de junho-julho 8, 1995.
A missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia é fazer
discípulos de todas as pessoas, comunicar o evangelho eterno dentro do contexto
das três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, levando-os a aceitar Jesus
como Salvador pessoal e unir-se com a sua remanescente Igreja, disciplinando-os
a servi-Lo como Senhor e preparando-os para o Seu retorno em breve.
A Nossa Metodologia
Buscamos essa missão sob a orientação e através da
capacitação do Espírito Santo, através de:
1.Pregação.
Aceitando a comissão de Cristo (Mateus 28:18-20), proclamamos em todo o mundo,
nestes últimos dias, o evangelho eterno do amor de Deus, o mais plenamente
revelado na vida de Seu Filho, ministério expiatório morte, ressurreição e
ministério sacerdotal no Lugar Santíssimo, nas Cortes Celestes. Reconhecendo
que a Bíblia é a revelação de Deus infalível de Sua vontade, apresentamos a sua
mensagem completa, inclusive a segunda vinda de Cristo e a imutável autoridade Lei
dos Dez Mandamentos, incluindo o sábado do sétimo dia.
2.Ensinando.
Reconhecendo que o desenvolvimento da mente e do caráter é essencial para o
plano redentor de Deus, promovemos o crescimento de uma compreensão madura e
relacionamento com Deus, a Sua Palavra e o universo criado.
3.Curando.
Afirmando os princípios bíblicos de bem-estar da pessoa como um todo, nós ensinamos
a preservar a saúde e a cura do doente, bem como, damos prioridade ao
ministério aos pobres e oprimidos, cooperando com o Criador no Seu trabalho
compassivo de restauração.
4.Discipulando.
Afirmando o contínuo crescimento e desenvolvimento espiritual de todos os
membros, ensinamos o recém-convertido, instruindo numa vida reta, treinando-os para
o testemunho eficaz e incentivamos a sua obediência em resposta à vontade de
Deus.
Esta declaração foi votada pelo Comité Executivo da Conferência
Geral dos Adventistas do Sétimo dia, Sessão do Concílio Anual em Silver Spring,
Maryland em 13 de outubro de 2009.
Os perigos da mudança climática: uma declaração para
governos de países industrializados
Os cientistas alertam que o aquecimento gradual da
atmosfera, como resultado da atividade humana terá graves consequências
ambientais. O clima vai mudar, resultando em mais tempestades, mais inundações
e mais secas.
Para manter a mudança climática dentro dos limites
suportáveis, as emissões de gases de efeito estufa, especialmente o dióxido
de carbono (CO2), precisam ser reduzidos significativamente. Os países
industrializados são a principal fonte dessas emissões, enquanto as primeiras
vítimas são os pequenos Estados insulares e países costeiros.
Apesar dos riscos evidentes, os governos parecem lentos para
agir.
A associação mundial do sétimo dia da Igreja Adventista solicita
aos governos em questão a tomarem as medidas necessárias para evitar o perigo:
1) A cumprir o acordo alcançado no Rio de Janeiro (1992
Convenção sobre Mudança do Clima) para estabilizar as emissões de dióxido de
carbono até o ano 2000 aos níveis de 1990,
2) A estabelecer planos para novas reduções das emissões de
dióxido de carbono após o ano de 2000, e
3) A fomentar com mais força o debate público sobre os
riscos da mudança climática.
Ao assinar esta declaração, os adventistas do sétimo dia
declaram a defesa de um estilo de vida simples e saudável, por forma a não
destruir as zonas costeiras de resíduos provenientes de um consumo desenfreado.
Pedimos respeito pela criação, contenção no uso de recursos do mundo, e a reavaliação
das nossas necessidades como indivíduos.
Esta declaração foi aprovada e votada pelo Comité
Administrativo da Conferência Geral dos adventistas do sétimo dia (ADCOM), em
19 de dezembro de 1995.
O mundo em que vivemos é um dom de amor do Deus Criador, "Aquele
que fez o céu, a terra, o mar, e as fontes das águas" (Apocalipse 14:7;
11:17, 18). Dentro desta criação Ele colocou os seres humanos, com a
intencionalidade de um relacionamento com Ele, com as outras pessoas e o mundo
ao redor. Portanto, como adventistas do sétimo dia, temos a responsabilidade de
estar disponíveis para a intimamente do relacionamento e de ser cooperadores de
Deus.
Deus separou o sábado do sétimo dia como um memorial e
lembrança perpétua do Seu ato criador e do estabelecimento do mundo. Ao
descansar nesse dia, os adventistas do sétimo dia reforçam o sentido especial
de relacionamento com o Criador e com a Sua criação. A observância do sábado
ressalta a importância da nossa integração com o meio ambiente total.
A decisão humana de desobedecer a Deus quebrou a ordem
original da criação, resultando na desarmonia com os Seus propósitos. Assim, o
ar e as águas estão poluídos, florestas e vida selvagem saqueadas, e os
recursos naturais explorados. Porque reconhecemos a humanidade como parte da
criação de Deus, a nossa preocupação com o meio ambiente estende-se à pessoa, saúde
e estilo de vida. Defendemos uma forma saudável de viver e rejeitamos o uso de
substâncias como tabaco, álcool e outras drogas que prejudicam o corpo e
consomem os recursos da terra; e promovemos uma dieta vegetariana simples.
Os adventistas do sétimo dia estão comprometidos numa
respeitosa, relação de cooperação entre todas as pessoas, reconhecendo a nossa
origem comum e percebendo a nossa dignidade humana como um dom do Criador. Como
a pobreza humana e degradação ambiental estão inter-relacionados,
comprometemo-nos a melhorar a qualidade de vida para todas as pessoas. O nosso
objetivo é o desenvolvimento sustentável dos recursos, a satisfação das
necessidades humanas.
O progresso genuíno no sentido de cuidar do nosso ambiente
natural repousa sobre o esforço pessoal e cooperativo. Nós aceitamos o desafio
de trabalhar para restaurar o projeto global de Deus. Movidos pela fé em Deus,
nós nos comprometemos a promover a cura que se eleva em ambos os níveis
pessoais e ambientais de vidas integradas para servir a Deus e à humanidade.
Neste compromisso, confirmamos nossa mordomia da criação de
Deus e acreditar que a restauração total será completa somente quando Deus fizer
novas todas as coisas.
Esta declaração foi aprovada e votada pela Conferência Geral
dos Adventistas do Sétimo dia Comité Executivo adventistas na sessão do
Concílio Anual em Silver Spring, Maryland, 12 de outubro de 1992.
Brasília, DF ... [ASN] A renúncia do Papa Bento XVI como chefe de Estado do Vaticano e líder da Igreja Católica ainda ecoa em todo o planeta. Para estudiosos de profecias bíblicas, o Vaticano tem um papel importante nesse contexto. Por essa razão, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) entrevistou a respeito do assunto o pastor Luís Gonçalves, diretor de Evangelismo da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países sul-americanos e apresentador do programa da TV Novo Tempo, Arena do Futuro, que trata essencialmente de aspectos relacionados às profecias.
ASN - Como a Igreja Adventista do Sétimo Dia vê a renúncia do Papa Bento XVI?
Luís Gonçalves - A renúncia foi uma grande surpresa para todos, inclusive para a própria Igreja Católica. Para os adventistas, a decisão tomada pelo Bento XVI não tem um significado em si mesmo. Porém, a Igreja Adventista acompanha com muita atenção os acontecimentos de maneira geral, especialmente por sabermos que a profecia bíblica aponta para Roma e de forma acentuada para o Vaticano.
ASN - No entendimento bíblico e profético, há algum papel especial que o Vaticano desempenhará segundo entendimento adventista?
Luís Gonçalves - Com certeza sim. A Bíblia apresenta algumas coisas que chamam a nossa atenção. O profeta Daniel diz que o inimigo usaria um poder para “mudar os tempos e a lei. Também está escrito em Daniel 7:25 que esse mesmo poder iria perseguir o povo de Deus por um tempo, dois tempos e metade de um tempo, ou 1260 dias proféticos (Apocalipse 12:6), que é a mesma coisa que os 42 meses mencionados em Apocalipse 13:5. Este foi o tempo da Idade Média quando o poder papal dominou e perseguiu os cristãos.
Em Daniel 8:12, é dito que esse poder lançaria a verdade por terra e teria apoio em sua distorção bíblica e teológica.
Finalmente a Palavra de Deus fala sobre o homem do pecado (I João 3:4 e Romanos 7:7) que se sentaria no santuário de Deus, colocando-se como se fosse o próprio Deus (II Tessalonicenses 2:3-4).
Esses e outros textos da Bíblia faz uma forte referência a esse poder em questão, pois eles mudaram os mandamentos de Deus, perseguiram os cristãos e estabeleceram doutrinas que não têm apoio bíblico. Tudo isso mostra o cumprimento das referidas profecias, das quais destacaríamos Apocalipse 13 e 17.
ASN - Como os adventistas veem a diminuição de fiéis da Igreja Católica no Brasil?
Luís Gonçalves - Cremos que o povo católico é composto de pessoas sinceras, gente que deseja ansiosamente a salvação. Depois que a Igreja de Roma permitiu que os membros tivessem acesso à Bíblia e depois que a missa deixou de ser feita em latim houve uma abertura para que o Espírito Santo pudesse trabalhar e abrir os olhos dessas queridas pessoas, que passaram a tomar decisões pela verdade. Os escândalos cada vez mais acentuados contribuíram para esse êxodo em direção aos movimentos evangélicos.
ASN - Qual a avaliação da Igreja Adventista sobre o Vaticano como um estado religioso que tem influenciado há milhares de anos nas questões políticas internacionais?
Luís Gonçalves - Se analisarmos a história da origem do Vaticano, veremos que seu surgimento contempla essa união de política e religião através do uso da força. Entendemos que o Vaticano é uma mescla do que chamamos “politico-religioso”. É o menor país do mundo e um dos mais poderosos.
Quando se trata de Roma imperial, percebemos que todas as perseguições do passados prepararam o caminho para essa influencia política que existe hoje. O domínio papal na Idade Média também contribuiu para esse domínio político-religioso. Entendemos que esse é um poder sobre do qual várias profecias bíblicas já falaram. [Equipe ASN, Felipe Lemos]
Uma amiga internauta perguntou-me qual é o posicionamento oficial da Igreja sobre Apocalipse 17.
Além de respondê-la diretamente no blog, decidi adaptar e disponibilizar a resposta a todos os internautas, considerando que muitos manifestaram a mesma dúvida.
Resumidamente, a igreja tem dois principais posicionamentos sobre os “Sete Reis” de Apocalipse 17. A terceira posição, de Ekkehardt Mueller, é mais recente e já disponibilizei o link para a leitura da mesma no primeiro post dessa série.
Vamos lá.
Primeira posição: Os sete reis de Apocalipse 17 representam “sete formas de governo” de Roma, desde sua fundação: realeza, consulado, decenvirato, ditadura, triunvirato, império e papado.
Segunda posição: Os sete reis de Apocalipse 17 representam “sete reinos ou impérios” que oprimiriam o povo de Deus ao longo da história: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma Imperial e Roma Papal.
Perceba que as duas posições diferem entre si, porém, não na essência, pois, o papado está presente em ambas as interpretações, de acordo com o estudo historicista de Daniel 7, 8 e Apocalipse 13.
Convém destacar que os irmãos católicos nada têm a ver com a presença do papado nessa profecia, e que Ellen White afirma claramente que em todas as igrejas, não excetuando a Católica Apostólica Romana, há filhos sinceros de Deus que vivem segundo a luz que receberam, e que estarão no céu por Sua graça (ver O Grande Conflito, p. 449. Confira meu artigo intitulado “Os adventistas ensinam que os observadores do domingo têm o sinal da besta?”, clicando aqui).
Minha esposa me enviou uma resposta de José Carlos Ramos, que foi professor de Teologia e diretor de pós-graduação do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (SALT), onde ele apresenta esses dois posicionamentos principais supracitados.
Essa resposta se encontra na “Revista Adventista” de junho de 2005, p. 10, na seção “Consultoria Doutrinária” e pode ser lida ao clicar aqui - desde que folheie a Revista Adventista online até a página 10.
Se a mesma tivesse sido levada à sério como deveria, eu não precisaria ter postado algo sobre um assunto que já foi tão bem explicado pelo professor Ramos. Porém, infelizmente…
A igreja adota o método historicista de interpretação por ser esse o modelo apoiado pela Bíblia (veja Daniel 2). Por fugirem desse modelo e adotarem certas opiniões “mais dispensacionalistas que adventistas”, alguns descambaram para a teoria dos “sete papas”. Um desastre, por se abandonar o sistema interpretativo historicista que marcou o surgimento do adventismo.
Há outros estudos sobre Apocalipse 17 que poderei disponibilizar no futuro. Todavia, no momento encerro minha abordagem a esse tema, na esperança de que o artigo de José Carlos Ramos seja levado a sério e incentive a cada filho de Deus a estudar as profecias com dedicação, seriedade e com o auxílio do Espírito Santo (Jo 16:13).