Declaração sobre o Genoma Humano

A. DIGNIDADE HUMANA E GENOMA HUMANO

Artigo 1
O genoma humano constitui a base da unidade fundamental de todos os membros da família humana, assim como do reconhecimento da sua inerente dignidade e diversidade. Em sentido simbólico, é o legado da humanidade.



Artigo 2
Toda a pessoa tem o direito do respeito à sua dignidade e dos seus direitos, independentemente das suas características genéticas.
Essa dignidade torna imperativo que nenhuma pessoa seja reduzida às suas características genéticas e que a sua singularidade e diversidade sejam respeitadas.



Artigo 3
O genoma humano, que por natureza evolui, é sujeito a mutações. Contém potenciais que são expressados diferentemente, de acordo com os ambientes natural e social de cada pessoa, incluindo o seu estado de saúde, as suas condições de vida, a sua nutrição e a sua educação.



Artigo 4
O genoma humano no seu estado natural não deve levar a lucro financeiro.



B. DIREITOS DAS PESSOAS


Artigo 5
Qualquer pesquisa, tratamento ou diagnóstico que afecte o genoma de uma pessoa só será realizado após uma avaliação rigorosa dos riscos e benefícios associados a essa acção e em conformidade com as normas e os princípios legais no país.
Obter-se-á, sempre, o consentimento livre e esclarecido da pessoa. Se essa pessoa não tiver capacidade de autodeterminação, obter-se-á consentimento ou autorização conforme a legislação vigente e com base nos interesses da pessoa.
Respeitar-se-á o direito de cada pessoa de decidir se quer, ou não, ser informada sobre os resultados do exame genético e das suas consequências.
No caso de pesquisa, submeter-‑se-ão, antecipadamente, os protocolos para revisão à luz das normas e directrizes de pesquisa nacionais e internacionais pertinentes.
Se, de acordo com a legislação, a pessoa tiver capacidade de autodeterminação, a pesquisa relativa ao seu genoma só poderá ser realizada em benefício directo da sua saúde, sempre que previamente autorizada e sujeita às condições de protecção estabelecidas na legislação vigente. A pesquisa que não se espera que traga benefício directo à saúde só poderá ser realizada, excepcionalmente, com o maior controlo, expondo a pessoa a risco e ónus mínimos, sempre que essa pesquisa traga benefícios de saúde a outras pessoas na mesma faixa etária ou com a mesma condição genética, dentro das condições estabelecidas na lei, e contanto que essa pesquisa seja compatível com a protecção dos direitos humanos da pessoa.


Artigo 6
Ninguém poderá ser discriminado com base nas suas características genéticas de forma que viole ou tenha o efeito de violar os direitos humanos, as liberdades fundamentais e a dignidade humana.



Artigo 7
Os dados genéticos relativos a pessoa identificável, armazenados ou processados para efeitos de pesquisa ou qualquer outro propósito de pesquisa, deverão ser mantidos confidenciais nos termos estabelecidos na legislação.



Artigo 8
Toda a pessoa tem direito, em conformidade com as normas de direito nacional e internacional, a reparação justa de qualquer dano havido como resultado directo e efectivo de uma intervenção que afecte o seu genoma.



Artigo 9
Com vista a proteger os direitos humanos e as liberdades fundamentais, qualquer restrição aos princípios de consentimento e confidencialidade só poderá ser estabelecida mediante lei, por razões imperiosas, dentro dos limites estabelecidos no direito público internacional e a convenção internacional de direitos humanos.



C. PESQUISA SOBRE O GENOMA HUMANO


Artigo 10
Nenhuma pesquisa do genoma humano ou das suas aplicações, em especial nos campos da biologia, genética e medicina, deverá prevalecer sobre o respeito aos direitos humanos, às liberdades fundamentais e à dignidade humana de pessoas ou, quando aplicável, de grupos de pessoas.


Artigo 11
Não é permitida qualquer prática contrária à dignidade humana, como a clonagem reprodutiva de seres humanos. Os Estados e as organizações internacionais pertinentes são convidados a cooperar na identificação dessas práticas e na implementação, em níveis nacional ou internacional, das medidas necessárias para assegurar o respeito aos princípios estabelecidos na presente Declaração.



Artigo 12
Os benefícios resultantes de progresso em biologia, genética e medicina, relacionados com o genoma humano, deverão ser disponibilizados a todos, com as devidas salvaguardas à dignidade e aos direitos humanos de cada pessoa.
A liberdade de pesquisar, necessária ao avanço do conhecimento, é parte da liberdade de pensamento. As aplicações da pesquisa, incluindo as aplicações nos campos de biologia, genética e medicina, relativas ao genoma humano, deverão visar ao alívio do sofrimento e a melhoria da saúde das pessoas e da humanidade como um todo.

D. CONDIÇÕES PARA O EXERCÍCIO DE ACTIVIDADES CIENTÍFICAS

Artigo 13
Dar-se-á atenção especial às responsabilidades inerentes às actividades dos pesquisadores, incluindo meticulosidade, cautela, honestidade intelectual e integridade na realização de pesquisa, bem como na apresentação e utilização de achados de pesquisa, no âmbito da pesquisa do genoma humano, devido às suas implicações éticas e sociais. As pessoas responsáveis pela elaboração de políticas públicas e privadas no campo das ciências também têm responsabilidade especial nesse respeito.


Artigo 14
Os Estados deverão tomar medidas apropriadas para promover condições intelectuais e materiais favoráveis à liberdade de pesquisar o genoma humano e considerar as implicações éticas, jurídicas, sociais e económicas dessa pesquisa, com base nos princípios estabelecidos na presente Declaração.



Artigo 15
Os Estados deverão tomar as medidas necessárias ao estabelecimento de um ambiente adequado ao livre exercício da pesquisa sobre o genoma humano, respeitando-‑se os princípios estabelecidos na presente Declaração, a fim de salvaguardar os direitos humanos, as liberdades fundamentais e a dignidade humana e proteger a saúde pública. Os Estados deverão procurar assegurar que os resultados das pesquisas não são utilizados para propósitos não pacíficos.



Artigo 16
Os Estados deverão reconhecer o valor de promover, nos vários níveis, conforme apropriado, o estabelecimento de comités de ética pluralistas, multidisciplinares e independentes, com o propósito de avaliar as questões éticas, legais e sociais levantadas pela pesquisa do genoma humano e das suas aplicações.

Declaração Sobre o Controlo de Nascimento

Nascimento
Hoje as tecnologias científicas permitem um melhor controlo da fertilidade e da reprodução humana do que antigamente. Estas tecnologias permitem relações sexuais com uma probabilidade mínima de gravidez e de nascimento. Os casais cristãos têm à sua disposição um enorme potencial de controle da fertilidade que levanta inúmeros problemas que têm implicações religiosas, médicas, sociais e políticas. Estas novas possibilidades oferecem oportunidades e vantagens, assim como desafios e inconvenientes. Um certo número de problemas morais devem ser tidos em consideração. Os cristãos que têm de tomar uma decisão pessoal sobre estes problemas devem estar informados de maneira a poderem tomar decisões sábias fundamentadas em princípios bíblicos.
Entre os problemas a considerar encontra-se a questão de saber se uma intervenção humana é legítima nos processos biológicos naturais da reprodução humana. Se uma tal intervenção for legítima, então é necessário abordar as questões suplementares: o quê, quando e como? Existem ainda outros problemas correlatos tais como:
A probabilidade de uma imoralidade acrescida no domínio sexual, encorajada pelo acesso aos métodos de controle de nascimentos e pela sua utilização;
Os problemas de domínio de um sexo sobre o outro em relação aos privilégios e às prerrogativas dos homens e das mulheres no campo sexual;
Os problemas sociais, incluindo o direito de uma sociedade se apoderar da liberdade individual no interesse da sociedade na sua globalidade, e o dever de apoiar as pessoas desfavorecidas no plano económico e educativo;
Os problemas económicos relativos ao crescimento da população e à utilização dos recursos naturais.
Uma declaração sobre as considerações morais no que diz respeito ao controle de nascimentos deve ser feita no contexto mais vasto dos ensinos bíblicos sobre a sexualidade, o casamento, a arte da paternidade, o valor das crianças e de uma boa compreensão das relações entre os diferentes problemas. Tendo sempre bem presente que existe uma diversidade de opiniões sobre estes assuntos no seio da Igreja, propomos os seguintes princípios, apoiados na Bíblia, para educar e orientar nas decisões a tomar:  
1. Uma gestão responsável. Deus criou os seres humanos à Sua imagem, homem e mulher, com a capacidade de pensar e de tomar decisões (Is.1:18; Josué 24:15; Deut.30:15-20). Deus confiou aos homens o domínio sobre a terra (Gén.1:26,28). Este domínio exige que a natureza receba vigilância e cuidados. A Gestão Cristã da Vida exige também responsabilidade na procriação humana. A sexualidade, que é um dos aspectos da natureza humana sobre a qual o indivíduo recebeu a responsabilidade da gestão, deve realizar-se de acordo com a vontade de Deus (Êx.20:14; Gén.39:9; Lev.20:10-21; I Cor.6:12-20).
2. Um objectivo de procriação. A perpetuação da família humana é um dos desígnios de Deus para a sexualidade humana (Gén.1:28). Apesar de podermos supor que o casamento é geralmente destinado a produzir uma descendência, a Escritura nunca apresenta a procriação como uma obrigação para cada casal, afim  de cumprir a vontade de Deus. Contudo, a revelação divina dá às crianças um grande valor e expressa a alegria de ser pai (Mat.19:14; Sal.127:3). O nascimento dos filhos e a sua educação ajuda os pais a compreenderem Deus e a desenvolverem neles a compaixão, o afecto, a humildade e a abnegação (Sal.103:13; Luc.11:13).
3. Um factor de união. A sexualidade é, no casamento, um factor de união que foi desejado por Deus e distinto da procriação (Gén.2:24). A sexualidade no casamento destina-se a dar alegria e prazer (Ecles.9:9; Prov.5:18,19; Cant. Sal 4:16-5:1). Deus deseja que os casais usufruam de uma comunhão sexual regular, independentemente da procriação (I Cor.7:3-5). Estabelece estreitas ligações entres os cônjuges e protege a cada um deles de uma relação ilegítima com um outro parceiro (Prov.5:15-10; Cant. Sal.8:6,7). No plano divino, a intimidade sexual não tem como único objectivo a procriação. A Escritura não proíbe os casais de se entregarem       ao prazer das relações conjugais, e de tomarem as precauções necessárias a fim de evitarem uma gravidez.
4. A liberdade de escolha. No momento da criação – e também através da redenção em Cristo – Deus deu aos seres humanos a liberdade de escolha, e pede-lhes que a utilizem de maneira responsável (Gál.5:1,13). No desígnio de Deus, marido e mulher formam uma unidade familiar distinta que partilha a liberdade e a responsabilidade de determinar em conjunto tudo o que diz respeito à família (Gén.2:24). Os casais devem respeitar-se mutuamente nas decisões relacionadas com o controlo de nascimentos, estando cada um disposto a considerar as necessidades do outro assim como as suas (Filip.2:4). Para aqueles que decidem ter filhos, a escolha de procriar tem os seus limites. Vários factores devem determinar a escolha, tendo em consideração a capacidade de prover às necessidades dos filhos (I Tim.5:8) à saúde física, emocional e espiritual da mãe e de outras pessoas responsáveis pelas crianças (III João 2; I Cor.6:19; Filip.2:4; Efés.5:25); as circunstâncias sociais e políticas nas quais a criança vai nascer (Mat.24:19); a qualidade de vida e os recursos disponíveis. Somos mordomos da criação divina e por isso devemos olhar para além da nossa própria felicidade e dos nossos próprios desejos para considerar também as necessidades dos outros (Filip.2:4).
5. Métodos apropriados de controlo de nascimentos. As decisões de ordem moral dizem respeito à escolha e à utilização dos diferentes métodos de controle de nascimentos e devem repousar na compreensão dos prováveis efeitos destes métodos sobre a saúde física e emocional, no modo como esses diferentes métodos funcionam, e das despesas que daí decorrem. Uma variedade de métodos de controlo de nascimentos incluindo os pessários, os espermicidas e a esterilização impedem a concepção e são moralmente aceitáveis. Outros métodos de controlo de nascimentos** podem impedir a produção do óvulo (ovulação), a união do óvulo e do espermatozóide (fertilização) ou a fixação do óvulo já fertilizado (implantação). Devido à incerteza do funcionamento num determinado caso, estes métodos podem parecer moralmente suspeitos para as pessoas que acreditam que a vida humana deve ser protegida desde o início ou no momento da fertilização. Contudo, o facto de um grande número de óvulos fertilizados não se conseguir fixar ou se perdem depois da fixação, mesmo sem a utilização de métodos de controlo de nascimentos, os métodos hormonais de controlo de nascimentos e os DIUs (Dispositivos Intra-Uterinos), cujo processo é idêntico, podem ser considerados como moralmente aceitáveis. O aborto, interrupção intencional de uma gravidez em curso, não é moralmente aceitável como controlo de nascimentos.
6. A má utilização do controlo de nascimentos. Apesar da capacidade crescente de poder gerir a fertilidade e de se proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis possa ser útil para inúmeros casais, o controlo de nascimentos pode ser mal utilizado. Por exemplo, as pessoas que desejam entregar-se a relações sexuais pré-maritais e extra-conjugais podem fazê-lo com mais facilidade graças à disponibilidade dos métodos de controlo de nascimentos. A utilização destes métodos para proteger as relações sexuais fora do casamento pode reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis e/ou de gravidezes indesejadas. Contudo, as relações sexuais fora do casamento são nefastas e imorais, apesar dos riscos que as envolvem tenham diminuído ou não.
7. Uma aproximação redentora: A disponibilidade dos métodos de controlo de nascimentos torna a educação sexual e moral ainda mais imperativa. É necessário dedicar menos esforços a condenar e mais ao aspecto educativo e redentor que visam permitir a cada indivíduo ouvir os apelos do Espírito Santo.

No Ataque ao Centro Comercial de Westgate uma Família Adventista perdeu um dos seus Membros.

Pelo menos 68 pessoas morreram e 170 ficaram feridas, como resultado de um ataque terrorista no centro comercial Westgate, no Quénia. Entre as vítimas está um professor oriundo de uma família adventista. 
Os relatórios disponíveis até ao momento indicam que, pelo menos, uma família adventista perdeu um dos seus membros, que estava nas imediações do centro comercial no momento do ataque.  Harun Oyieke, professor na University College of Kenya, está entre as vítimas mortais. Ele era marido de Florence Awino, professora na Universidade de Nairobi.

Declaração Adventista sobre os Sem-abrigo e a Pobreza

_pobreza
Num mundo assolado pelo pecado, os frutos amargos da ganância, guerra e ignorância multiplicam-se. Até mesmo nas chamadas “sociedades prósperas”, os sem-abrigo e os pobres são populações em crescimento. Mais de 10 mil pessoas morrem de fome todos os dias. Dois mil milhões estão desnutridos e milhares perdem anualmente a visão devido a uma alimentação insuficiente. Aproximadamente, dois terços da população mundial ficam presos a um ciclo de fome-doença-morte. 
Existem alguns que assumem a responsabilidade pela sua condição, mas a maioria destes indivíduos e famílias fica na miséria por acontecimentos políticos, económicos, culturais ou sociais que ultrapassam largamente o seu controlo.
Historicamente, aqueles que se achavam em circunstâncias idênticas encontravam socorro e apoio no coração dos seguidores de Jesus Cristo. As instituições de caridade são, em muitas situações, iniciadas pela Igreja e, mais tarde, assumidas pelas agências governamentais ou vice-versa. Para além de qualquer altruísmo ideológico, essas agências reflectem o reconhecimento da sociedade de que é do seu melhor interesse tratar compassivamente dos menos afortunados.
Os cientistas sociais dizem-nos que um grande número de males encontra terreno fértil nas condições de pobreza. Sentimentos de desespero, alienação, inveja e ressentimento levam frequentemente a atitudes e a comportamentos anti-sociais. A sociedade é que terá de pagar posteriormente as sequelas desses males através dos seus tribunais, prisões e sistemas de saúde. A pobreza e o infortúnio, por si próprios, não são causas do crime nem oferecem um pretexto para ele. Mas quando são negados os pedidos de compaixão, é possível que resulte em desânimo e até mesmo em ressentimento.
Os apelos à compaixão dos cristãos não são infundados. Eles não derivam de qualquer teoria de acordo social ou mesmo legal, mas do ensino claro da Escritura: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8).
O capítulo 58 de Isaías é precioso para os Adventistas do Sétimo Dia. Reconhecemos, neste capítulo, a nossa responsabilidade enquanto povo “reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar” (verso 12).
Somos chamados a restaurar, a soltar “as ligaduras da impiedade”, a repartir o “pão com o faminto”, a recolher “em casa os pobres desterrados” e a cobrir o nu (versos 6 e 7). Assim, como reparadores de roturas, estamos a restaurar e a cuidar dos pobres. Se colocarmos em prática os princípios presentes na Lei de Deus, com actos de misericórdia e amor, estaremos a representar o carácter de Deus no mundo.
Actualmente, ao realizar o ministério de Cristo, devemos fazê-lo como Ele o fez, e não apenas pregar o evangelho aos pobres, mas curar os doentes, alimentar os famintos e animar os abatidos (veja Lucas 4:18, 19; Mateus 14:14). Porém, o versículo 16 explica que tal deve ser feito para que eles não necessitem de se ir embora. O exemplo de Cristo é determinante para os Seus seguidores.
Na resposta de Cristo à preocupação simulada de Judas pelos pobres: “Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas, a mim, não me haveis de ter sempre” (Mateus 26:11), somos lembrados de que as pessoas necessitam desesperadamente do “Pão vivo”, reconhecemos também que os aspectos de natureza física e espiritual são inseparáveis. Através do apoio à Igreja e às normas públicas, que aliviam o sofrimento, e mediante esforços de compaixão individuais e colectivos, aumentamos o empenho espiritual.
Esta declaração pública foi emitida pelo presidente da Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os dezasseis vice-presidentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, no dia 5 de Julho de 1990, na sessão da Conferência Geral em Indianápolis, Indiana.

Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 176

Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 176

Histórias de Hinos10 de julho de 2012 11:29 pm
À Tua Porta Cristo Está
Letra: Jonathan Bush Atchinson (1840-1882)
Título Original: There’s a Stranger at the Door
Música: Edwin Othello Excell (1851-19921)
Texto Bíblico: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (Apocalipse 3:20)



“Eis, Alguém à porta está, 
Vem abrir!”

Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):
Na Inglaterra este tão apreciado cântico trouxe bênçãos a um coral aposentado do exercito inglês, em uma das reuniões de Moody, às margens do Tamisa. O coronel estava preocupado com sua condição espiritual e decidiu ir a Londres para assistir as nossas reuniões. No final de um dos serviços noturnos ele estava prestes a deixar o grande edifício, quando sua atenção foi atraída por uma doce voz que cantava “À Tua Porta Cristo Está”. Ao tomar o trem na estação de Paddington para Bournemouth, o cântico permanecia em seu coração e as rodas do trem pareciam repetir em seus ouvidos: “Deixa-O Entrar! Deixa-O Entrar!”
Ele voltou a Londres à procura da cantora cuja voz o havia impressionado tanto. Ela era uma cantora de alta projeção e em poucos meses tornou-se a esposa do coronel. Um ano mais tarde eles mudaram-se para Florida, nos Estados Unidos, onde tive o prazer de visitá-los. Atendendo ao meu convite eles me acompanharam a uma cidade vizinha onde eu estava realizando conferências. Ao final da reunião a senhora cantou novamente este cântico, e o fez tão docemente que comoveu o auditório até as lágrimas.
Fonte: Histórias de Hinos e Autores – CMA – Conservatório Musical Adventista

Declaração sobre os Princípios da Temperança

_temperanca
Desde as primícias da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a temperança tem sido um foco importante tendo a Igreja desempenhado um papel fundamental na luta contra as incursões de bebidas alcoólicas, tabaco e outras drogas. Enquanto algumas denominações cristãs têm diminuído a ênfase dada à temperança, os adventistas do sétimo dia continuam a opor-se vigorosamente ao consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas. A posição da Igreja, a qual defende a abstinência de substâncias nocivas, está firmemente consolidada nas crenças fundamentais da Igreja.
Existem evidências indicando que em algumas áreas tem havido um relaxamento na promoção dos princípios da verdadeira temperança, dentro da Igreja. Este desenvolvimento, acoplado com as implacáveis campanhas publicitárias das indústrias de álcool e tabaco, revelou que alguns adventistas do sétimo dia não têm sido imunes a essas influências negativas e traiçoeiras.
Uma questão que tem surgido esporadicamente é a oferta de fundos para organizações religiosas pelas indústrias de álcool ou tabaco. A posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia é que tais ofertas não deverão ser aceites pela Igreja, nem por qualquer das suas instituições. Este dinheiro está contaminado pela miséria humana, e, no caso da indústria do álcool ", veio através da perda das almas dos homens" (Ellen G. White, Review and Herald, 15 de maio de 1894). O mandato do evangelho da Igreja Adventista do Sétimo Dia é repreender o mal e não elogiar ou encorajar aqueles que fabricam venenos "que trazem miséria e ruína" e cujos "negócios significam roubo" (Ciência do Bom Viver, p 337).
A Igreja Adventista do Sétimo Dia reafirma sua posição histórica para os princípios de temperança, defendendo as suas políticas e programas de apoio Artigo 21 das Crenças Fundamentais, e exorta a cada membro para afirmar e revelar um compromisso de vida para a abstinência de qualquer tipo de álcool e tabaco e o uso irresponsável de medicamentos. O Conselho Anual de 1992 prevê um renascimento dos princípios de temperança na Igreja e insta a que os indivíduos e as organizações da Igreja recusem doações e favores advindos do álcool ou de indústrias do tabaco.

Esta declaração foi aprovada e votada pela Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia e pelo Comité Executivo dos Adventistas, na sessão do Concílio Anual em Silver Spring, Maryland, 11 de outubro de 1992.

Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 036

O Mundo é de Meus Deus

Letra: Maltbie D. Babcock (1858-1901)
Título Original: This Is My Father’s World
Música: Franklin L. Sheppard (1852-1930)
Texto Bíblico: Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam. (Salmo 24:1)



Neste poema o autor, Maltibie Davenport Babcock, nos traz a mensagem da presença , do caráter, do poder e do propósito de Deus. Não é simplesmente um cântico descrevendo a natureza, mas uma apreciação madura, colocada com beleza, de confiança plena nos caminhos e julgamentos de Deus, nosso Pai.
O Pr. Babcock tinha um amor genuíno pelas belezas da natureza criada por Deus. Costumava dizer quando saía da cidade: “Vou ver o mundo de meu Pai”. Calcula-se que foi numa dessas longas caminhadas no campo, apreciando a natureza e em comunhão com o seu Pai, que foi inspirado a escrever sua poesia de dezesseis estrofes que conhecemos com “O Mundo é de Meu Deus”.
Maltbie Babcock ( 1858-1901) era de uma família socialmente proeminente do Estado de Nova Iorque, EUA. Excelente estudante, destacou-se na universidade em atividades atléticas, dramáticas e musicais. Tocava órgão, piano e violino. Depois de formar-se pelo Seminário, tornou-se um notável pastor presbiteriano, com um ministério extraordinário entre os universitários. O Dr. Babcock faleceu repentinamente durante uma viagem à Terra Santa, em 1901.
O compositor, Franklin Lawrence Sheppard (1852-1930), empresário nascido e criado em Filadélfia, Estado de Pensilvânia, EUA, estabeleceu-se em Baltimore, Estado de Maryland. Lá uniu-se com a igreja presbiteriana, participando duma maneira muito significativa na denominação. Muito dotado em música, sempre servia sua igreja, ora como organista, ora como diretor de música da Escola Dominical. Foi presidente da Junta de Publicação Presbiteriana. Serviu também na comissão editorial do Hymnal, o hinário presbiteriano de 1911. Era grande amigo de Babcock, e desta amizade resultou este hino que hoje está em hinários ao redor do mundo.
Bibliografia: Haeussler, The Story of Our Hymns, p.117, In; Reynolds, William J., Companion to Baptist Hymnal, Nashville, TN, Broadman press, 1976 p. 225-226

Declaração sobre As Sagradas Escrituras

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As Sagradas Escrituras são o fundamento da compreensão Adventista do Sétimo Dia sobre propósito, mensagem e missão.
Respeitamos a Bíblia enquanto mensagem de Deus transmitida através de escritores humanos. Embora o formato das Escrituras se manifeste a si mesmo em linguagem e contexto humanos e num panorama histórico, o seu conteúdo consiste em mensagens divinas transmitidas à humanidade como um todo, e especialmente aos crentes. Acima da diversidade reflectida na linguagem humana está a verdade unificadora que liga o todo à Palavra de Deus.
As Escrituras fornecem relatos autênticos e fidedignos do Deus Criador e da Sua actividade em trazer o mundo à existência, bem como os seus habitantes. Elas fornecem o conhecimento das origens, dão sentido à vida e revelam o destino final da humanidade.
Acima de tudo, as Escrituras atestam que Jesus Cristo é a revelação suprema - Deus entre nós. Tanto o Velho como o Novo Testamentos dão testemunho de Deus. Por estas razões, as Sagradas Escrituras mantêm-se como a revelação infalível da vontade de Deus, a norma para os valores e vida cristãos, a medida para todas as coisas dentro da experiência humana e o único guia de confiança para a salvação em Cristo.

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Administrativo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (ADCOM, na sigla em inglês) e foi emitida pelo gabinete do presidente, Robert S. Folkenberg, na sessão da Conferência Geral que teve lugar em Utrecht, Holanda, de 29 de Junho a 8 de Julho de 1995.

Filho do pastor Monteiro fala do pai preso


Monteiro colabora com a parte espiritual no presídio em Lomé, onde está há mais de um ano detido
Monteiro colabora com a parte espiritual no presídio em Lomé, onde está há mais de um ano detido
Brasília, DF… [ASN] O filho mais velho do pastor Armando Monteiro, Anderson, deu entrevista exclusiva à Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN), informando o passo-a-passo do pesadelo que vive o pastor Antonio Monteiro e o empresário adventista Bruno Amah, presos em condições desumanas e esperando um julgamento justo que, devido à falta de fundamento e provas, ainda não foi realizado, em um país onde foram falsamente acusados, em março de 2012, por 40 assassinatos repugnantes, para usar sangue humano e rituais satânicos. Eles foram acusados de tráfico de sangue e de órgãos humanos.
Diante disso, a Igreja mundial vem trabalhando para a libertação desses dois inocentes. Da parte da área jurídica, o Departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mundial, liderado pelo Dr. John Graz, fez os respectivos apelos públicos, um trabalho somando esforços diplomáticos para alcançar os resultados propostos. Inclusive, o filho do Monteiro solicitou ajuda à autoridades de Cabo Verde, visto que o pastor é cabo-verdiano. Foi também contatada a Comissão Nacional de Direitos Humanos, com a Anistia Internacional; entre outros organismos públicos e privados que confiam plenamente na inocência desses dois homens.
A campanha organizada no ano passado, com seu dia central em 1º de dezembro, consistiu em oração, jejum, recolhimento de assinaturas e envio de cartões natalinos com mensagens de esperança, somando um total de três mil, como apoio aos presos e a suas respectivas famílias. Neste ano, os adventistas do mundo inteiro participaram de um movimento relacionado aos 500 dias da prisão injusta, completados no sábado, 27 de julho, pedindo para a comunidade adventista assinar a petição de liberdade, com o objetivo de alcançar 1 milhão de assinaturas, a serem entregues às Nações Unidas.
Quando perguntaram ao Anderson como eles estão espiritualmente, a resposta foi que estão tranquilos. “O impacto que meu pai nos deixou é que ele é inocente e crer assim, desde o princípio, nos deixa tranquilos, a despeito dos perigos, das crises e dos problemas dessa prisão, que mantém os presos em condições desumanas. Togo é um país tropical e há áreas onde o paludismo é muito frequente, o que nos faz ficar preocupados com a situação da saúde de meu pai. Sabemos que temos a vitória desde o início e vamos celebrar essa vitória!”
Quanto às condições da detenção, Graz disse: “Não sei se muitas pessoas conseguiriam passar um dia nessa prisão. Há superlotação e a higiene é quase zero.” Ele acrescenta: “Não posso nem imaginar as condições do banheiro.”
Anderson Monteiro, na entrevista via Skype dada à ASN, agradeceu à Igreja Adventista pelo apoio dado e estas foram suas palavras: “Aproveito este momento para agradecer à Igreja mundial por todo o apoio, porque é muito importante nessas circunstâncias ter o apoio tanto da família carnal quanto o da família espiritual. Sentimos que esse apoio, mundial, veio para nos ajudar a passarmos por essa situação. Quando vemos que já se passaram seis meses, sentimos que tudo foi muito rápido, porque é uma luta constante. A igreja nos oferece imenso apoio e quero agradecer a todos, em todas as partes do mundo. Basta ver os milhares de cartões natalinos que nos enviaram.”
Campanha- Para assinar petição para a libertação de nossos irmãos presos em Togo, entre empray4togo.com e siga orando para que Deus opere um milagre para que o pastor Monteiro e o empresário adventista Bruno Amah regressem a seus lares para se reencontrarem com a família e dar prosseguimento à missão que Deus lhes encomendou. [Equipe ASN, Cárolyn Azo/ com informação de Felipe Lemos]

A História do Hino – Tempo de Ser Santo

Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 282

Letra: William Dunn Longstaff(1822-1894)
William Dunn Longstaff era um empresário cristão que vivia  em Inglaterra nos finais do século dezanove. Era um homem extremamente bem-sucedido nos seus negócios e apoiava em grande medida a sua igreja local. Também costumava fazer bons donativos a William Booth, do Exército da Salvação, e contribuía igualmente para os esforços envelísticos de Dwight Moody. Um dia, enquanto estava sentado na igreja a ouvir um missionário chegado da China, que pregava sobre 1 Pedro 1:16 – “Sede santos, porque Eu sou santo” - , qualquer coisa agitou profundamente a sua alma. Sentiu que Deus estava a conduzi-lo para uma experiência espiritual mais rica e mais completa. Reconheceu que a mudança – o crescimento na graça -  vem àqueles que dedicam  tempo a Jesus e decidem permitir que Ele lhes transforme os pensamentos. Foi assim que, nessa noite, em 1882, tendo chegado a casa, escreveu o hino bem conhecido que tantas vezes cantamos: “Tempo de Ser Santo.”
Título Original: Take Time to Be Holy

Música: George Coles Stebbins(1846-1945)

Texto Bíblico: E por isso mesmo vós, empregando toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência o domínio próprio, e ao domínio próprio a perseverança, e à perseverança a piedade, e à piedade a fraternidade, e à fraternidade o amor. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, elas não vos deixarão ociosos nem infrutíferos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. (II Pedro 1:5-8)
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Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):

O Sr. Longstaff, de Sunderland, Inglaterra, escreveu este cântico após ouvir um sermão em New Brigthon sobre “Sede vós santos como Eu também sou Santo”.

“Tempo de ser Santo” foi publicado pela primeira vez em “Gospel Hymns and Sacred Songs and Solos” em 1891. Tem sido muito usado em reuniões de consagração neste país (U.S.A) e na Inglaterra. O Sr. Longstaff era o tesoureiro da Capela de Bethesda em Sunderland quando realizamos nossas primeira reuniões naquela cidade, e foi o primeiro a escrever algo com relação às nossas reuniões na Inglaterra.
O hino é o clamor do coração de um ocupado empresário Cristão que ansiava por deixar que Deus moldasse o seu modo de pensar enquanto passava tempo na Sua presença.


Fonte: Histórias de Hinos e Autores – CMA – Conservatório Musical Adventista

Histórias de Hinos - À Tua Porta Cristo Está

Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 176 À Tua Porta Cristo Está

Letra: Jonathan Bush Atchinson (1840-1882)
Título Original: There’s a Stranger at the Door
Música: Edwin Othello Excell (1851-19921)
Texto Bíblico: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (Apocalipse 3:20)



“Eis, Alguém à porta está,
Vem abrir!”
Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):
Na Inglaterra este tão apreciado cântico trouxe bênçãos a um coral aposentado do exercito inglês, em uma das reuniões de Moody, às margens do Tamisa. O coronel estava preocupado com sua condição espiritual e decidiu ir a Londres para assistir as nossas reuniões. No final de um dos serviços noturnos ele estava prestes a deixar o grande edifício, quando sua atenção foi atraída por uma doce voz que cantava “À Tua Porta Cristo Está”. Ao tomar o trem na estação de Paddington para Bournemouth, o cântico permanecia em seu coração e as rodas do trem pareciam repetir em seus ouvidos: “Deixa-O Entrar! Deixa-O Entrar!”
Ele voltou a Londres à procura da cantora cuja voz o havia impressionado tanto. Ela era uma cantora de alta projeção e em poucos meses tornou-se a esposa do coronel. Um ano mais tarde eles mudaram-se para Florida, nos Estados Unidos, onde tive o prazer de visitá-los. Atendendo ao meu convite eles me acompanharam a uma cidade vizinha onde eu estava realizando conferências. Ao final da reunião a senhora cantou novamente este cântico, e o fez tão docemente que comoveu o auditório até as lágrimas.
Fonte: Histórias de Hinos e Autores – CMA – Conservatório Musical Adventista

Declaração sobre a Pornografia

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Atualmente, diversos Órgãos Jurisdicionais e culturas procuram definições e debatem-se acerca das consequências da pornografia (i.e., a literatura do comportamento sexual desviante).Contudo, e tendo como base princípios eternos, os Adventistas do Sétimo Dia, independentemente da sua cultura, consideram a pornografia algo que é destrutivo, humilhante, dessensibilizante e explorador.
É destrutivo para as relações conjugais subverter, desta forma, o desígnio de Deus de que marido e mulher se unissem de tal modo que se tornassem, simbolicamente, "uma só carne" (Génesis 2:24).
Torna-se, de facto, humilhante, a definição de uma mulher (e em alguns casos de um homem) não como um todo espiritual-físico-mental, mas como um ser uni-dimensional e descartável, um objeto sexual, privando-a de todo o valor e respeito que lhe é devido, e os quais a definem como filha de Deus.
Também é dessensibilizante para o espetador / leitor, tornando a consciência calejada e insensível, assim como "pervertendo a perceção" e produzindo uma "pessoa depravada" (Romanos 1:22 28).
Por fim, a pornografia é algo explorador pois favorece a lascívia sendo falsamente abusivo e, portanto, contrária à Regra de Ouro, que insiste que se tratem os outros como se deseja ser tratado (Mateus 7:12). Ainda mais ofensiva é a pornografia infantil. Jesus afirmou: "Se alguém desvia até mesmo uma criança que crê em mim, melhor seria que fosse lançado nas profundezas do mar com uma pedra de moinho ao pescoço!" (Mateus 18:6).
Embora Norman Cousins possa não ter afirmado em linguagem bíblica, escreveu perspicazmente: "O problema desta pornografia aberta...não é apenas corromper, mas também dessensibilizar, não é apenas desencadear paixões, mas também enfraquecer as emoções , não é apenas incentivar uma atitude madura, contudo, e tendo em conta que é uma reversão para obsessões infantis, não é remover a venda dos olhos, mas distorcer Proclama-se  valentia e proeza , porém, na pornografia o amor é negado. O que obtemos não é libertação, mas desumanização... "- Saturday Review of Literature 20 de setembro de 1975.
Uma sociedade que é atormentada por mergulhar em padrões de decência, aumentando a prostituição infantil, gravidez na adolescência, abusos sexuais de mulheres e crianças, mentalidades danificadas pelas drogas, e a criminalidade organizada poderá dar-se ao luxo da contribuição da pornografia a todos esses males.
De facto, é sábio o conselho do primeiro grande teólogo do cristianismo: "Se você acreditar na bondade e se você valoriza a aprovação de Deus, corrigir suas mentes nas coisas que são santas a definem, puro e belo e bom" (Filipenses 4: 8 e 9). Este é um conselho que todos os cristãos deveriam, certamente, ter em consideração.

Esta declaração pública foi referida pelo presidente da Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os 16 vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, no dia 5 de julho de 1990, na sessão da Conferência Geral em Indianápolis, Indiana.

Declaração sobre o Lar e a Família

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A saúde e a prosperidade da sociedade estão directamente relacionadas com o bem-estar das suas partes constituintes – o agregado familiar. Actualmente, como talvez nunca antes, a família está em dificuldades. Os comentadores sociais desvalorizam a desintegração da vida familiar moderna. O conceito cristão tradicional de casamento entre um homem e uma mulher está sob ameaça. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, neste tempo de crise familiar, encoraja cada membro de família a fortalecer a sua dimensão espiritual e relacionamento familiar mediante o amor, honra, respeito e responsabilidade mútuos. 
A Crença Fundamental nº 23 da Igreja refere que o relacionamento conjugal “deve reflectir o amor, a santidade, a intimidade e a constância da relação entre Cristo e a Sua Igreja. (…) Apesar de alguns relacionamentos familiares poderem ficar muito aquém do ideal, os casais que se comprometem inteiramente um com o outro, em Cristo, podem alcançar a unidade de amor através da orientação do Espírito Santo e do cuidado da igreja. Deus abençoa a família e deseja que os seus membros se ajudem uns aos outros em direcção à maturidade. Os pais devem educar os seus filhos para amarem e obedecerem ao Senhor. Através do seu exemplo e das suas palavras eles devem ensiná-los que Cristo é um disciplinador amoroso, que sempre se preocupa e sente ternura por nós, que quer que nos tornemos membros do Seu Corpo, a família de Deus.”
Ellen G. White, uma das fundadoras da Igreja, declarou: “A obra dos pais constitui a base de toda a outra obra. A sociedade é formada por famílias, e é o reflexo do desempenho dos chefes de família. Do coração "procedem as saídas da vida" (Prov. 4:23); e o coração da comunidade, da igreja e da nação é o lar. A felicidade da sociedade, o êxito da igreja e a prosperidade da nação dependem das influências domésticas” - Ciência do Bom Viver, Ellen G. White, p. 349. 

Esta declaração pública foi emitida pelo presidente da Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consultar os dezasseis vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, no dia 27 de Junho de 1985, na sessão da Conferência Geral em Nova Orleães, Louisiana.

Declaração - Assistência aos Moribundos

Moribundos
Para as pessoas cuja vida é orientada pela Bíblia, a realidade da morte é reconhecida como fazendo parte da actual condição humana, afectada pelo pecado (Génesis 2:17; Romanos 5; Hebreus 9:27). "Há tempo de nascer, e tempo de morrer" (Eclesiastes 3:2). Embora a vida eterna seja um dom concedido a todos aqueles que aceitam a salvação por intermédio de Jesus Cristo, os cristãos fiéis esperam a segunda vinda de Jesus para completar a realização da sua imortalidade (João 3:36; Romanos 6:23; I Coríntios 15:51-54).
Enquanto esperam que Jesus volte, os cristãos podem ser chamados a cuidar dos que estão a morrer e a encarar pessoalmente a sua própria morte. A dor e o sofrimento afligem cada vida humana. Os traumas físicos, mentais e emocionais têm carácter universal. No entanto, o sofrimento humano não tem qualquer valor expiatório ou meritório. A Bíblia ensina que nenhuma quantidade ou intensidade do sofrimento humano pode expiar o pecado. Só o sofrimento de Jesus Cristo é suficiente. A Escritura exorta os cristãos a não desesperarem nas aflições, incitando-os a aprender a obediência (Heb. 5:7, 8), a paciência (Tiago 1:2-4) e a resistência nas tribulações (Romanos 5:3). A Bíblia também testifica do poder vencedor de Jesus Cristo (João 16:33) e ensina que o ministério da assistência no sofrimento humano é um importante dever cristão (Mateus 25:34-40). Foi este o exemplo e os ensinos de Jesus (Mateus 9:35; Lucas 10:34-36), e é esta a Sua vontade a nosso respeito (Lucas 10:37). Os cristãos antevêem um novo dia em que Deus porá definitivamente fim ao sofrimento (Apocalipse 21:4).
Os avanços conseguidos na medicina moderna vieram acrescentar a complexidade das decisões acerca do cuidado a ministrar aos moribundos. Em tempos passados, pouco se poderia fazer para prolongar a vida humana, mas o actual poder da medicina para protelar a morte levanta questões morais e éticas muito difíceis. Que constrangimentos coloca a fé cristã sobre o uso desse poder? Quando deverá o objectivo de protelar o momento da morte ceder o lugar ao objectivo de aliviar o sofrimento no fim da vida? Quem poderá apropriadamente tomar estas decisões? Que limites deverá ou não o amor cristão impor a acções destinadas a pôr fim ao sofrimento humano?
Tornou-se habitual discutir este tipo de questões sob o título de eutanásia. Existe muita confusão acerca desta expressão. O sentido original e literal deste termo era "boa morte." Agora o termo é usado em dois sentidos bem diferentes. A expressão "eutanásia" refere-se muitas vezes a uma espécie de "golpe de misericórdia," ou tirar intencionalmente a vida a um doente para evitar uma morte dolorosa ou para aliviar o fardo que pesa sobre a família do doente ou sobre a própria sociedade. (Esta é a chamada eutanásia activa.) Entretanto, o termo "eutanásia" também se usa, impropriamente na perspectiva adventista do sétimo dia, para referir a suspensão ou a retirada de intervenções médicas que prolonguem artificialmente a vida humana, permitindo assim que a pessoa morra naturalmente. (Esta é a chamada eutanásia passiva.)
Os Adventistas do Sétimo Dia crêem que permitir que um doente morra por ausência das supracitadas intervenções médicas, que apenas prolongam o sofrimento e adiam o momento da morte, é moralmente diferente de acções que tenham como principal intenção retirar directamente a vida. O Adventistas do Sétimo Dia procuram abordar os aspectos éticos do fim da vida, de uma maneira que demonstre a sua fé em Deus como Criador e Redentor da vida e que revele o modo como a graça de Deus os tornou capazes de praticar actos de amor ao próximo. Os Adventistas do Sétimo Dia afirmam a criação da vida humana por Deus, um dom maravilhoso merecedor de ser protegido e sustentado (Génesis 1-2). Também afirmam o maravilhoso dom divino da redenção, que provê a vida eterna àqueles que crêem (João 3:15; 17:3). Apoiam assim a utilização da medicina moderna para prolongar a vida humana neste mundo. No entanto, este poder deve ser usado de um modo compassivo, que revele a graça de Deus, através da minimização do sofrimento. Dado que têm a promessa divina de vida eterna na Terra renovada, os cristãos não precisam de se apegar ansiosamente aos últimos vestígios de vida nesta terra. Tão-pouco é necessário aceitar ou oferecer todos os possíveis tratamentos médicos que meramente prolonguem o processo de morrer. Dado o cuidado que dedicam à pessoa na sua integralidade, os Adventistas do Sétimo Dia interessam-se pela assistência física, emocional e espiritual daqueles que enfrentam a morte. Com esta finalidade, propõem os seguintes princípios baseados na Bíblia:
  1. Uma pessoa que se aproxima do fim da vida, e que tenha capacidade de compreender, merece saber a verdade acerca da sua condição, das escolhas do tratamento e possíveis resultados. A verdade nunca deve ser escamoteada mas sim apresentada com amor cristão e com sensibilidade, tendo em conta as condições pessoais e culturais do doente (Efésios 4:15).
  2.  Deus deu a liberdade de escolha aos seres humanos, e pede-lhes que assumam a respectiva responsabilidade. Os Adventistas do Sétimo Dia crêem que esta liberdade se estende às decisões sobre os cuidados médicos. Após haver procurado a orientação divina e considerado os interesses daqueles que serão afectados pela decisão (Romanos 14:7) assim como os conselhos médicos, uma pessoa que seja capaz de tomar decisões deverá determinar se aceita ou rejeita intervenções médicas destinadas ao prolongamento da vida. Tais pessoas não devem ser forçadas a submeter-se a um tratamento médico que elas mesmas considerem inaceitável.
  3. O plano de Deus é que as pessoas sejam objecto de cuidado no seio duma família e duma comunidade de fé. As decisões sobre a vida humana são mais apropriadamente tomadas num contexto de sãs relações familiares, após consideração dos conselhos médicos (Génesis 2:18; Marcos 10:6-9; Êxodo 20:12; Efésios 5-6). Quando uma pessoa a morrer seja incapaz de dar o seu consentimento ou exprimir preferências acerca da intervenção médica, tais decisões deverão ser tomadas por alguém já escolhido pela dita pessoa. Se ninguém tiver sido escolhido, a determinação deverá ser tomada por alguém próximo do moribundo. Salvo circunstâncias extraordinárias, os profissionais médicos ou legais deverão submeter-se às decisões sobre intervenções médicas numa pessoa moribunda, tomadas por aqueles que são mais próximos da dita pessoa. Desejos ou decisões da própria pessoa serão mais bem expressos por escrito e deverão estar de acordo com as disposições legais existentes.
  4. O amor cristão é prático e responsável (Romanos 13:8-10; I Coríntios 13; Tiago 1:27; 2:14-17). Tal amor não nega a fé nem nos obriga a oferecer ou aceitar intervenções médicas cujos inconvenientes suplantem os prováveis benefícios. Por exemplo, quando os cuidados médicos meramente preservem as funções corporais sem esperança de o doente poder recuperar o estado consciente, são fúteis e podem, em boa consciência, ser suspensos ou retirados. De modo semelhante, os tratamentos médicos para o prolongamento da vida poderão ser omitidos ou interrompidos, quando apenas aumentem o sofrimento do doente, ou prolonguem desnecessariamente o processo de morrer. Qualquer acção empreendida deverá estar em harmonia com os requisitos legais.
  5. Embora o amor cristão possa levar à suspensão ou à supressão de intervenções médicas que apenas aumentem o sofrimento ou prolonguem o processo da morte, os Adventistas do Sétimo Dia não praticam o "golpe de misericórdia" nem ajudam ao suicídio (Génesis 9:5, 6; Êxodo 20:13; 23:7). Eles opõem-se à eutanásia activa, o acto de tirar intencionalmente a vida a uma pessoa que está a morrer.
  6. A compaixão cristã reclama o alívio do sofrimento (Mateus 25:34-40; Lucas 10:29-37). No cuidado dos moribundos, é uma responsabilidade cristã aliviar a dor e o sofrimento, na maior medida possível, sem incluir a eutanásia activa. Quando seja claro que a intervenção médica não curará o doente, o principal objectivo do cuidado a prestar deverá passar a ser o de aliviar o sofrimento.
  7. O princípio bíblico da justiça determina que se dê uma atenção acrescida às necessidades daqueles que são indefesos e dependentes (Sal. 82:3, 4; Provérbios 24:11, 12; Isaías 1:1-18; Miqueias 6:8; Luc. 1:52-54). Devido à sua condição de vulnerabilidade, deve ter-se um cuidado especial para que as pessoas que estão a morrer sejam tratadas com respeito pela sua dignidade e sem injusta descriminação. O cuidado dispensado aos moribundos deve basear-se nas suas necessidades espirituais e médicas e nas suas escolhas expressas, mais do que em percepções da sua categoria social (Tiago 2:1-9). Enquanto procuram aplicar estes princípios, os Adventistas do Sétimo Dia encontram esperança e coragem no facto de que Deus responde às orações dos Seus filhos e pode agir miraculosamente para o bem-estar deles (Salmo 103:1-5; Tiago 5:13-16). Seguindo o exemplo de Jesus, também oram para aceitar a vontade de Deus em todas as coisas (Mat. 26:39). Têm a confiança de poder reclamar o poder de Deus para os ajudar no cuidado a ter com as necessidades físicas e espirituais das pessoas que sofrem e estão a morrer. Sabem que a graça de Deus é suficiente para os tornar capazes de resistir à adversidade (Salmo 50:14,15). Acreditam que a vida eterna para todos os que têm fé em Jesus está garantida pelo triunfo do amor de Deus.
Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Executivo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia na sessão do Concílio Anual em Silver Spring, a 19 de Outubro de 1992. 

Declaração sobre a Família

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Os laços de família são os mais fortes, ternos e sagrados de entre todos os relacionamentos que temos na Terra. Deus instituiu a família como a fonte primária de relacionamentos calorosos e carinhosos que os corações humanos anseiam.  
As necessidades profundas e contínuas de pertença, amor e intimidade são preenchidas de forma significativa no círculo familiar. Deus abençoa a família e espera que os seus membros se entreajudem na busca da maturidade e plenitude completas. Na família cristã, o valor pessoal e a dignidade de cada um de seus membros é confirmada e salvaguardada num ambiente de respeito, igualdade, abertura e amor. Neste círculo íntimo, as atitudes primordiais e mais duradouras dos relacionamentos são desenvolvidas e os valores são transmitidos de geração em geração.
Deus também pretende que a revelação de Si mesmo e dos Seus caminhos esteja presente nos relacionamentos familiares. O casamento baseado no amor mútuo, honra, intimidade e compromisso para toda a vida reflete o amor, santidade, proximidade e permanência da ligação entre Cristo e a Sua Igreja. A educação e correção das crianças pelos seus pais e a resposta amorosa da descendência ao afecto revelado por eles revela a experiência dos crentes como filhos de Deus. Pela graça de Deus, a família pode ser um agente poderoso na condução dos seus membros a Cristo.
O pecado perverteu os ideais de Deus para o casamento e para a família. A crescente complexidade da sociedade e o enorme stress que recai sobre os relacionamentos leva à crise no seio de muitas famílias da actualidade. Os resultados são evidenciados nas vidas e relacionamentos que são destruídos, disfuncionais e caracterizados por falta de confiança, pelos conflitos, hostilidades e desavenças. Muitos membros de famílias, incluindo pais e avós, mas especialmente esposas e filhas, sofrem de violência familiar. Tanto o abuso físico como o emocional atingiram proporções epidémicas. O número crescente de divórcios assinala um elevado grau de discórdia matrimonial e infelicidade.
Os relacionamentos familiares necessitam de passar por uma renovação e reforma. Esta experiência ajudará a mudar as atitudes e práticas destrutivas existentes, na actualidade, em muitos lares. Mediante o poder do evangelho, os membros familiares tornam-se capazes de reconhecer o seu carácter pecaminoso, de aceitar as fragilidades uns dos outros e receber a cura redentora de Cristo na sua vida e relacionamentos. Embora alguns relacionamentos familiares estejam aquém do ideal e o seu restabelecimento de experiências prejudiciais não seja inteiramente alcançado, onde impera o amor de Cristo, o Seu Espírito irá promover a unidade e a harmonia, transformando esses lares em canais de alegria vivificante e poder no seio da igreja e comunidade.
Esta declaração foi emitida pelo presidente da Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consultar os dezasseis vice-presidentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no dia 5 de Julho de 1990, na Sessão da Conferência Geral em Indianápolis, Indiana.

AMAZING GRACE: HISTÓRIA DE UM HINO

        Amazing Grace é, sem dúvida, um dos grandes hinos cristãos. Seu autor, o pastor inglês John Newton (1725-1807), foi um ex-traficante de escravos. Certo dia, durante uma forte tempestade, Newton entregou seu coração a Deus. 

       Pastor em Olney, na Inglaterra (1764 a 1780), John Newton faleceu com a idade de 82 anos, em 21 de dezembro de 1807. Ele resumiu sua vida e escreveu seu próprio epitáfio, que diz em parte: 

John Clerk Newton, 
Uma vez um infiel e libertino,
Um servo de escravos na África,
Foi pela misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
Preservado, restaurado, perdoado,
E nomeado para pregar a fé que ele
Tinha se esforçado muito para destruir ....

      Provavelmente escreveu Amazing Grace entre 1760 e 1770. Baseado em I-Crônicas 17:16-17, passagem em que o rei Davi rememora a misericórdia de Deus para com um homem tão insignificante e pecador como ele. Foi escrita para ilustrar um sermão no dia de ano novo de 1773 e fez parte dos "Hinos Olney", hinário de músicas compostas por John Newton e seu amigo, o poeta William Cowper. A melodia talvez seja de uma música entoada pelos negros escravos que viajavam nos navios ingleses.

       Nos Estados Unidos, Amazing Grace foi amplamente utilizada durante o Segundo Grande Despertar no início do século 19. Tem sido associada com mais de 20 melodias. Jonathan Aitken, um biógrafo de Newton, estima que o hino seja tocado cerca de 10 milhões de vezes por ano. Sua mensagem universal tem sido um fator significativo em sua passagem na música secular. Amazing Grace ressurgiu em popularidade nos EUA durante a década de 1960 e foi registrada milhares de vezes durante e desde o século 20, às vezes aparecendo nas paradas de música popular. Intérpretes famosos como Elvis Presley, B.J. Thomas, Aretha Franklin, Celine Dion, e mais recentemente, Susan Boyle, perpetuam a popularidade do hino.

       Philip Yancey narra um emocionante fato relacionado a uma apresentação de Amazing Grace. Ocorreu em 11 de junho de 1988, no estádio de Wembley, em Londres. Foi organizado um tributo a Nelson Mandela, que estava preso na África do Sul. Músicos famosos como Sting, Dire Straits, Stevie Wonder, George Michael, Bee Gees e Whitney Houston cantaram para uma multidão no estádio e fora dele. O evento foi transmitido para 67 países, para um público estimado em 600 milhões de expectadores.

       Uma cantora lírica foi convidada para finalizar o show: Jessy Norman. Ela cantaria Amazing Grace.

      Yancey conta: "Durante doze horas grupos de rock como Guns'n Roses estiveram atordoando a multidão com palavras de ordem, irritando os fãs já alterados com álcool e drogas...Finalmente, chega a hora de ela cantar. Um simples círculo de luz acompanha Norman, uma majestosa mulher afro-americana usando um esvoaçante dashiki africano, enquanto atravessa o palco. Sem nenhum acompanhamento, sem instrumento musicais, apenas Jessy. A multidão se agita, nervosa. Poucos reconhecem a diva da ópera. Uma voz grita pedindo Guns'n Roses. Outros se juntam ao grito. A cena começa a ficar pesada.

       Sozinha, a capela, Jessy Norman começa a cantar, muito lentamente, os primeiros versos do hino.

       Uma coisa espantosa aconteceu no Estádio de Wembley naquela noite. Setenta mil fãs roucos ficaram em silêncio diante da ária da graça.

       Quando Norman chegou à segunda estrofe: "Tal graça me levou a temer assim que em Deus eu cri...", a soprano já tinha a multidão em suas mãos.

       Ao chegar à terceira estrofe: "Por provas duras passarei...mas pela graça irei morar na eternal mansão..." diversas centenas de fãs estavam cantando junto, cavando profundamente em lembranças já esquecidas em busca das palavras que haviam ouvido há muito tempo." (Maravilhosa Graça, p. 296/297).
       Veja vídeo com a história e a interpretação de Amazing Grace:

 Amazing Grace
Amazing Grace, how sweet the sound  
That saved a wretch like me
I once was lost but now am found
Was blind, but now I see
T'was Grace that taught my heart to fear
And Grace, my fears relieved
How precious did that grace appear
The hour I first believed
Through many dangers, toils and snares
We have already come
T'was Grace that brought us safe thus far
And Grace will lead us home
When we've been here a thousand years
Bright shining as the sun
We've no less days to sing God's praise
Than when we've first begun
Than when we've first begun

Maravilhosa graça
Maravilhosa graça, como é doce o som
Que salvou alguém como eu
Estava perdida mas agora me encontrei
Estava cega, mas agora vejo
Foi a Graça que ensinou meu coração a temer
E Graça, meus medos foram levados
Como é precioso que a graça tenha aparecido
Na hora em que acreditei
Com muitos perigos, sustos e medos
Nós viemos
Foi a Graça que nos levou a salvo para longe
E a Graça nos levou para casa
Quando estávamos aqui por muitos anos
Brilho forte como o do sol
Não temos menos dias para cantar para o prazer de Deus
Como quando começamos
Como quando começamos

Fontes:
http://www.bible-basics-layers-of-understanding.com/Amazing-Grace.html
De traficante de escravos a pregador - A história de John Newton. Brian Edwards. Ed. Fiel. 2001.
O sorriso escondido de Deus. John Piper. Shedd Publicações. 2002.
Maravilhosa Graça. Phlip Yancey. Ed. Vida. 2005.
George Gonsalves

Cid Moreira testemunha sua fé em evento da Igreja Adventista

O ex-apresentador da Rede Globo, Cid Moreira, esteve participando de um evento na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Recife, onde leu alguns trechos da bíblia para as mais de 2 mil pessoas que estavam . O programa recebeu o nome de “Cid Moreira e A Grande Esperança”, fazendo referência ao livro que é lido por Cid Moreira no final da apresentação. O livro “A Grande Esperança” é um best-seller que vendeu mais de 160 milhões de cópias em todo o mundo desde o mês de janeiro.
Notícias Gospel Cid Moreira testemunha sua fé em evento da Igreja Adventista | Noticia Evangélica GospelDurante sua participação no evento, o locutor falou sobre sua carreira e sua fé e sobre este programa dirigido pelo jornalista Siloé Almeida. “Um grande parceiro. Foi através dele que cheguei ao empresário adventista Milton Afonso, que possibilitou a gravação da bíblia na íntegra”, disse.
Cid Moreira afirmou, em entrevista a programa local da Rede Globo, que deseja divulgar o Evangelho até o último dia de sua vida. A participação de Cid Moreira no templo adventista atraiu amigos do apresentador, entre eles a diretora de jornalismo da Rede Globo Nordeste, Jô Mazzarolo, que comentou sobre o envolvimento de seu amigo na pregação do evangelho: “Quando ele gravou o primeiro trecho da Bíblia em áudio, que inclui o Sermão da Montanha e o Pai Nosso, ele pegou a primeira fita, fita cassete, autografou e me deu, o que guardo até hoje. Desde então, ele passou, além de ser um companheiro de trabalho, um irmão em Cristo”.
Na ocasião, o programa Bom Dia, da Rede Globo, esteve presente e entrevistou Cid Moreira. Ele falou mais sobre o programa “Cid Moreira e A Grande Esperança”. O jornal Folha de Pernambuco também divulgou matéria sobre o evento e da quantidade de pessoas que se emocionaram com a leitura da bíblia.
Fonte: Gospel Prime | Divulgação: Midia Gospel

História do hino - Santo! Santo! Santo!

Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 018

Santo! Santo! Santo!
Letra: Reginald Heber (1783-1826) – composta em 1826
Título Original: Holy, HoIy, Holy
Música: John Bacchus Dykes (1823-1876) – publicada em 1861 no Hymns Ancient and Modern (Hinos Antigos e Modernos)
Texto Bíblico: No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo. Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. (Isaías 6:1-3)



Reginald Heber nasceu na Inglaterra, educou-se em Oxford, onde recebeu o prémio da Universidade por um poema latino. Aos vinte e quatro anos entrou para a obra do ministério em Hodnet. Mais tarde foi chamado para a diocese de Calcutá, onde trabalhou por três anos. Sua vida foi encurtada por afogamento em 1826.
Heber preservou sua pureza de vida e sua reverência, num mundo de vício e pecado. Alguém disse dele: “Se o seu coração fosse coberto apenas por um vidro, ninguém necessitaria temer ler os seus pensamentos, de tão puros que são.”
Esta é a razão porque podia aproximar-se de Deus com a mais sagrada frase: “Santo! Santo! Santo! Senhor Deus Todo Poderoso!” Lemos em “Early Writings”, (Primeiros Escritos): “As palavras Deus Todo Poderoso são juntadas e usadas por alguns em oração de maneira irrefletida e descuidada, o que Lhe é desagradável. Tais pessoas não possuem o senso de Deus ou da verdade, senão, não falariam tão irreverentemente do grande Deus, que breve irá julgá-los no último dia. Disse o anjo: “Não as associem, pois terrível é o Seu nome”. Os que compreendem a grandeza e a majestade de Deus tomarão o Seu nome nos lábios com santo temor”. Pág. 122
Este hino é a mais solene expressão de culto, e deveria ser cantado reverentemente.
A música de Dykes é apropriada, rica em harmonia e altamente expressiva. Ganharia muito se o cantássemos reverentemente e atentos como se estivéssemos na presença divida.